Estudantes saem em busca da arte

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Visita é orientada por profissonais que explicam detalhadamente cada obra de arte

Alunos da rede municipal participam do projeto Expedição Cultural, que promove visitas a espaços culturais da Capital

Lívia Máximo

Com olhos atentos e curiosos nas obras de artistas plásticos renomados, cerca de mil alunos de 14 unidades educacionais da rede municipal de ensino de Goiânia participaram neste mês de novembro do projeto Expedição Cultural. Por meio da proposta os educandos visitaram o Museu de Arte de Goiânia (MAG), localizado no Bosque dos Buritis e o Centro Cultural Octo Marques, no Pathernon Center.
A ação é mais uma proposta do projeto Arte Em Movimento, idealizado pela Secretaria Municipal de Educação e Esporte (SME), por meio da Gerência de Projetos Educacionais da Diretoria Pedagógica. De acordo com o diretor pedagógico da SME, Marcos Pedro da Silva, a  intenção das ações do projeto é aproximar os alunos das diversas modalidades artístico-culturais existentes.
“Eles terão a vivência e a oportunidade de apreciação de produções artísticas em espaços culturais com ações educativas, a partir de visitações em galerias, museus, teatros e outros. Nossa intenção é expandir o projeto cada vez mais”, ressalta o diretor.
Coordenadora pedagógica no Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Vila Santa Rita, Marilane Nunes da Costa e Silva acompanhou a turma de crianças, com idade entre 4 e 5 anos, durante a visitação ao MAG e contou que foi uma experiência rica em aprendizado.
“Trabalhamos na instituição com o projeto ‘Interação e Socialização das Linguagens’, portanto a visita ao museu veio complementar o que as crianças já estavam aprendendo no Cmei”, comentou.
A educadora falou ainda sobre o comportamento das crianças.
“Essa foi a segunda vez que visitamos o local e já foi possível perceber o quanto o conhecimento foi ampliado, visto que as crianças, anteriormente, queriam tocar nas obras, e, desta vez, apreciaram somente com o olhar e ficaram mais atentas”, concluiu.
Os alunos da Escola Municipal Professora Maria Nosídia Palmeiras das Neves também participaram da Expedição Cultural. A aluna Danielly Teixeira aprovou o passeio.
“Foi um dia muito legal. Eu nunca tinha ido a um museu e achei muito bom conhecer. Quero voltar e levar minha família para conhecer também. Lá aprendi que temos que ter uma postura diferente, ficar em silêncio para olhar os quadros”, relatou.


Pintor expõe tons vibrantes do cerrado

Com sua primeira grande exposição intitulada Travessia, em exposição até janeiro no MAG, o artista plástico Santana comemora seus 70 anos. É por meio de sua arte com tons vibrantes da cultura do cerrado que o autor expressa sua maneira de ver e viver a vida.
Em 30 quadros expostos, os alunos puderam perceber que o artista retrata sua identificação com a fauna, flora, cultura indígena e até a arte rupestre.
“Tudo na minha obra é muito intuitivo. Gosto de criar com muita liberdade. Acho que quando fazemos o que queremos, sem querer agradar todo mundo, a gente se liberta, faz um trabalho autêntico e não aquela coisa fria e sem emoção. Tento trazer o antigo para o mundo moderno e não sou de nenhuma escola, nem tenho influências”, contou Santana.
O artista goiano já participou de exposições internacionais. Esteve em Washington (EUA) por duas vezes, em 1999 e 2000. A última exposição na capital dos Estados Unidos foi uma coletiva sobre os 500 anos do Descobrimento do Brasil, onde expôs seus quadros ao lado de nomes consagrados, como Di Cavalcanti, Portinari, Manabu Mabe, Iberê Camargo e Tarsila do Amaral.


Coletiva reúne obras de seis artistas

Dia de visita é dia de aprender e conhecer o novo: estudantes recebem informações sobra obras expostas
Dia de visita é dia de aprender e conhecer o novo: estudantes recebem informações sobra obras expostas

Outra exposição que encheu os olhos dos alunos foi Aquarela, também no MAG, aberta para visitas até janeiro de 2016. A mostra conta com obras de arte dos artistas Amaury Menezes, Fernando Simon, Juca de Lima, Sáida Cunha, Tai Hsuan-na e Virgínia Guimarães.
A coletiva reúne uma vasta produção de aquarelas da trajetória desses seis artistas, com temáticas que remetem desde as paisagens naturais, fauna, flora, natureza morta e vida no campo até o cenário urbano de diferentes cidades.
“Realmente uma oportunidade única de conhecer e sentir o que cada artista transmite por meio de suas obras. Os alunos ficam encantados a cada visita, que também representa um despertar para os possíveis dons artísticos dos próprios educandos, visto que é realmente inspirador”, concluiu o diretor pedagógico Marcos Pedro.

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