PMDB sem presidente

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Samuel Belchior não aceita continuar presidindo o PMDB

Eleição não foi realizada por suspeita de irregularidade no processo. Atual presidente não vai continuar e partido fica sem comando

Marcione Barreira – repórter de Política

A suspensão da eleição que definiria o sucessor do presidente Samuel Belchior (PMDB) no comando do PMDB acabou deixando o partido à deriva. O presidente atual já confidenciou a aliados que não vai continuar no cargo  e deixará o comando quando encerrar o seu mandato.
Com isso, o PMDB de Goiás estará sob controle de comissão provisória até que seja realizado nova eleição. A responsabilidade pertence a executiva estadual do partido que até o fechamento desta edição ainda não havia se manifestado sobre a nomeação da Comissão Provisória.
Até isso acontecer o maior partido da oposição em Goiás ficara sem a figura do presidente para comandar a legenda. O ex-deputado Samuel Belchior não tem interesse em continuar no comando nem mesmo com apelo de lideranças peemedebistas.
O presidente metropolitano da sigla e deputado Bruno Peixoto (PMDB) declarou que havia esperança de Samuel continuar até que fosse realizada novo pleito, mas a possibilidade de isso acontecer é mínima e ele deixará mesmo a legenda por considerar que o seu ciclo acabou.
Bruno Peixoto se mostrava bem confiante na expectativa de que Samuel continuasse no cargo. “Acho que vai haver uma prorrogação do mandato do atual presidente. Vamos aguardá-lo para uma nova eleição”, disse esperançoso o parlamentar peemedebista Peixoto.

Frustração
O deputado estadual José Nelto (PMDB) líder da legenda na Assembleia se mostrou descontente com a situação do partido. Nelto destacou que o PMDB vem sofrendo desgaste desde 1998 quando Maguito Vilela (PMDB) e Iris Rezende (PMDB) começaram a se desentender no tange o comando da agremiação.
Para José Nelto, é preciso que haja uma união entre essas  duas liderança para que o PMDB siga forte. “Enquanto não houver um trabalho entre Iris e Maguito para o bem maior do PMDB o partido vai continuar desse jeito”, disse o peemedebista em tom de desabafo.
Ainda sobre o comando do PMDB, o líder da bancada declarou que os deputados estaduais e federais precisam assumir liderança e tomar as decisões. “Nós parlamentares estaduais e federais temos que tomar uma decisão. Não tem como continuar assim”, completa Jose Nelto.
Sobre o racha que está evidente do partido, o peemedebista disse que foi um dos lideres do partido que tentou um aglomeração em torno de um nome, entretanto, sem resultado. “Eu trabalhei até o último momento pelo consenso. Mas foi impossível que chegasse próximo disso”, declarou Nelto.
Certo é que o PMDB está à deriva. O partido que tem sofrido constantemente com rachas internos tem desgastes entre seus maiores lideres e sofrido derrotas consecutivas em eleições para governo do estado. Agora, mostra deficiência no processo de escolha do seu novo presidente.
Até aqui duas chapas estão registradas. Uma delas encabeçada pelo ex-prefeito de Bom Jardim Nailton Oliveira (PMDB) e outra que é encabeçada pelo deputado estadual Jose Nelto e pelo deputado federal Daniel Vilela (PMDB).

Histórico
A eleição para definir o novo presidente teve vários desdobramentos. A principio quatro nomes tinham interesse em concorrer. O empresário Sandro Mabel (PMDB), o deputado Daniel Vilela (PMDB), o deputado José Nelto (PMDB), além do ex-prefeito de Bom Jardim Nailton Oliveira (PMDB).
Após diversas reuniões, uma delas definiu a conjuntura atual. O deputados Jose Nelto e Daniel Vilela foram pegos de surpresa pela formação da chapa que uniu Sandro Mabel e Nailton Oliveira. Depois de tomarem conhecimento resolveram se unir e formar uma outra chapa.
A primeira data para realização da eleição estava prevista para o sábado, 24 de outubro, entretanto, a pedido do deputado Daniel Vilela o pleito teve que ser prorrogada para o dia 29 da semana seguinte.
Quando parecia que a eleição iria ser realizada o mais um novo capítulo. O ex-deputado peemedebista José Essado protocolou e foi aceito o pedido de impedimento da realização da eleição sob a alegação de várias irregularidades.
Entre os pontos de questionamento para impedir que o pleito fosse concretizado estão: não publicação do edital convocando os peemedebistas para participarem das eleições. Não homologação em tempo hábil das chapas – que deve ser protocolada em até sete dias antes da eleição.

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