Lúcio Flávio propõe resgatar autoestima profissional

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Lúcio Flávio, da oposição: Chapa OAB que Queremos

Concorrentes à presidência da OAB de Goiás apresentam suas propostas e conversam com os advogados nesta campanha que promete esquentar e que vai até o dia 27 de novembro
Entre as bandeiras negligenciadas pela Ordem atual e que Lúcio Flávio buscará resgatar está a da recuperação da autoestima profissional. “A engrenagem da Justiça só funciona com advocacia, magistratura e Ministério Público, que não têm hierarquia nem submissão entre si nem internamente. Porém, o advogado hoje olha para as carreiras coirmãs e vê a magistratura se agigantar, conseguir vitórias, aumentar suas prerrogativas e ganhos; assim também ocorre com o Ministério Público.”
Para ele, o advogado não pode andar “de cabeça baixa nos fóruns, se sentindo aquém do que um dia já se sentiu”. É preciso reagir. “O advogado, principalmente o que está no interior, se sente extremamente incomodado de representar a autoridade que viola suas prerrogativas, pois essa é a mesma autoridade que vai julgar o processo dele amanhã. É o mesmo juiz, o mesmo delegado, o mesmo promotor. O advogado sente falta da OAB-GO fazer essa defesa.”
Uma alternativa para a OAB não falhar quando o advogado mais precisa dela, segundo disse ao jornal, seria a criação de uma procuradoria de defesa das prerrogativas, com a contratação de advogados, via concurso público, que ficariam encarregados apenas dessa defesa.
“Do jeito que está, a transparência na OAB de Goiás é opaca, mostra o mínimo para esconder o máximo.” Essa é a realidade, argumentou. “Precisamos de um presidente que entenda que aquilo não é dele, mas da advocacia. E a OAB não é só da advocacia, não, é da sociedade, que não pode abrir mão de uma Ordem ativa, disposta a enfrentar até os poderes constituídos.”
Outras bandeiras apresentadas: reinventar a Escola Superior de Advocacia, hoje um “braço atrofiado” da Ordem, oferecendo cursos de qualidade, em vez de apenas aulas e teleconferências; e levar o braço forte da Ordem a todos os filiados, em todos os municípios, para que o advogado nunca se sinta órfão quando for ao Fórum e o juiz não o receber, ou quando o processo dele estiver parado, sem despacho, e ele não pode recorrer a ninguém.
Nas palavras de Lúcio Flávio: “Os advogados precisam ter uma Ordem com um enfrentamento mais adequado às mazelas do Judiciário goiano, que está à beira do caos. É preciso que o presidente da OAB parta para o questionamento, por exemplo, de um presidente do Tribunal de Justiça. Não estou falando em brigar, mas em um diálogo republicano de cobrança, pois o nosso cliente, o jurisdicionado, paga caro por um serviço péssimo. A verdade é que o advogado hoje olha para tudo isso e se sente abandonado.”
Nessa discussão se encaixa a advocacia dativa, muito comum no interior. Ao fim de um processo como um divórcio (por exemplo), o juiz arbitra dois UHDs. Não estamos falando de advogados que têm R$ 50 mil para receber, mas de advogados que querem, nesse caso, 160 reais por um serviço que ele prestou há seis ou sete anos. Agora, às vésperas de um novo pleito eleitoral, a situação arrola novamente a questão da UHD. É um filme velho que vem se repetindo.”
Também se encaixa o debate sobre a defensoria: afinal, quem tem que implantar? “O Estado de Goiás. O problema é dele”, disse. “A OAB-GO tem de dizer que a Constituição está sendo descumprida. A função da Ordem não é acarinhar qualquer governante, mas exigir que a Constituição seja cumprida. No Estatuto da Ordem está escrito que é função institucional da OAB garantir e fazer cumprir a Constituição, defender o Estado democrático de direito. Então, vamos verbalizar, cobrar, conscientizar a sociedade. A defensoria precisa ser instaurada em Goiás.”
A discussão desse tema traz de volta a necessidade de uma OAB verdadeiramente forte. Do jeito que está, “de cócoras”, não consegue emplacar nenhuma de suas pautas corporativas. Por isso Lúcio Flávio defende que hoje a Ordem precisa muito mais de atuação e defesa da profissão do que de prédios. O que não quer dizer que ele desmereça o patrimônio da instituição. Ao contrário: quer preservá-lo. Mas, ao mesmo tempo, quer cuidar do patrimônio mais importante da advocacia: o advogado.


Enil garante espaço na OAB para advogados em início de carreira

Enil Henrique trabalha para permanecer no comando da OAB
Enil Henrique trabalha para permanecer no comando da OAB

Com 430 membros, a Comissão da Advocacia Jovem (CAJ) é maior da Ordem em Goiás e responsável por receber o advogado em início de carreira. Sensível a atender esse profissional, Enil Henrique Filho, candidato à presidência da OAB Goiás, firmou compromisso de realizar reuniões itinerantes da CAJ e criar comissões no interior. “Queremos ampliar o trabalho que já existe na capital para o interior. O advogado em início de carreira carece de uma atenção especial da OAB, visto que a universidade não o prepara para o mercado de trabalho e é nosso dever dar esse suporte ao profissional”, pontuou Enil.
O presidente da CAJ, Wanderson de Oliveira, destacou a importância desse compromisso para a advocacia em início de carreira do interior. “A importância da CAJ Itinerante é aproximar esse profissional aos serviços e eventos que já são realizados amplamente na capital e, muitas vezes, por uma dificuldade ou outra, não são realizados nas subseções”. Segundo ele, a CAJ Itinerante auxiliará os advogados do interior a terem acesso a esses serviços com maior facilidade.
Outro compromisso do candidato Enil que impactará diretamente o jovem advogado é o acompanhamento, com a bancada dos advogados no Congresso Nacional, para agilizar a proposta de redução da Cláusula de Barreira, que determina que advogados com menos de cinco anos de inscrição contínuos não podem participar do pleito. Essa cláusula está prevista tanto no Estatuto da Ordem quanto no provimento 146, que rege as eleições.
Para o advogado e membro da CAJ, Arthur Penido, essa cláusula é injusta. “Primeiro porque o advogado pode votar independentemente de prazo e, segundo, porque isso determina que prioritariamente o conselho é formado por advogados que não compõem exatamente a realidade da seccional, que é de advogados com menos de cinco anos de inscrição”. Penido justifica que isso deixa o conselho sem uma parcela significativa da advocacia representada. “É isso que considero que seja veementemente contra a democracia”, afirma.


Flávio Buonaduce mantém clico de palestras com advogados

Flávio Buonaduce disputa eleição pelo grupo OAB Forte
Flávio Buonaduce disputa eleição pelo grupo OAB Forte

A advogada Maria Thereza Alencastro Veiga ministrou palestra na noite de quarta-feira (4) no comitê do candidato a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), Flávio Buonaduce. A exposição integrou o ciclo de palestras Minha história é Forte, que traz histórias inspiradoras de personalidades do direito.
Segundo Buonaduce, a presença de Maria Thereza “é motivo de honra para o projeto OAB Forte porque é uma advogada de fibra, que tem muito a agregar à Seccional Goiana.” “Somos ainda mais fortes com o engajamento dela”, comentou.
Com quase 5 mil seguidores no Instagram, a advogada conta que a espontaneidade é o segredo do sucesso. “Minha história é forte porque sou uma pessoa real e as pessoas reais tem histórias fortes”. Maria Thereza falou sobre carreira jurídica, política classista, família e planos pro futuro. “Eu estou disposta a falar. E para falar precisamos de microfones qualificados, a OAB é um deles. As pessoas precisam falar, precisam ter voz, é isso que eu quero no Conselho Federal”.
A advogada falou da sua indignação em relação ao cenário político brasileiro: “eu não quero o silêncio de uma sociedade enquanto Brasília nos trata como seres não pensantes”. “Não podemos deixar que construam um futuro para nós sem a nossa interferência, precisamos mudar o destino que estão traçando para nós. É o meu país, é a minha história, é a minha vida”.
De acordo com o advogado Cleone Meirelles, que prestigiou o evento, Maria Thereza “é um exemplo de advogada com voz ativa na sociedade, é isso o que queremos para a OAB”. Segundo o advogado o papel da instituição “vai além da representatividade da classe, precisa repercutir na construção de uma sociedade mais justa”.

Aparecida
O presidente da subseção de Aparecida de Goiânia, Walter de Araújo, declarou apoio à candidatura de Flávio Buonaduce (OAB Forte) para a presidência da OAB Goiás.
A subseção de Aparecida está entre as cinco maiores do Estado, é a única com total independência financeira e possui mais de 800 advogados inscritos.

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