Para suprir a demanda

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Capa - slidesA falta de vagas em Uni­dades de Terapia In­ten­siva (UTIs), em Goiás, ainda é uma realidade. Apesar de atender aos requisitos do Ministério da Saúde, que preconiza 600 leitos de atendimento de urgência e emergência, de acordo com Leonardo Vilela, secretário estadual de Saúde, casos de famílias desesperadas em busca de atendimento ainda são frequentes. Dados do Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde do Brasil (CNES) mostram que há 5.689 leitos em Goiás, contando todas as especialidades e unidades públicas e privadas. A maior parte está na capital, 3.487 leitos.

Vilela informa que o número de leitos em UTIs está, atualmente, em 669. “Mas, com a inauguração do Hugol (Hugo 2), e a entrada e funcionamento de 86 novos leitos, iremos para 755, um aumento de 15%”, conta o secretário. A inauguração do Hugol ocorre nesta segunda-feira, dia 6 de julho, e representa um salto no atendimento público. Isso é o que considera o médico-cirurgião Zacharias Calil. Para ele, é um grande avanço na medicina de Goiás. “Eu acredito que o aumento do número de leitos vai melhorar e muito o atendimento à população”, diz.
“Isso gera muita segurança, tanto para o médico e a equipe, quanto para o paciente. E não tem mais aquilo que você opera o paciente e pede vaga na UTI e não tem”, argumenta. Para Calil esse é o resultado de um governo que se preocupa com a saú­de. “Você vê que, em geral, no Brasil há muitos pacientes a­guar­dando vagas. Mas, aqui há um governo que se preocupa em avançar tecnologicamente, com equipamentos de ponta e que vão oferecer um melhor atendimento aos pacientes e, também, melhores condições para a equipe. Isso é fantástico”, avalia.
O aumento dos leitos em UTIs tem sido prioridade do governo de Goiás, segundo Leonardo Vilela. O Hugol é o sétimo hospital da rede de urgência e emergência em Goiás, mas cinco outros estão nos planos para os próximos anos. “Nossa expectativa é que a gente tenha um salto na qualidade do atendimento, com uma rede de hospitais bem equipada para que resolvamos esse problema definitivamente”, observa. Para Vilela, essa é uma marca da gestão atual do governo do Es­tado. “O governador Marconi Perillo fez uma revolução no mandato anterior e está dando continuidade aos investimentos”, assegura.
O objetivo, segundo Vilela, é que os hospitais que compõem a Rede Hugo propiciem atendimento cada vez mais especializado e que ofereçam cobertura para todo o estado de Goiás. Por essa razão, três novas plantas estão em construção. “O governo já está conduzindo as obras de dois hospitais no entorno de Brasília, sendo um em São João do Descoberto e outro em Águas Lindas. Há também o hospital de urgências de Uruaçu, que terá 23 mil m² de área”, conta o secretário. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), as obras em Uruaçu já estão com 60% dos serviços finalizados.
Quando as obras dos três novos hospitais foram finalizadas, o cálculo é que Goiás terá 876 leitos em UTIs. Para o atual diretor do Hugo 1, Ciro Ri­cardo, a implantação de unidades hospitalares com mais vagas em atendimento de urgência e emergência vai beneficiar a população. Para ele, a carência de leitos existe devido à demanda crescente de pacientes. “Principalmente, em razão do mundo conturbado que a gente vive, com os acidentes de trânsito e a violência interpessoal”, analisa. De acordo com ele, o maior diferencial nas novas unidades está na criação de leitos para atendimentos específicos.
“São pacientes específicos que acabavam vindo para cá, por falta de opção, mesmo. Mas, que não são o perfil de atendimento do Hugo 1. Agora, esses pacientes vão poder ser atendidos lá”, observa. Os atendimentos a que o médico se refere são para aqueles pacientes vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) Hemorrágico, bem como crianças, e aqueles que sofreram grandes queimaduras. “Eu acho da máxima importância essa iniciativa do governo de Goiás de aumentar a quantidade de leitos. Quem a­gradece é a população”, co­men­ta. O diretor do Hugo 1 só es­pe­ra que, no Hugol, o atendimento seja de excelência, também.
A ampliação dos serviços de atendimento em emergência e urgência faz parte do Plano de Governo – Saúde (2015-2018), dentro do qual o Programa de Ampliação da Atenção Hospi­talar com Gestão Inteligente, estabelece metas para a ampliação da Rede Hugo, com a construção de novas unidades hospitalares no norte do Estado, entorno do Distrito Federal e na capital. De acordo com o documento disponibilizado no site da SES, estas são as “áreas consideradas mais desassistidas”. O programa prevê ainda a construção de hospitais destinados à atenção à mulher e ao idoso, segmentos da sociedade que necessitam de atenção especial.

Gestão inteligente
Outra inovação adotada em Goiás, foi a implantação de um sistema de administração por Organizações Sociais (OSs). A transferência total da administração de todos os hospitais estaduais ocorreu em 2012, e já é atestado como eficiente tanto pela população, quanto por governadores e secretários de saúde de outros estados. O Centro de Reabilitação e Rea­dap­tação Dr. Henrique Santillo (Crer), foi o primeiro hospital a ser gerido por OS, em Goiás.
Em 2012, vendo o padrão de excelência oferecido pela unidade, o governador Marconi Perillo e Antônio Faleiros, então titular da pasta de Saúde do Estado, deram início ao processo de transferência da administração de todos complexos hospitalares estaduais. Desde então, várias comitivas de outros estados brasileiros tem visitado Goiás, para atestar a modernização do espaço físico e a qualidade do atendimento, que fornece tratamento humanizado.
Durante visita de Tiago Velloso de Carvalho, assessor-chefe de gestão da Secretaria de Estado da Saúde do Rio de Janeiro, em abril deste ano, Halim Girade, superintendente executivo da saúde de Goiás, afirmou que o Governo do Estado investirá em fiscalização. De acordo com ele, somente a efetiva fiscalização das OSs é que vai garantir a prevalência do modelo de gestão. “Os problemas hospitalares deixaram de tomar tanto o nosso tempo”, afirmou na ocasião.

Visitas ao Hugol
Na última sexta-feira, 3, Leonardo Vilela conduziu uma visita às instalações do Hugol. Os convidados foram os veículos de comunicação que puderem registrar todo o complexo hospitalar. A apresentação foi a última da série de oito visitas comandadas pelo governador antes da inauguração e abertura do hospital, programadas para esta segunda-feira, dia 6 de julho, às 10h.
De acordo com o governador, o Hugol será o maior hos­pi­tal de urgências da Região Centro-Norte do país, com qua­se três mil funcionários, e uma previsão de fluxo de dez mil pessoas diariamente. “Te­mos orgulho dessa obra que tem seis pavimentos, é moderna e ampla, dos equipamentos de ponta e da equipe formada por um corpo clínico de emergencistas experientes”, afirma Marconi Perillo, que também visitou o hospital na última semana com o prefeito Paulo Garcia, que considerou o Hugol “uma obra histórica”.
Elaborado por técnicos da Agência Goiânia de Transporte e Obras (Agetop), o projeto do hospital segue os padrões exigidos pelos organismos de saúde internacionalmente, tornando-o o mais moderno em funcionamento. “É uma construção feita para durar, com materiais no­bres e com suporte de energia elétrica, geradores e central de re­síduos apropriados a um grande hospital”, explicou Jay­me Rincón, presidente da Agetop.
Além da modernidade e tecnologia investidas, o projeto do Hugol foi pensado para humanizar o atendimento e o espaço. Por essa razão, foi construído um amplo jardim de fácil manutenção e com irrigação automatizada. A unidade possui ainda uma Capela Ecumênica que o­ferecerá conforto para os mo­men­tos de oração. A sala é or­namentada com flores e arbustos e ainda um painel de vitral, obra do artista plástico Duda Badan.


 

Conheça as instalações do Hugol

São 510 leitos, sendo:
360 leitos de internação na enfermaria
86 leitos de UTI, com 20 leitos de pediatria e 7 para queimados
2 blocos de emergência, com 44 leitos de observação e 14 leitos/boxes de atendimento
Centro de Atendimento a Queimados, com 6 leitos de internação
21 consultórios médicos
Complexo cirúrgico com 21 salas de cirurgias, que funcionam 24 horas por dia
Auditório com 192 lugares
1.000 vagas de estacionamento
Central de esterilização de materiais
Laboratório de análises clínicas, imagem, diagnóstico e tratamento
Área verde
Heliponto
Rede de ar condicionado em todo o hospital
Portas com acesso biométrico, para controle e fiscalização de entrada e saída
CF-TV (câmeras de filmagem em todo o Hospital), TV de LED nos quartos
Lanchonete
Capela ecumênica, com vitral doado pelo artista plástico goiano Duda Badan
Lavanderia com ar condicionado que atende normas técnicas da ANVISA
Banco de sangue


 

A Rede Hugo

 

Hugo (Hospital de Urgências de Goiânia Dr. Valdomiro Cruz)

Inaugurado em dezembro de 1991, possui 221 leitos de internação e centro cirúrgico com dez salas. Serve quase 62 mil refeições para pacientes, colaboradores e acompanhantes, por mês.

Huana (Hospital de Urgências Henrique Santillo de Anápolis)

Em funcionamento desde agosto de 2005, possui capacidade para atender 400 pacientes. Possui 84 leitos, atendendo mais de quatro mil pacientes, mensalmente.

Huapa (Hospital de Urgências
de Aparecida de Goiânia)

Iniciou o atendimento em 2007, e atende aproximadamente 45 municípios no entorno de Aparecida de Goiânia. Em 2010, houve a ampliação do atendimento em 60%.

Hutrin (Hospital de Urgências
de Trindade Walda
Ferreira dos Santos)

Possui 59 leitos divididos em enfermarias de cirurgia geral, clínica médica, ginecologia/obstetrícia e ortopedia. Atualmente, a média de consultas é de 300 ao dia.

Hurso (Hospital de Urgências
da Região Sudoeste Dr.
Albanir Faleiros Machado)

Começou o atendimento em julho de 2001, e possui 110 leitos. Serve a 27 municípios da região, com atendimentos e asistênia aos usuários do SUS.

HMI (Hospital  Materno Infantil)

Passou a integrar a rede em 2014 e está em reforma. A UTI Pediátrica será modernizada, e também a UTI Neonatal, que ganha 12 leitos, chegando a 20, no total.

Hugol (Hospital de Urgências Otávio Lage de Siqueira)

Inauguração de 6 de julho de 2015

Hugo 7 – Hospital de Urgências de Uruaçu (obras em andamento)

O projeto contempla 306 leitos, sendo 10 de observação e 45 de UTI, com 20 leitos para adultos, 10 neonatal, 10 para atendimento pediátrico e 5 UCIN.

Hugo 8 – Hospital de Urgências de Santo Antônio do Descoberto (obras em andamento)

A unidade atenderá toda a Região do Entorno do Distrito Federal. No total, deverá receber entre 8 e 12 mil pacientes por mês, com 128 leitos no total.

Hugo 9 – Hospital de Urgências
de Águas Lindas de Goiás
(obras em andamento)

A unidade pertencia ao município, mas foi estatizada conforme decisão do Ministério da Saúde (MS), Estado e Município. Tem previsão de abrigar 152 leitos, sendo 40 de UTI.

Hugo 10 – Hospital de
Urgência de Valparaíso

Em fase de projetoA 5 - hugol-620x414

 

 

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