O momento requer prudência

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Falando à Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento da Assembleia Legislativa, em reunião na quarta-feira passada, dia 7, a secretária estadual da Fazenda, Ana Carla Abrão Costa, apresentou a situação das contas do Governo de Goiás, relativas ao segundo quadrimestre de 2015.
A secretária fez um balanço das atividades do primeiro semestre que permitiram o ajuste fiscal para equilibrar as contas do Governo do Estado de Goiás. E fez avaliação das metas fiscais referentes ao segundo quadrimestre de 2015.
O patamar do corrente ano da arrecadação ficou em R$ 12,334 bilhões, sendo que o previsto para o período foi de R$ 12,584 bilhões. O Estado perdeu apenas 2% da arrecadação, índice menor do que de outros Estados.
Já o total das despesas não financeiras ficou em R$ 11,507 bilhões, abaixo do mesmo período do ano anterior, numa variação de -10,06%. Desta forma, o resultado primário, que é a diferença entre as receitas e despesas não financeiras, é de R$ 826.645, numa variação de 536,52% em comparação com o segundo quadrimestre de 2014. Ana Carla Abrão afirmou que o resultado do segundo quadrimestre de 2015 reflete o ajuste fiscal implementado pelo Estado, e que novos cortes poderão ser realizados para se cumprir a meta para 2015.
A titular da Sefaz reiterou que o ajuste fiscal adotado pelo governo estadual continua focado no corte de despesas, tendo contabilizada redução de 30% nos orçamentos de secretarias e órgãos do Estado.
Ainda segundo a secretária, contribuíram para a realização do ajuste fiscal medidas como a aprovação de nova Lei das Diretrizes Orçamentárias; cortes nas despesas de custeio que geraram uma economia de R$ 2 bilhões, o maior reajuste proporcional do País; e o acompanhamento da execução orçamentária com o cumprimento das metas fiscais acordadas na Assembleia.
A secretária informou ainda que o índice de desemprego é menos acentuado do que de outros Estados brasileiros. Segundo Ana Carla, os resultados negativos no desempenho da economia refletem o cenário nacional em que Goiás está inserido.
Como a perspectiva nacional é de estagnação e mesmo retração da economia no curto e médio prazos, o governo de Goiás deve continuar com o pé no freio, já que na área econômica agir com prudência sempre é o mais recomendável.

Manoel Messias – Editor Executivo

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