Marconi: relatório do Banco Central revela vigor de Goiás

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Governador de Goiás Marconi Perillo fala sobre crescimento da economia goiana. Foto: Wagnas Cabral

Governador concedeu entrevista coletiva para falar sobre os fatores que levaram Goiás a crescer mais do que o país na última década

O governador Marconi Perillo concedeu, na na tarade de sexta-feira, dia 6, entrevista coletiva no Palácio das Esmeraldas para comentar o relatório do Banco Central que aponta a economia de Goiás crescendo mais do que a do país na última década. De acordo com a pesquisa, o Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás cresceu 4,8% nos últimos 10 anos, diante de um aumento de 3,4% do PIB brasileiro. Marconi disse que o resultado era esperado, porém muito bom e alvissareiro, na medida em que coloca Goiás como um Estado que cresceu, nos últimos 10 anos, quase 50% acima da média do Brasil. “Isso demonstra o vigor da nossa economia, a diversificação econômica ocorrida nos últimos 15 anos”, disse.
Ele lembrou que Goiás comercializava com menos de 50 países, e hoje transaciona com mais de 150 países. Que o Estado capilarizou seu desenvolvimento econômico industrial, e hoje possui pequenas, médias e grandes empresas em mais de 150 municípios. “É o Estado que, em conjunto com o setor privado, partiu para qualificar mão de obra em todas as áreas, investiu na competitividade das cadeias produtivas mais importantes e ofereceu ao empreendedor privado uma agenda fiscal e tributária muito agressiva”, explicou o governador, justificando, em seguida, que tais medidas atraíram para Goiás indústrias de peso do setor de alimentos, automobilístico, metal-mecânico; da indústria de confecção, do turismo, de medicamento – principalmente o genérico –, além do apoio às pequenas e médias empresas, que geraram milhares de empregos.
Marconi afirmou que o crescimento no número de empregos é o saldo mais importante de toda essa política governamental em parceria com o setor empresarial e industrial. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), nos últimos 15 anos foram gerados mais de um milhão de empregos. “E, em que pese a crise nacional, tivemos neste ano um saldo positivo de empregos, e o Estado que mais gerou emprego nos nove meses avaliados foi Goiás. Sem contar que somos o Estado líder na geração de empregos há 20 meses consecutivos”, ressalvou.
Ele ressaltou que a economia de Goiás, que representava cerca de 2% do PIB brasileiro há alguns anos, hoje representa pouco mais do que 3%. “No período em que comecei a administrar o Estado para cá, em 1999, nós tivemos um salto extraordinário no PIB. Goiás tinha um PIB de R$ 17,4 bilhões, e deve chegar ao final deste ano a um PIB de R$ 160 bilhões”, informou. O relatório aponta, ainda, que o PIB goiano cresceu 0,5 no período de 12 meses encerrado em junho, enquanto o país registrou retração de 1,2%.
“Nas exportações também aconteceu algo muito extraordinário. Tínhamos um volume exportador na ordem de 317 milhões de dólares e hoje já ultrapassamos 7 bilhões de dólares em exportações. E neste ano deveremos ter mais do que 2,5 bilhões de dólares em saldo comercial”, pontuou. Ele salientou que com programas como o Inova Goiás e as agendas de incursões internacionais o governo estadual fez e pretende realizar  incrementam ainda mais os investimentos industriais e econômicos do Estado.
Ele observou que o agronegócio continua a ser a âncora da economia goiana, mas a indústria tem se fortalecido e os serviços vêm se aprimorando e se modernizando. “Programas como o Inova Goiás vão garantir ambiente ainda mais favorável para atração de investimentos. O Brasil vive sua pior crise, mas Goiás, apesar das dificuldades atuais, colhe frutos de um trabalho de longo prazo que foi iniciado há muitos anos”, afirmou.

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