Corrida eleitoral

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Este mês ocorre, de certa forma, o pontapé de partida dos partidos políticos para as eleições municipais de 2016. Isso porque as agremiações têm até o fim de setembro para filiar novos quadros para disputar o processo eleitoral do ano que vem. Nas próximas semanas, teremos a intensificação dos contatos políticos a lideranças dos 246 municípios do Estado. O objetivo maior é o fortalecimento dos partidos, de olho nos cargos públicos que estarão em jogo.
Na verdade, esta movimentação já está em curso há algum tempo. O problema é que a instabilidade das leis eleitorais colocaram as lideranças partidárias em xeque. Vale lembrar que há uma Reforma Política sendo votada na Câmara Federal e que deve aprovar alguns pontos, como o fim da reeleição e mandatos de cinco anos. Tudo, contudo, ainda é muito incerto. Essas indefinições não impedem as conversas do troca-troca partidário, mas atrasam a concretização das filiações.
Muitos presidentes de partido têm reclamado disso. Dizem que as lideranças abordadas têm o interesse de trocar o partido A pelo partido B, porém preferem esperar as definições do Congresso Nacional. A expectativa é, principalmente, pela chamada “janela da infidelidade” que, se aprovada, pode permitir que parlamentares troquem de partido sem risco de perderem seus mandatos. Hoje a Lei barra que deputados federais, estaduais e vereadores troquem suas agremiações devido à regra da fidelidade partidária.
O tempo, contudo, está se esgotando. Deputados e vereadores que quiserem concorrer às eleições do ano que vem por um outro partido terão que tomar as suas decisões até o fim de setembro. Este limite temporal fará, obrigatoriamente, que as decisões de filiações se tornem mais contantes nas próximas semanas. Muitos em Brasília acreditam que a “janela da infidelidade” não deverá ser aprovada até este prazo, o que forçará parlamentares a tomarem uma decisão importante – o de colocarem em risco os seus mandatos ao encararem uma nova filiação, ou de se manterem no partido atual.
Aqui em Goiás, o exemplo mais emblemático é o do deputado federal Delegado Waldir (PSDB), que tem projeto de ser candidato à prefeitura de Goiânia, mas pouco espaço no atual partido. Ele já declarou, há algum tempo, que pretende deixar o ninho tucano e ser opção na capital. Com o prazo de filiações se esgotando, Waldir está se vendo, cada vez mais, à frente deste dilema. E com ele, vários outros políticos brasileiros.

Boa leitura, ótima semana,

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