Prefeito vistoria obras do aterro sanitário

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Prefeito João Gomes e autoridades municipais fazem inspeção nas obras do aterro sanitário

O prefeito João Gomes acompanhado dos secretários municipais de Meio Ambiente e de Obras, Serviços Urbanos e Habitação, Ceser Donisete e Leonardo Viana, respectivamente – além do vereador Jean Carlos, vistoriou na manhã de quinta-feira, dia 15, as intervenções que estão sendo realizadas para ampliação do aterro sanitário de Anápolis. A conclusão dos trabalhos, programada para o fim deste mês, vai garantir o funcionamento do local pelos próximos cinco anos.
Anápolis está dentro do percentual de 39,5% de cidades brasileiras que possuem aterros sanitários, estando em conformidade com a Lei Nacional de Resíduos Sólidos. A obra de ampliação do aterro sanitário compreende a construção de uma trincheira ou célula com capacidade para receber 480 mil metros cúbicos de resíduos residenciais. Esta célula é forrada com manta impermeável para evitar a contaminação do solo com o chorume, que é tratado, de acordo com o determinado na Lei Nacional de Resíduos Sólidos.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Ceser Donisete, afirma que, quando se trata da destinação adequada de resíduos sólidos, Anápolis tem servido de modelo para outros municípios. “No nosso estado, somos ainda mais referência, sendo as poucas cidades licenciadas pelos órgãos competentes com o trato lixo. Vamos avançar ainda mais neste tema. Estamos com nosso Plano de Resíduos Sólidos em discussão e concretização e temos ações consolidadas como a coleta seletiva, a qual ampliamos para mais de 150 bairros”, ressaltou.
O prefeito João Gomes reafirma que uma das prioridades da atual administração municipal e implementada como política de governo é a redução dos impactos ambientais causados pela destinação inadequada de resíduos sólidos – materiais recicláveis – e dos rejeitos – lixo orgânico.  Prova disso é atenção dada ao aterro sanitário e a regularização da coleta seletiva, independente da Lei nº 12.305/2010, norteadora da Política Nacional de Resíduos Sólidos, e que estabelecia o ano de 2014 como limite para a adoção de várias medidas. Entre elas a consolidação do programa de coleta seletiva, apoio às cooperativas e associações de catadores e a proibição de entrada de catadores dentro dos aterros sanitários.
Nesse sentido, foi realizado trabalho conjunto com participação de representantes de diversas secretarias municipais, Ministério Público, Juizado da Infância e Juventude, Universidade Federal de Goiás (UFG) e representantes da Cooperativa e dos catadores que atuavam dentro do aterro sanitário. Essa união de esforços com o objetivo de realizar a retirada pacífica dos catadores que trabalhavam no aterro e oferecer-lhes opções para garantir sua subsistência foi muito bem sucedida.
Não há mais catadores dentro do aterro sanitário e todos foram encaminhados ou para a formação de uma nova cooperativa – mantida com apoio da Prefeitura que alugou um galpão para seu funcionamento e adquiriu as máquinas necessárias – ou para recolocação no mercado de trabalho, com auxílio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e outros parceiros.
Hoje Anápolis conta com duas cooperativas – a Coopersólidos e a Cooperclan, essa recém-formada – e está investindo na reformulação e ampliação da coleta seletiva também para dar condições de trabalho a esses grupos. Com isso, pode-se dizer que a cidade integra a reduzida lista de municípios brasileiros que possuem coleta seletiva. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apenas um terço dispõe desse serviço.

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