História escrita com letras de cidadania

0
868

capa - escolaFalar sobre dezesseis anos do concurso de redação Goiânia na Ponta do Lápis é contar milhares de histórias e reviver experiências incríveis, em momentos de superação e muitas conquistas de alunos e professores das redes municipal e particular de ensino de Goiânia, numa trajetória de multiplicação e troca de saberes, em que um dos maiores valores apreendidos é a formação cidadã.

Mas a ideia de criar um concurso de redação para premiar os autores dos melhores trabalhos de escrita não nasceu por acaso. Ela surgiu pelo desejo do presidente do jornal Tribuna do Planalto, Sebastião Barbosa, de não só dar notícia, como simples competência de veículo de comunicação, mas de abrir portas para o saber crítico, sendo agente provocador de debates de interesse coletivo nas escolas, em busca de uma educação democrática para a vida.
E partir da publicação de uma lei municipal do então vereador Pedro Wilson, que estabelecia o programa “Leitura de Jornais e Outros Periódicos em Salas de Aula”, reforçando a necessidade do incentivo à leitura e escrita nas escolas, foi lançado, no ano de 1999, o Goiânia na Ponta do Lápis.
No primeiro ano, o principal desafio pa­ra a consolidação do concurso foi fazer com que a proposta fosse conhecida e aprovada, pois seria necessário, inicialmente, ganhar a confiança da comunidade escolar, dos alunos, e dos professores, os verdadeiros protagonistas dessa proposta de escrita.
Na redação do jornal, tudo girava em torno da realização do projeto. A motivação era grande e os preparativos e decisões demandavam planejamentos de todo o aparato, desde a cobertura das duas etapas do concurso, até a entrega de prêmios na etapa final, conforme ficaria estabelecido em edital. Tudo pensado com o propósito de se alcançar a promoção da cidadania.
E o Goiânia na Ponta do Lápis começou com pé direito. Logo nos primeiros anos contou com a aceitação da Secretaria Municipal de Educação, que se tornou parceira do jornal nesse projeto (são 14 anos consecutivos), que hoje, firmado, faz parte do calendário das unidades de ensino da Capital e é aguardado com bastante expectativa pelos estudantes.

Temas inspiradores
Mas para alcançar o objetivo de ser um agente motivador para que os alunos se apaixonem pela leitura, fazendo dela uma aliada na conquista do conhecimento em to­das as áreas de expressão e escrita, o maior trunfo foi, com certeza, a aposta em pro­postas de temas coletivos, que fazem parte do dia a dia dos estudantes e instigam debates em busca de soluções e mu­dan­ças de hábitos, comportamentos e atitudes, que vão muito além dos muros das escolas.
“Todas as mudanças acontecem com a educação diferenciada de uma geração. Por isso, trabalhar com crianças e jovens garante que a semente plantada hoje dará frutos, muitos imediatos, que serão colhidos pela sociedade. Assim, pensamos em temas de redação coletivos, para que os debates alcancem não só a escola, mas as famílias, que fazem parte desse processo de aprendizado”, destaca Sebastião Barbosa, ao afirmar que, hoje, com a visão da importância do concurso, é possível experimentar em cada redação os desejos e esperança de cada estudante.  
E já com o primeiro tema, “Saúde Bu­cal”, que veio inicialmente como um projeto de desenho, a aceitação foi além das ex­pectativas. A adesão foi grande e o concur­so gerou debates nas escolas, numa troca de ideias entre professores e alunos, que receberam incentivos das famílias para a participação no evento nos anos seguintes.
Depois vieram temas propondo discussões sobre problemas relativos à nossa cidade, que foram tratados de forma multidiciplinar pelos professores, a exemplo de “O Que o Meia Ponte Precisa é de Novas Ideias”; “Trânsito: Quem precisa de Educação?” “Apague a Violência, Escreva a Paz”; “Cerrado o Berço das Águas”; “Goiânia Sem Drogas: A Responsabilidade é de Todos Nós!; “Goiânia 80 Anos: A Cidade que Eu Quero Pra Mim”, entre outros.
E nessas 15 edições com sucesso e recorde de alunos participantes em todas as Unidades Regionais de Ensino do Mu­nicípio e das escolas particulares, so­mando no último ano um total de 116 mil redações inscritas, nos permite a realização do 16º concurso, trazendo agora o tema “Susten­tabilidade: Responsabilidade de Todos!”

Construção de valores
Para a secretária municipal de Educa­ção, Neyde Aparecida, a iniciativa de trabalhar a educação ambiental no processo educativo contribui de forma significativa na construção de uma sociedade ancorada na sustentabilidade. Por isso, segundo ela, os alunos devem ser estimulados a construir essa consciência e a incorporarem preceitos socioambientais, ecológicos e éticos.
“Projetos e ações que provocam formação de consciência e reflexões críticas perante o mundo ampliam a capacidade dos alunos para buscar mudança de atitudes em relação ao cuidado com a natureza e o desenvolvimento sustentável. Esse é o desafio a que se propõe o Concurso Goiânia na Ponta do Lápis, lembrando que a temática também integra o plano de governo do prefeito Paulo Garcia”, reforça a secretária.
Professor de Língua Portuguesa e Redação do Colégio Anglo de Campinas, Ronaldo Barros aprova a escolha do tema deste ano: “Aprovadíssimo, haja vista que entender a sustentabilidade não é facultativo; é obrigação de todos. E um convite a uma reflexão mais aprofundada sobre o futuro é sempre bom!”
Professora de Língua Portuguesa e Literatura (EAJA) nas escolas municipais Professor José Décio Filho e Senador Darcy Ribeiro, Nadja Karoliny Lucas reforça a ideia do professor Ronaldo. Segundo ela, “sustentabilidade é, sim, um tema importante a ser discutido, não apenas pelas questões ambientais que já estamos vivendo há um bom tempo, mas também por ser uma questão a ser trabalhada no dia a dia, com posicionamentos e ações simples e que devem ser tomadas diariamente”, destaca Nadja.


Frutos do trabalho coletivo

 

 

A busca por meios capazes de incentivar alunos  a ter prazer pela leitura – e logicamente pela escrita –, dando a ela a exata importância da sua necessidade, sobretudo para que possam compreender o mundo que os cerca para serem protagonistas das suas vidas, ultrapassa o papel da escola, tornando-se responsabilidade da sociedade em geral.
Por isso, para cumprir essa meta, é igualmente importante que a Educação lance mão de vários meios que atendam aos interesses de crianças e jovens, que são desafiados a todo o momento a usarem suas competências como leitores.  
E é em especial neste desafio que a secretária municipal de Educação de Goiânia, Neyde Aparecida, destaca que a parceria do jornal Tribuna do Planalto com a Educação, por meio do Goiânia na Ponta do Lápis, tem oferecido aos alunos oportunidade de conquistar conhecimento, ao serem provocados a ler e escrever e de melhorarem suas habilidades.
Segundo ela, a formação humana necessariamente passa pela Educação de qualidade, já que as deficiências nesta etapa se transformarão em barreiras na vida futura dos estudantes. E abraçar projetos como o Goiânia na Ponta do Lápis, que contribuem para qualificar a Educação, faz toda a diferença.
A secretária enfatiza “que projetos e ações que oportunizam aos estudantes uma maior convivência com a leitura e escrita, para garantir o sucesso destes na vida escolar, oportunizam também uma participação mais ativa desses jovens na sociedade”.
“E é assim que vemos o Goiânia na Ponta do Lápis, uma ferramenta pedagógica de multiplicação do conhecimento e da formação cidadã dos nossos alunos”, destaca a secretária, acrescentando que, durante essas 15 edições, não são poucos os frutos colhidos. E os resultados são vistos na sala de aula, com o  desenvolvimento da leitura e por consequência da escrita dos alunos.

Leitura em destaque
Para a professora Nadja Karoliny, o estímulo à leitura deve ser um trabalho constante dos professores, e quando se tem ações que favorecem esse caminho, “outras bases disciplinares podem ser trabalhadas com foco no tema proposto”.
“Esse trabalho da Tribuna do Planalto com o Goiânia na Ponta do Lápis é também, para nós professores, que trabalhamos com a educação e com a formação de cidadãos conscientes de seus direitos e deveres, uma forma de mostrar não só o que a escola está fazendo, mas de estimular a confiança na Educação, nos trabalhos da escola, dos professores e nesses cidadãos, nesses estudantes em processo de formação”, conclui Nadja.


 

Onde tudo começa!

Além da escolha do tema, contar com a motivação dos alunos para aceitar o desafio de leitura e escrita é mesmo essencial. É uma missão e tanto! E durante as quinze edições já realizadas, esse trabalho, que acontece na etapa de divulgação da proposta nas escolas, é gerenciado pelas Unidades Regionais de Ensino (UREs).
São essas UREs que ajudam na divulgação do concurso – que a cada ano conta com número maior de participantes –, num trabalho coletivo dessas instituições, fundamental para o bom desempenho da escrita dos alunos, porque, com motivação, o interesse e a dedicação são bem maiores.
E em todo esse processo, destacam-se também os professores, que acreditam no concurso e nos benefícios que ele traz para a Educação, sendo uma ferramenta pedagógica de apoio à aprendizagem.
Esses mestres assumem o papel de orientadores, mediadores e estimuladores das potencialidades dos estudantes, para que estes produzam textos de excelente qualidade, conquistando o maior dos prêmios: o conhecimento.

 

 

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here