Governo Federal propõe pacto contra homicídios

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Em meio à crise econômica e política que parece não ter fim, o governo da presidente Dilma Rousseff tenta demonstrar que a vida continua e, bem ou mal, seu governo está trabalhando, tocando o barco à frente. Uma dessas iniciativas – e que, sendo plenamente executada, merece aplausos – é a proposição de um pacto entre entre União, estados e municípios para reduzir o número de homicídios em todo o Brasil. Segundo dados do Ministério da Justiça, só em 2014 houve 46.881 assassinatos no País. A proposta é construir uma política de segurança pública comum para combater a violência, com foco nas 81 cidades que concentram 48,5% desses crimes.
A meta inicial é reduzir em 5% ao ano o número de homicídios dolosos – aqueles nos quais há intenção de matar. E o primeiro passo para construir o pacto foi traçar um “Diagnóstico dos Homicídios no Brasil”, estudo lançado na quinta-feira, dia 22, passada pelo Ministério da Justiça e que identifica as principais causas desse tipo de crime e orienta políticas públicas de prevenção à violência.
As principais causas de assassinatos, segundo o documento, são a violência contra a mulher, conflitos entre a sociedade e policiais militares, ausência de aparelhos sociais do Estado e o tráfico de drogas. Além disso,o levantamento apresentou um ranking dos estados e regiões com as maiores taxas de homicídios dolosos por 100 mil habitantes.
No Nordeste, o índice é de 33,76 homicídios por 100 mil habitantes. Na Região Norte, a proporção é de 31,09 e no Centro-Oeste, 26,26 assassinatos a cada 100 mil habitantes. As regiões Sudeste e Sul apresentam taxas menores, 16,91 e 14,36, respectivamente.
O mar de sangue está aí. 10% dos homicídios ocorridos no mundo no ano passado foram registrados no Brasil, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU). São quase 47 mil assassinatos em apenas um ano. Vivemos uma guerra permanente no Brasil e até agora o poder público não faz praticamente nada para enfrentar essa epidemia de violência que assola milhares de famílias diariamente. Resta saber se agora será tomada alguma atitude concreta. Temos apenas intenções.
“A Tribuna do Planalto acredita que incentivar a escrita é uma contribuição, ainda que singela no universo da sociedade goiana, para a melhoria de nossa comunidade”

Manoel Messias – Editor Executivo