Escola goiana é finalista em prêmio nacional

0
2221
Divulgação dos de projetos classificados: premiação é realizada pela Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais

Colégio da PM em Aparecida de Goiânia concorre com projeto que orienta e discute a importância das finanças públicas

O Colégio da Polícia Militar de Goiás Sargento Nader Alves dos Santos, localizado em Aparecida de Goiânia, orientado pelo Grupo de Educação Fiscal Estadual (Gefe), está entre os dez finalistas do Prêmio Nacional de Educação Fiscal 2015.
“Para nós é um orgulho Goiás estar representado entre os dez em uma disputa de mais de 100 inscritos de todo o País, concorrendo com projetos em alto nível de excelência”, destaca o coordenador do Gefe, José Humberto Correa.
Realizado pela Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite), em parceria com a Escola de Administração Fazendária (Esaf), o prêmio visa o resgate da função social dos impostos, o acompanhamento dos gastos públicos e a disseminação de informações sobre os tributos, quais as políticas públicas são financiadas por eles, como se arrecada, como e onde se aplicam e como fiscaliza sua alocação, promovendo a transparência da arrecadação e sua aplicação.
Os dez finalistas estão distribuídos em duas categorias: Escola (seis finalistas) e Instituições (quatro finalistas). Goiás participou com 20 projetos. O Colégio Militar é a única escola estadual entre os contemplados. No dia 24 de novembro serão entregues, na Embaixada de Portugal, em Brasília, aos cinco primeiros colocados, os troféus e premiações em dinheiro no valor de R$ 15 mil e R$ 10 mil para o primeiro e segundo lugares, na categoria Instituições ; e R$ 15 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil na categoria Escolas.
Coordenado pelo comandante e diretor da unidade, tenente-coronel Virgílio Guedes da Paixão e por Maria Bárbara de Paiva Machado Teles, o tema das finanças públicas é uma rotina na unidade.
“Não fizemos só para o prêmio. Há muito tempo, os conteúdos da educação fiscal estão inseridos no nosso plano de ação cotidiano, sendo aplicado transversalmente em todas as disciplinas”, explica a coordenadora Maria Bárbara.
O projeto selecionado para a final envolveu diversas ações desenvolvidas no prazo de 60 dias, e monitoradas pelo Gefe/Sefaz. Os alunos iniciaram com uma ação no Buriti Shopping, alertando os cidadãos sobre prevenção do câncer.
“Nossa ação foi no sentido de conscientizar que a prevenção de qualquer doença é importante não só para qualidade de vida do cidadão, mas onera menos a saúde pública”, disse a coordenadora.
Os estudantes também tiveram a chance de levar o trabalho para outros municípios. Na histórica cidade de Goiás, Patrimônio da Humanidade, o foco foi o combate ao vandalismo nos museus e bens públicos, houve distribuição de panfletos e visita aos museus.
Entre outras ações, a coordenação envolveu os alunos na campanha Pequenas Corrupções, promovida pela Controladoria Geral da União, e tratou de temas locais como a importância do programa Nota Fiscal Goiana como exercício de cidadania. Durante esse período, a comunidade escolar e os pais também foram envolvidos com entrevistas sobre o tema. Para a coordenadora, a experiência foi além do esperado.
“No começo pensamos que o projeto era restrito ao tema fiscalização, mas é, sobretudo, para conscientizar especialmente os jovens. Eles estão cada vez mais envolvidos e conscientes. Isso é muito enriquecedor”, salientou.


 

Educadores realizam ato em Brasília

Cerca de 500 educadores de todo o Brasil, representando os 49 sindicatos filiados à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), ocuparam o Congresso Nacional na última quarta-feira para exigir dos parlamentares apoio na defesa de pautas que garantam, na opinião deles, mais qualidade para a escola pública. Os trabalhadores pedem, entre outras reivindicações, a manutenção do critério de reajuste do piso do magistério de acordo com a Lei 11.738 e a instituição do piso salarial e das diretrizes nacionais de carreira para todos os profissionais da educação.
A secretária de relações internacionais da CNTE, Fátima Silva, destacou do papel dos educadores nessa luta.
“É sobre a questão salarial, mas é também contra toda essa agenda de retrocesso que está posta no Congresso Nacional”, afirma a líder sindical.
Entre as pautas que os trabalhadores questionam no Congresso Nacional estão o Projeto de Lei (PL) 4.330/04, que libera a terceirização para qualquer área, atividade ou setor produtivo das empresas, e o PL 867/15, que inclui entre as diretrizes e bases da educação nacional a neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado. A proposta é inspirada no Programa Escola sem Partido, coordenado pelo advogado Miguel Nagib.
Segundo Fátima, o PL 867 “tira a liberdade de cátedra e interfere na questão pedagógica em sala de aula”.
“Nós queremos discutir as políticas de relação de gênero desde o ensino infantil até a universidade, isso faz parte de uma pauta da contemporaneidade”, defendeu.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here