Surpresa orçamentária

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Altair Tavares, rádio 730AM

Em 2014, neste espaço, foi antecipada a previsão de investimentos de 1 bilhão de reais da gestão do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), principalmente com o apoio dos contratos com o Governo Federal. E o fato virou uma marca do início da virada da avaliação do governo do prefeito da capital. Agora, a previsão orçamentária de 2016 aponta, de novo, para R$1,2 bilhão de investimentos na capital. No entanto, qual a possibilidade real destes recursos serem concretizados?
A previsão orçamentária para o Município de Goiânia para 2016 é de R$ 5,252 bilhões. Mesmo num período de forte crise econômica, a prefeitura da capital pretende empregar R$ 1,211 bilhão em investimentos, o que representa 23,07% do total. R$ 989 milhões devem ser utilizados para obras na cidade. Uma alternativa encontrada pela Gestão para driblar a crise é a busca por operações de créditos”, informou o blog do Samuel Straioto.
Dos cerca de R$ 1,2 bilhão de previsão para investimentos, cerca de R$ 600 milhões são de origem de operações de crédito, sendo R$ 406 milhões recursos de operações externas e em torno de R$ 200 milhões junto a instituições nacionais. De repasses federais através de convênios a previsão é de aproximadamente R$ 200 milhões, recursos próprios por volta de R$ 200 milhões e o restante de outras fontes orçamentárias.
Ocorre que o ambiente econômico, lança dúvidas sobre as ditas operações de crédito, tanto internas quanto externas. Goiânia usou apenas 18% da capacidade de endividamento, o que permite que o município tem possibilidade de realizar operações de crédito conforme planejado. No entanto, o curso do empréstimo, que precisa passar pela Câmara de Goiânia, pelo Senado e pela Secretaria do Tesouro Nacional, tem um longo percurso e o governo de Paulo Garcia terminará em 2016.
No mínimo, a atual gestão deixará um caminho delineado para que o próximo prefeito da capital conte com muito mais recursos para investimento em obras do que Paulo Garcia teve. E quem vai ganhar o crédito político? Certamente, a próxima administração, se conseguir.
Entre as obras que vão consumir os recursos estão: O BRT Norte Sul; corredores do transporte coletivo; construção de unidades habitacionais; ampliação da rede da secretaria de saúde. O fim da administração de Paulo Garcia indicia para uma gestão que vai lançar muitos projetos e obras, claro, se conseguir os recursos.
Apesar da dificuldade, e da morosidade, um fator positivo é que a área financeira e de planejamento da Prefeitura de Goiânia aprendeu o caminho da busca dos recursos e isso é bom para a cidade. Concluindo ou não as obras, Paulo Garcia pode entrar em 2016 com a imagem de um prefeito realizador e que implantou projetos importantes para a cidade. Isso, certamente, estará no debate eleitoral do ano que vem.

Altair Tavares é comentarista das Rádios Vinha e 730; é editor do www.diariodegoias.com.br

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