Nós pagamos o pato

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No Brasil, toda vez que a economia vai mal e as finanças públicas deterioram, o Governo tem uma fórmula mágica: aumento de impostos. E quem paga a conta é a sociedade, que continua recebendo péssimos serviços públicos a custos elevadíssimos. Este ano, com a crise econômica que começou a se instalar após a reeleição da presidente Dilma, novamente os brasileiros, todos em maior ou menor grau, são convocados para, mais uma vez, pagar a conta do Brasil.
Para enfrentar esse novo assalto ao bolso do contribuinte e da população em geral, com reflexos negativos imediatos na produção, emprego e salários, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Fiesp, está divulgando e pedindo apoio para a campanha “Não Vou Pagar o Pato” – contra o aumento de impostos.
Na quinta-feira, 1º de outubro, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e dezenas de representantes dos setores produtivos e de movimentos sociais estiveram em Brasília para lançar o movimento contra o pacote de aumento de impostos que está sendo empurrado à sociedade pelo Governo federal. A ideia é alertar deputados e senadores para que reflitam antes de simplesmente aprovar as medidas oriundas do Executivo.
Para Skaf, chegamos ao fundo do posso, e não é mais possível a sociedade brasileira aceitar a conta apresentada por um estado gigante, dispendioso, inoperante. O lançamento do movimento incluiu a colocação de um pato gigante, com 12 metros de altura, na frente do Congresso Nacional, e 1.000 patos flutuando em seu lago.
Em outra frente a campanha colhe assinaturas contra o aumento de impostos e a recriação da famigerada CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Finaneira). O objetivo é conseguir o maior número de assinaturas para sensibilizar a classe política sobre os malefícios do aumento da carga tributária.
Lançada em 21 de setembro, com a presença de mais de 160 representantes da indústria, do comércio, dos serviços e da agricultura, a campanha “Não Vou Pagar o Pato” já tem o apoio de mais de 460 mil brasileiros. O cidadão pode participar assinando o manifesto no sitehttp://www.naovoupagaropato.com.br
Os economistas da Fiesp observam que aumentar ainda mais os impostos e trazer de volta a CPMF vai forçar as empresas a fecharem um grande número de vagas de empregos. Afetará duramente a indústria, o comércio, o setor de serviços e os pequenos empreendedores. Com o desemprego em alta, as famílias são as que mais sofrem e são obrigadas a reduzir o consumo. Com isso, o faturamento das empresas cai, as demissões aumentam ainda mais e o governo arrecada menos impostos. Um círculo vicioso que só agrava o problema.

Manoel Messias – Editor Executivo

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