Exemplo no tratamento dos resíduos sólidos

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Prefeitos João Gomes e Edmar Neto vistoriam aterro sanitário

Graças a um trabalho conjunto da Prefeitura, Ministério Público e outros parceiros, iniciado em 2013, Anápolis apresenta uma experiência bem sucedida na condução das determinações do Plano Nacional de Resíduos Sólidos. E esse processo chama a atenção de outras prefeituras, que querem aprender com o exemplo. E foi com este objetivo que o prefeito de Acreúna, Edmar Neto, acompanhado de sua equipe, esteve em Anápolis no último dia 13. Ele conheceu o aterro sanitário da cidade e se reuniu com representantes das cooperativas de catadores, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e do Ministério Público para entender todo o processo implantado.
Mais cedo, o prefeito João Gomes recebeu o colega Edmar Neto, e junto com o secretário de Meio Ambiente, Ceser Donisete, fez uma vistoria nas obras em andamento no aterro sanitário, que compreendem a construção de uma trincheira ou célula com capacidade para receber 480 mil metros cúbicos de resíduos residenciais. Esta célula é forrada com manta impermeável para evitar a contaminação do solo com o chorume, que é tratado, de acordo com o determinado na Lei Nacional de Resíduos Sólidos.
A vida útil desse espaço é de cinco anos, afirma o secretário municipal de Meio Ambiente, Ceser Donisete Pereira. Ele acrescenta que, quando se trata da destinação adequada de resíduos sólidos, Anápolis tem servido de modelo para outros municípios. O prefeito João Gomes destaca que Anápolis é um município que está aberto a compartilhar suas experiências que têm alcançado êxito. Ele aproveitou para parabenizar o colega Edmar Neto pela iniciativa de ir atrás de conhecimentos que possam garantir melhoria de qualidade de vida para a população de Acreúna.
À tarde, o prefeito Edmar Neto participou de reunião no galpão da Cooperclan, na qual a promotora Sandra Mara Garbelini fez um relato de todo o trabalho realizado desde o início do processo de desocupação do aterro sanitário, que deveria ocorrer até agosto do ano passado. O esforço conjunto resultou na reestruturação do programa de coleta seletiva, no apoio à formação das cooperativas e associações de catadores para que eles deixassem o aterro, contou a promotora. O presidente da Câmara Municipal também participou do encontro.
Nesse sentido, foi realizado trabalho conjunto com participação de representantes de diversas secretarias municipais, Ministério Público, Juizado da Infância e Juventude, Universidade Federal de Goiás (UFG) e representantes da Cooperativa e dos catadores que atuavam dentro do aterro sanitário. Essa união de esforços com o objetivo de realizar a retirada pacífica dos catadores que trabalhavam no aterro e oferecer-lhes opções para garantir sua subsistência foi muito bem sucedida.
Não há mais catadores dentro do aterro sanitário e todos foram encaminhados ou para a formação de uma nova cooperativa – mantida com apoio da Prefeitura que alugou um galpão para seu funcionamento e adquiriu as máquinas necessárias – ou para recolocação no mercado de trabalho, com auxílio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e outros parceiros.
Hoje Anápolis conta com duas cooperativas – a Coopersólidos e a Cooperclan, essa recém-formada – e está investindo na reformulação e ampliação da coleta seletiva também para dar condições de trabalho a esses grupos. Com isso, pode-se dizer que a cidade integra a reduzida lista de municípios brasileiros que possuem coleta seletiva. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apenas um terço dispõe desse serviço.

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