“Comprar de uma pequena empresa é um ato de cidadania”

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Igor Montenegro, diretor-superintendente do Sebrae-Goiás diz que pequenas e médias empresas hoje empregam 52% dos trabalhadores de carteira assinada em todo o Brasil

Liderado pelo Sebrae, movimento “Compre do Pequeno Negócio” estimula a sociedade a consumir produtos e serviços fornecidos por micro e pequenas empresas

O diretor-superintendente do Sebrae, Igor Montenegro, visitou o Tribuna do Planalto para divulgar o movimento “Compre do pequeno negócio”, uma iniciativa inédita do Sebrae, lançada em todo o país no início de agosto, para estimular a sociedade a consumir produtos e serviços fornecidos por micro e pequenas empresas.
O movimento “Compre do Pequeno Negócio” estabeleceu o dia 5 de outubro como data oficial de início, por se tratar do dia em que foi instruído o Estatuto da Micro e Pequena Empresa.
A ação é liderada pelo Sebrae e pretende usar a força dos pequenos negócios – mais de 10 milhões de empresas no Brasil, que faturam no máximo R$ 3,6 milhões por ano – para fortalecer a economia. Durante a entrevista Igor Montenegro falou sobre as razões da mobilização.
“Acreditamos que a própria sociedade estará apoiando esse movimento que o Sebrae está encampando. Hoje 95% das empresas no país são micro ou pequenas empresas, e somente 5% são empresas de grande porte. Essas pequenas e médias empresas hoje empregam 52% dos trabalhadores de carteira assinada. Isso quer dizer que: mais da metade das pessoas que trabalham hoje de carteira assinada vêm das pequenas ou médias empresas. Toda pessoa geralmente começa a trabalhar em uma pequena empresa e depois vai ascendendo no mercado de trabalho. Vemos também que no momento de crise é hora da sociedade dar mais valor as pequenas empresas”, diz.
Na opinião do diretor-superintendente, o projeto é um movimento de cidadania e o Sebrae entra em sua defesa porque está próximo do pequeno empreendedor.
“O Sebrae atende hoje mais de 80 mil empresários por ano, com cursos, consultorias. E nossa ideia é continuar ampliando nossa penetração no mercado e por estarmos próximos do empresário a ideia cada vez que passa é de que estamos andando cada vez mais juntos”, explica.
De acordo com Montenegro, em momentos de crise o mercado precisa de mais apoio ainda e o Sebrae quer ajudar os microempreendedores, aproximando-se mais deles.
“Esse movimento quer mostrar ao consumidor a relevância de comprar da pequena empresa. Se você for comprar algo, compre lá no seu bairro, no verdurão, no açougue, no supermercado, na oficina que está lá perto. O ato da compra de uma pequena empresa é um ato de cidadania, pois, se você estiver comprando de um mercado ou empresa nacional ou multinacional, o seu dinheiro está indo para lá e não vai ficar aqui no estado. Não somos contra as grandes empresas, estamos apenas querendo ajudar os pequenos empreendedores”, frisa.
O grande benefício de compra do pequeno negócio – destaca Montenegro – é que o dinheiro fica dentro do estado ou dentro do país, o que é fundamental para a economia nacional.
“Toda vez que compramos do pequeno negócio estamos mantendo os empregos aqui no nosso estado e país. O que gera crise é a falta de renda circulando, e a renda para de circular através do desemprego e os pequenos negócios ajudam muito para manter o mercado aquecido”, finaliza.

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