Tecnologias que ajudam o agronegócio

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O agronegócio é a atividade mais representativa da economia brasileira, sendo responsável por aproximadamente 25% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, ou ¼ da soma de toda renda gerada no País, passando de R$ 1 trilhão. Mesmo perante o cenário de retração econômica, o segmento deve encerrar 2015 com avanço de 2,8%, segundo previsão do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Dessa forma, o setor encontra dois desafios árduos pela frente: manter o excelente desempenho para impulsionar o crescimento do Brasil e ser o principal responsável pelo aumento da produção global de alimentos nas próximas décadas, atendendo à demanda de uma população crescente, que deve ultrapassar a marca de 9 bilhões de pessoas em 2050, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO-ONU).

Para levar esses compromissos adiante, é primordial aproveitar cada metro quadrado de área cultivada a fim de eliminar desperdícios, proporcionando ganhos de produtividade, redução de gastos e diminuição do impacto ambiental decorrente da atividade agrícola. Produzir mais em uma mesma parcela de terra será fundamental no curto, médio e longo prazo. Para isso, além do conhecimento científico que permite o desenvolvimento de culturas mais eficientes contra pragas, doenças e adversidades climáticas, os agricultores contam com uma aliada de peso que ganha cada vez mais força no campo: a tecnologia.
A evolução dos equipamentos de alta precisão tem sido fundamental para ajudar os produtores a automatizar e otimizar o manejo nas lavouras, sendo indispensáveis para se obter informações detalhadas que contribuem para melhorar os processos agrícolas. Esse progresso, no entanto, não contempla apenas máquinas de grande porte como acreditam muitos que atuam fora do setor, mas também aparelhos menores com tecnologia de ponta e programas que podem ser utilizados gratuitamente por meio de dispositivos móveis, por exemplo.
Uma das últimas novidades que já está ganhando espaço nas lavouras é o veículo aéreo não tripulado (VANT), ferramenta que captura imagens aéreas da plantação para identificar falhas de plantio, matocompetição e solo exposto, o que faz com que os agricultores tenham uma visão panorâmica da região monitorada. Esse mecanismo foi recentemente inserido no portfólio de serviços tecnológicos da Adama (leia-se Adamá) e é oferecido atualmente para lavouras de cana-de-açúcar. Outras inovações da empresa que demonstram essa modernização são o aplicativo para smartphone “Adama Alvo”, com mais de 30 mil downloads registrados, que auxilia o agricultor a identificar as principais pragas, doenças e plantas daninhas nas culturas de soja, trigo, milho e algodão, e também o serviço de estações meteorológicas “Adama Clima”, que fornece diretamente para o celular ou computador do usuário a previsão climática certeira de sua propriedade e faz o armazenamento de dados históricos de precipitação e temperatura.
Dessa forma, é perceptível observar que a Revolução Verde atravessa uma etapa onde a tecnologia participa com mais intensidade do cotidiano dos produtores rurais. Trata-se de um caminho irreversível e que deve ser cada vez mais utilizado por toda cadeia produtiva do agronegócio, a qual só tende a ganhar com essa nova realidade.
 
Roberson Marczak é gerente de Inovação da Adama no Brasil

 

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