Sintego vai questionar na justiça presença das OSs na Educação

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Presidenta do Sintego, Bia de Lima concede entrevista para anunciar decisão da entidade

A presidenta do Sindicato dos Trabalhadores  em Educação no Estado de Goiás (Sintego), Bia de Lima, participou de coletiva à imprensa na sexta-feira, dia 6, na sede do Sindicato, para esclarecer os órgãos de comunicação sobre a posição do Sintego sobre a decisão do governo do Estado de terceirizar 30% das escolas de Goiás
Bia foi direta: “O Sintego é terminantemente contra a terceirização (OS) e vai questionar judicialmente o governo do Estado por entender que aquilo que é público o poder público tem todos os mecanismos para fazer funcionar com qualidade. E começa por acompanhamento, por aplicação dos recursos de forma correta”.
Para a presidenta do Sintego, a entrega das escolas estaduais para as OS é o jeitinho do governo do Estado de privatizar a educação. Ela explicou aos jornalistas que os professores e trabalhadores administrativos nas escolas estão em pânico, temendo mais prejuízos à carreira e aos salários. Lembrou que nos últimos anos a administração do governador Marconi Perillo vem retirando inúmeros direitos como a retirada da titularidade dos professores e o não cumprimento da data-base dos administrativos. Com a terceirização a tendência é novos prejuízos aos salários dos profissionais da educação.
“A nossa categoria esta em pânico, estão todos apavorados, porque o governo não é transparente. Nem o governo, nem a secretaria da Educação dizem qual escola será terceirizada. Ninguém sabe dizer em quais condições de trabalho esses profissionais estarão. Por exemplo: grande parte dos professores hoje tem 60 h/a. Eles continuarão trabalhando por 60 horas? Creio que não. Porque aí a lógica da empresa que terceirizar a escola é a lógica do lucro, e por isto vai ter o interesse em contratar outro profissional ao custo muito mais baixo. Portanto, com a OS, os professores tendem a ter os salários reduzidos e as condições de trabalho precarizadas”, esclarece Bia.
Bia informou aos jornalistas que o Sintego vai questionar o governo na Justiça, considerando que falta transparência por parte da administração estadual sobre a OS, e também por entender que a terceirização do ensino público é ilegal. Na avaliação de Bia de Lima, a OS fere a Constituição Federal, a Lei de Diretrizes de Base da Educação, o FNDE e o Estatuto do Magistério.

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