O Brasil Central quer e precisa evoluir

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Em tempos de crise, aqueles que lutam certamente têm maiores chance de, primeiro, manter-se dignamente e, segundo, prosperar em tempos melhores. A criação do Fórum de Governadores do Brasil Central pode se tornar um marco na história dos estados-membros, Goiás, Distrito Federal, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia. O objetivo é unir essas unidades da Federação em torno de objetivos macros, a serem apresentados, visando viabilizar os investimentos nos Estados.
Entusiasta da ideia, o governador Marconi Perillo apresentou, durante reunião semana passada em Brasília, um esboço das principais reivindicações que serão encampadas pelo consórcio. São ações estruturais que possibilitarão o desenvolvimento de toda uma imensa região localizada ao cento do País.
Na agropecuária, a direção apontada é desenvolver um modelo agropecuário para a ampliação da produtividade de pequena e média propriedade com ênfase na questão da agricultura intensiva. Na logística e na infraestrutura, definir projetos de integração logística entre os Estados, com inserção nacional e global. Na industrialização, focar ações que levem os Estados da industrialização tradicional dos produtos agropecuários à indústria de conhecimento e aos parques tecnológicos.
Na educação, assumir uma posição de vanguarda num projeto para qualificar o ensino básico. No empreendedorismo, fomentar o empreendedorismo de vanguarda e definir medidas que coordenem acesso a créditos e tecnologias e práticas avançadas em mercados nacionais e mundiais.
Na inovação, fortalecer o sistema de ciência e tecnologia, competitividade e produtividade. Na gestão, qualificar e melhorar cada vez mais os processos de gestão administrativa e política e também trabalhar, como bloco, a questão da competitividade regional.
Fora isso, há problemas crônicos que precisam ser atacados, como a dívida insolúvel a que todos os estados brasileiros estão atolados e que impede qualquer investimento de maior vulto.
Como se vê são medidas e intenções de longo alcance e que, postas em prática, irão revolucionar a parte central do Brasil, que, como sabemos, passou por uma evolução fantástica a partir da marcha para o Oeste concretizada com a decisão de trazer, para cá, o Distrito Federal. A resposta a essa mudança foi altamente positiva.
Quem sabe agora, liderado pelo governador de Goiás, possa estar surgindo um novo impulso para consolidação dessa imensa região como nova fronteira de desenvolvimento, não apenas agrícola e pecuária, mas de desenvolvimento tecnológico.

Manoel Messias – Editor Executivo

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