Banco Central confirma bom desempenho da economia goiana

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O Banco Central (BC) divulgou nesta quinta-feira (05) que o PIB de Goiás cresceu em média 4,8% ao ano, no período de 2005 a 2014. No mesmo período, o aumento médio do país ficou em 3,4%. Segundo o relatório, o bom desempenho da economia goiana foi impulsionado, principalmente, pelo dinamismo do comércio, da indústria de transformação e do setor de outros serviços.

A participação do PIB goiano no PIB do Brasil passou de 2,5%, em 2004, para 2,8%, em 2012, e sua fatia no PIB do Centro-Oeste aumentou de 27,2% para 28,8%. Nos doze meses encerrados em junho de 2015, o PIB de Goiás cresceu 0,5%, contrastando com a retração de 1,2% registrada no indicador nacional.

“O relatório não deixa a menor dúvida a respeito da contínua evolução do nosso processo produtivo. Como bem ressaltou o BC, Goiás se impulsiona pela cadeia produtiva da agropecuária, pelo dinamismo do comércio, da indústria de transformação e do setor de outros serviços”, diz o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, José Eliton.

 

“Trata-se de resultado para ser celebrado e que consagra os conceitos colocados em prática pelo governador Marconi Perillo, quais sejam: a plena abertura e a internacionalização da economia goiana, a consolidação de políticas consistentes de atração de investimentos, o constante aprimoramento tecnológico que faz ampliar índices de produção e de produtividade no campo, os inúmeros programas resultantes de parcerias permanentes com a iniciativa privada, as sólidas iniciativas voltadas para a qualificação profissional e a vocação natural de nosso povo para o trabalho árduo”, acrescenta Eliton.

 

O vice-governador prossegue com a avaliação: “Goiás é precursor de inúmeros projetos que servem de inspiração para o país. Mesmo num cenário de forte recessão, lançamos em setembro o Inova Goiás, Programa Estadual de Inovação e Tecnologia. Esse processo, ao reunir governo, universidades, empresários e trabalhadores, fomenta os alicerces para que nosso estado assuma papel de vanguarda no novo cenário econômico que surgirá no Brasil do pós-crise”.

 

Índices
O maior dinamismo da atividade econômica goiana, em relação à média do país, também é evidenciado pelas trajetórias dos índices que aferem a atividade local e nacional. O Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-GO) variou em média 3,6% ao ano entre 2004 e agosto de 2015, enquanto o Índice de Atividade Econômica do Banco Central – Brasil (IBC-Br) apresentou aumento médio de 2,8%. Eles repercutem o crescimento mais intenso do comércio e da indústria associada à cadeia de valor da agropecuária.

A comparação entre o Valor Adicionado Bruto (VAB) da economia de Goiás e do Brasil também evidencia a importância da agropecuária no estado, que detém participação de 13,2% (no VAB), ante 5,3% da série nacional.

Indústria

A indústria de Goiás cresceu acima da média nacional nos últimos dez anos. Em doze meses – setembro de 2014 a agosto de 2015 – a produção industrial do estado aumentou 43,7%, ante 9,3% da produção nacional. De acordo com a Pesquisa Industrial Anual-Empresa (PIM-PF) do IBGE, participação goiana no Valor da Transformação Industrial (VTI) do país passou de 1,9%, em 2007, para 2,7% em 2013.

O crescimento foi sustentado, em grande parte, pelo crescimento da indústria alimentícia, com destaque para a ampliação das instalações industriais de abates de aves e suínos e da indústria sucroalcooleira, que entre 2007 e 2013, aumentou de 40,4% para 47,3%.

Comércio
As vendas do comércio mostraram maior dinamismo em Goiás do que em âmbito nacional. As vendas elevaram-se em 116% no intervalo de doze meses encerrado em agosto de 2015, em relação a 2004. No mesmo período o aumento nacional ficou em 84%. Os setores que mais se destacaram foram as atividades veículos e motos, partes e peças (146,9%) e material de construção (68,9%).

Produção Agrícola
Segundo o relatório do BC, a participação da produção agrícola de Goiás atingiu 7,7% no total nacional de 2013. A participação média do estado no valor da agricultura nacional registrou média de 6,5%, de 2004 a 2013, ante 4,9% do decênio anterior.

As lavouras temporárias predominam no estado e representaram 97,8% do valor da produção agrícola em 2013, com destaque para a soja (40,5%); cana-de-açúcar, cultura que mais cresceu nos últimos dez anos, impulsionada pela demanda do etanol (24%); milho (14,3%); tomate (5,9%); feijão (4,1%) e algodão (2,4%). Essas culturas tiveram participações significativas nas safras do país, principalmente tomate (20,1%), feijão (10,6%), soja (10,5%) e cana-de-açúcar (10,1%).

Rebanho

Os rebanhos de bovinos, aves e de suínos de Goiás totalizaram, na ordem, 21,5 milhões, 69,6 milhões e dois milhões de cabeças em 2014. Os números representam, respectivamente, 10,1%, 5,2% e 5,3% no total nacional.

“É importante ressaltar que a em segmentos da cadeia produtiva do setor agropecuário, que mesmo apresentando redução na participação da atividade econômica do estado no período analisado, detém representatividade no VBA (Valor Bruto Agregado) estadual cerca de 160% maior do que em âmbito nacional”, repercutiu o relatório.

Emprego
De acordo com o documento, o rendimento médio no estado era o décimo primeiro mais elevado entre as unidades da federação em 2003, 2,8% inferior à média do país. Repercutindo o maior dinamismo da economia goiana, em relação à do país, o rendimento médio no estado tornou-se o oitavo maior em 2013, superando o do país em 4,1%.(SED)

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