O horizonte de 2018

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altair tavares2A eleição para governador de Goiás de 2018 já está no horizonte dos políticos goianos, principalmente pela confirmação de uma realidade política: o fim da polarização entre Iris Rezende (PMDB) e Marconi Perillo (PSDB) como opção para o eleitor escolher para chefe do Executivo. Sem os dois líderes na cabeça, quais os movimentos para a construção das candidaturas tem apontado para uma visão prévia do que pode ser construído neste cenário?
As recentes movimentações políticas confirmaram que a base marconista já estaria com passos avançados na formação da chapa de 2018. O deputado Sandes Júnior declarou, em entrevista à Rádio 107,3 FM, que José Eliton, vice-governador, será o candidato a governador pelo PSDB enquanto as duas vagas para o Senado serão disputadas por Marconi Perillo e Wilder Moraes (atual Senador que se filiará ao PP com a saída de Eliton). O quê sobra para os aliados da base fora do PSDB e do PP? A vice, apenas.
De sua experiência, Perillo sabe como definir um plano político com bastante antecedência. Está em curso o projeto de construção de uma imagem nacional para o governador. Ele pode ter percebido que na liderança do PSDB (incluindo Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin) não há uma capacidade de apontar rumos para o desenvolvimento do país. A intensa agenda de Perillo em eventos para líderes empresariais já estaria surtindo os efeitos desejados. Assim, ele foca no objetivo nacional com a chapa de 2018 já definida em Goiás, ou seja, um problema a menos. E quem quiser, que acompanhe.
O horizonte para a oposição, ao contrário, é de indefinição quanto às possíveis candidaturas. A candidatura do senador Ronaldo Caiado (DEM), com apoio do PMDB e de Iris, sobreviverá às interferências do cenário político até 2018? Ele é tratado por muitos peemedebistas como candidato eleito por causa do último resultado eleitoral. No entanto, o modo como o partido dele tem sofrido sucessivas desidratações quebra a sustentação política, diriam críticos da candidatura. Na eleição de 2016, o maior desafio do senador será manter o DEM vivo, em Goiás, com candidaturas e eleitos.
O fim da polarização eleitoral entre Marconi e Iris abre um vasto horizonte para os oposicionistas, mas, fora Caiado, quem mais pode ocupar este território político? A força maior é do senador, momentaneamente. Se Maguito Vilela fala de aposentadoria política, o filho, Daniel Vilela, é lembrado como o nome no PMDB. No entanto, o grupo do atual prefeito de Aparecida de Goiânia é sucessivamente derrotado desde 2006 nas escolhas de candidatos a governador. Antes de escolher nomes, os grupos do PMDB precisam, primeiro, resolver seus problemas internos.
No horizonte, há um caminho aberto para novas candidaturas, mas quem definir o rumo é que é o grande problema. O eleitor, senhor maior da escolha, certamente vai gostar da novidade: nomes novos de uma política não tão nova assim.

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