Alianças e Inimigos na politica

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Mão estendida para aperto de mão

A política é uma arte muito estranha e dizem uns que é aquela que ensina as pessoas a engolirem sapos. Nas eleições municipais de 2012, o então apenas empresário Carlos Amastha entrou na disputa pela Prefeitura de Palmas quase como um azarão e, contra quase tudo e quase todos acabou faturando os votos dos eleitores da capital tocantinense. O engraçado é que o então deputado estadual Marcelo Lelis (PV) vinha como favorito e apoiado pela máquina do governo Siqueira e pelo próprio mito de José Wilson Siqueira Campos. Correndo por fora, a deputada Luana Ribeiro (PR) vinha com apoio da liderança que crescia do senador João Ribeiro (PR). Amastha, além do próprio apoio, conseguiu apoio de várias lideranças , incluindo o deputado Sargento Aragão (PEN), na época no PPS, que acabou sendo seu vice na campanha.  E falando em campanha, nos bastidores, é comum que políticos dêem nomes não muito bonitos aos adversários, além de chamá-los de expressões populares. Assim, muita gente já foi chamada nos bastidores e até mesmo publicamente de homossexual, traficante, prostituta, ladrão, e outros nomes, mas só que através de expressões populares. Sendo assim, fala-se que Amastha teria sido chamado de alguns nomes e também teria chamado seus adversários. Isso, porque o atual prefeito também apontou questões como familiocracia, nepotismo, compra de votos e outras tantas práticas políticas. Outra adversária de Amastha era a Senadora Kátia Abreu (PMDB), cujo filho Iratã Abreu (PSD) concorreu e foi eleito vereador, e era chamado pelo prefeito de “filhinho da mamãe”, dentre outras expressões jocosas. Lembrando também que antes da eleição Amastha chegou a filiar-se no PV, de onde saiu por não ver possibilidade de ser candidato a prefeito de Palmas por esta agremiação e já elegeu aí Lelis seu pior inimigo, além do então prefeito Raul Filho.

Mal terminou a eleição e Amastha rompeu com Aragão, ou vice-versa, e tornaram-se os piores inimigos. Por outro lado, alguns de seus piores inimigos, a família Siqueira Campos, viria a ser importante aliada, inclusive para a eleição de 2014. Assim, depois de eleito, Amastha conseguiu muitos novos amigos e também inimigos. Dentre os novos amigos, Sandoval Cardoso, Eduardo Siqueira, e o próprio Siqueira Campos. Além destes, desde o início deste ano Amastha tem como nova amiga a senadora e ministra da Agricultura, Kátia Abreu. Esta nova amizade rendeu mais um apoio na Câmara Municipal, já que o vereador Iratã Abreu licenciou-se no primeiro semestre e assim deve permanecer até que Kátia deixe o Ministério.

 

Quem também mudou de amigos foi Marcelo Lelis, que sabiamente saiu da sombra do clã dos Siqueira Campos para brilhar sozinho e também conseguir um lugar ao Sol junto com os novos amigos do PMDB, destacando-se o governador Marcelo Miranda, que tem como vice a esposa de Marcelo Lelis, Cláudia. Na conta democrática, Lelis cresceu e agora tem chances de desbancar Amastha do posto de novo queridinho do povo de Palmas. Esta será a dura missão de Lelis e isso será menos difícil se conseguir polarizar durante a campanha eleitoral com Amastha. Se outros pré-candidatos conseguirem expressivos percentuais de intenção de votos, a caminhada de Lelis será bem mais difícil. Isso, porque temos como pré-candidados declarados ou não, o ex-prefeito Raul Filho (PR), o deputado estadual Wanderlei Barbosa (SD), o ex-deputado federal Eduardo Gomes (SD), o deputado estadual Eli Borges (PROS) e o ex-deputado Sargento Aragão (PEN). Portanto, muita água a rolar por baixo da ponte.

 

Desistiu

 

O deputado Eduardo do Dertins (PPS) desistiu da licença médica de 121 dias. Faltando 116 dias para o término, ele voltou na última terça à Assembleia Legislativa. Nos bastidores várias desculpas apresentadas e até mesmo a verdade. A primeira desculpa atribuída ao próprio deputado foi que ele sentia-se bem e teria sido autorizado pelo médico a voltar aos trabalhos. Outra foi atribuída à Casa, que teria recomendado o fim da licença para economia de recursos, já que não é segredo a redução de arrecadação pelo governo do Estado e o consequente menor repasse ao legislativo.

 

A verdade

 

À jornalista Roberta Tum, o próprio Eduardo do Dertins teria dito que a licença teria o objetivo de dar posse ao segundo suplente, Stalin Bucar, para fortalecer o partido e projetar o colega de legenda para disputar a Prefeitura de Miranorte em 2016. A desistência da licença teria sido então a não aceitação de Solange Duailibe (SD), primeira suplente da coligação, em abrir mão de assumir o mandato, direito indiscutível dela.

 

Problemas

 

O fato coloca em dúvidas o direito à licença médica e o próprio médico que atestou a necessidade do deputado ficar afastado do trabalho, e se a cirurgia teria sido realmente realizada. São problemas éticos e legais. Sem contar que costumeiramente a Assembleia acaba pagando salário ao deputado licenciado e ao que está em exercício.

 

Igeprev

 

Mais uma vez o Igeprev alcançou a manchete do Jornal do Tocantins. Desta vez, pelo não recebimento das contribuições previdenciárias pelos entes governamentais. Todos negam que houvesse falta de repasse, enquanto o Igeprev confirmou o atraso em alguns repasses, que já estariam regularizados. (Com Site Agora-TO)

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