Lúcio Flávio deve vencer na OAB

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Lúcio Flávio: “OAB Que Queremos”

Eleição na Ordem será realizada na próxima sexta-feira, dia 27. Candidato da oposição é o favorito para presidir a entidade no biênio 2016/2018
Ronaldo Coelho
Advogados de todo o Estado vivem intensamente o processo de eleição na Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Goiás (OAB-GO). Eles vão escolher os diretores seccionais, conselheiros federais e estaduais, e dirigentes das Caixas de Assistência. No interior também serão escolhidos os diretores das subseções e conselhos subseccionais. Podem votar os advogados adimplentes com a OAB até 30 dias antes da data do pleito.
A eleição nas seccionais da Ordem ocorre em todos os estados brasileiros e os pleitos que definem os mandatários para a gestão 2016-2018 se iniciaram na segunda-feira passada, dia 16 de novembro. Em Goiás, o pleito será realizado na próxima sexta-feira, dia 27, o último prazo para realizar a eleição.
A diretoria da OAB nacional, através da Comissão Nacional Eleitoral, acompanha o pleito em todos os estados bem de perto e estimula a participação dos advogados como forma de fortalecer a categoria. “O voto de cada um dos advogados é essencial para a contínua construção de uma entidade voltada à histórica defesa da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e das prerrogativas profissionais”, diz o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho.
No Estado de Goiás três nomes disputam a presidência da entidade: Lúcio Flávio, da oposição, que lidera a chapa “OAB Que Queremos”, Enil Henrique Filho, o atual presidente, que concorre pela chapa “OAB Independente”, e Flávio Buonaduce, da situação, que lidera a chapa “OAB Forte”.
Os três candidatos tem perfis diferentes, mas todos apontam para a defesa das prerrogativas dos advogados, além de uma gestão democrática e transferente. As propostas sãos as mais variadas possíveis e passam, por exemplo, pelo reajuste do valor da UHD, a fixação do índice de atualização, a aplicação da Tabela de Honorários Advocatícios, apoio ao advogado em início de carreira, anuidade grátis para os advogados formados com auxílio de programas sociais, como Prouni, Fies e Sistema de cota social, piso salarial para a categoria e propostas específicas para a mulheres advogadas, para a Casa de Assistência (Casag) e para o Clube de Esporte e Lazer (CEL da OAB).
Ao analisar as propostas das três chapas os eleitores devem se imaginar diante de um processo em que a OAB de Goiás será transformada na entidade perfeita para a categoria. Mas os três candidatos não falam a mesma língua, o que pode denotar a diferença entre eles.
No caso de Flávio Buonaduce, um professor respeitado, advogado renomado e de família tradicional na área, o problema é que ele acrrega nas costas o peso da rejeição ao grupo OAB Forte, que comanda a entidade há 30 anos, e hoje traz consigo uma série de denúncias de irregularidades e ainda acusações de ter se beneficiado do controle da entidade por tantos anos e de ter privilegiado somente os mais próximos do grupo.
Enil Henrique, mesmo pregando a independência, não consegue desvincular sua imagem do grupo OAB Forte. Afinal, esteve lá por muitos anos e foi dirigente da entidade no período em que esse grupo comanda a OAB Goiás, inclusive era diretor-tesoureiro da instituição na gestão de Henrique Tibúrcio, que renunciou à presidência para assumir cargo de secretário no governo de Goiás. Ele é, na realidade, um dissidente da OAB Forte já que foi eleito para um mandato tampão e não conseguiu reunir o grupo em torno do seu nome nesta campana visando a reeleição.
Já Lúcio Flávio tem consigo uma das mais importantes bandeiras nesta campanha: a da renovação. Único dos três que realmente representa o novo, a oposição ao que está há 30 anos na entidade, Lúcio Flávio, também professor e renomando como os demais, tem a preferência da categoria, conforme mostram pesquisas que a Tribuna do Planalto teve acesso, tanto na capital como no interior.
Durante a campanha houve muitas trocas de acusações e baixarias como em qualquer outra campanha eleitoral. O principal alvo sempre foi Lúcio Flávio, já que também sempre esteve na liderança das pesquisas de intenção de voto. Foram vários momentos de tensão com as mensagens de descontrução de imagem e ataques, principalmente nas redes sociais. Apesar de ser alvo preferencial dos adversários, Lúcio Flávio permaneceu e permance intacto, inteiro, e deve vencer o pleito do dia 27.
Entre os ataques de todas as partes, os mais leves acusaram a chapa OAB Forte, de Flávio Buonaduce, de estar aparelhada ao Estado, a  chapa “OAB Independente”, de Enil Henrique, de uso da máquina da entidade na campanha, e a “OAB Que Queremos, de Lúcio Flávio, de ter um candidato inexperiente.
Mas tudo o que foi dito serviu para mostrar o ânimo de cada candidato. Os advogados saberão, com certeza, escolher a nova diretoria da entidade. A Tribuna do Planalto teve acesso a três pesquisas na semana passada e em todas elas Lúcio Flávio lidera com mais de 40% das intenções de voto. Enil Henrique vem em segundo, com pouco mais de 20%. Em terceiro aparece Flávio Buonaduce, com cerca de 10%.
A continuar assim, a oposição, depois de 30 anos, defesnestrará do poder um grupo hegemônico que domina a entidade com mão de ferro, e parecia imbatível até a bem pouco tempo.

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