PMDB pede a Paulo Garcia mudança no projeto do IPTU

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Lideranças do PMDB se reúnem com o prefeito Paulo Garcia na tentativa de apagar o incêndio provocado pelas declarações do vice-prefeito Agenor Mariano

Membros do partido não concordam com rajuste acima da inflação, motivo da reação de Agenor Mariano, que classificou proposta como “estupidez”

Ronaldo Coelho

A executiva metropolitana do PMDB e vereadores de Goiânia se reuniram na manhã de sexta-feira, dia 20, no Paço Municipal, com o prefeito Paulo Garcia (PT). Do encontro participaram  o secretário de Governo da Prefeitura, Osmar Magalhães, o presidente do PMDB Metropolitano, Bruno Peixoto, os vereadores Eudes Vigor, Izídio Alves e Wellington Peixoto, e o ex-presidente estadual do PMDB, Samuel Belchior. O vice-prefeito Agenor Mariano, pivô central da crise entre PMDB e PT, não compareceu.
Após o encontro, nenhum dos presentes quis falar sobre o assunto. Só à tarde é que Bruno Peixoto, através de sua assessoria de imprensa, divulgou nota pública. Apesar do clima de tensão e da ameaça de mais demissões de aliados do vice-prefeito – o primeiro foi o presidente da Comurg, Ormando Pires, seu primo – todos trataram de aliaviar os ânimos.
Segundo Bruno Peixoto, enquanto partidos aliados, eles dialogaram cordialmente sobre inúmeras questões da administração, inclusive sobre o projeto, que se encontra na Câmara Municipal de Goiânia, que reajusta o IPTU e ITU.
O PMDB solicitou a reanálise do projeto por não concordar com reajuste acima da inflação, motivo da reação dura de Agenor Mariano, que classificou a proposta como “estupidez” de Paulo Garcia.
O prefeito, por sua vez, teria apresentado o cenário atual da gestão, que enfrenta um momento de recessão, e pediu à Executiva do PMDB uma proposta para que possa manter a administração pública sem praticar o aumento conforme projeto enviado, que prevê correção monetária mais um aumento real entre 5 e 15% para algumas faixas.
“Entendemos as dificuldades nas administrações municipais de todo o país, porém o posicionamento de nosso partido é contrário ao reajuste do IPTU e ITU acima da inflação, devido a crise econômica vivenciada pela sociedade. Vamos continuar o diálogo de uma maneira respeitosa, para contribuirmos com a administração pública municipal”, afirmou o deputado.
Sobre a crise de relacionamento entre o prefeito e o vice-prefeito, que pode por fim definitivo à aliança das duas siglas, Bruno Peixoto disse apenas que o PMDB observa com naturalidade a existência de divergências pontuais, ressaltando que ambos os partidos buscam o melhor para os goianienses. Não entrou em detalhes.
O presidente do diretório metropolitano do PT, deputado Luis Cesar Bueno, não participou da reunião no Paço, mas segue a mesma linha de Bruno Peixoto. Ou seja, de cautela. Ele disse à reportagem da Tribuna do Planalto que a discussão do reajuste do IPTU não pode ser partidarizada e reafirmou que não há crise política.
Essa tentativa de por panos quentes para encobrir a crise tem um objetivo. Ainda há petistas e peemedebistas que acreditam na manutenção da aliança do PT com o PMDB para 2016. Um deles é o prefeito Maguito Vilela, de Aparecida de Goiânia, que disse à Rádio 730 que o acirramento não beneficia ninguém. “Entendo que o acirramento não é benéfico para ninguém. Os líderes deveriam se unir para resolver os problemas para que o povo sofresse menos com as consequências da crise política e econômica”.
Luis Cesar Bueno comandou reunião do PT na manhã de sábado, dia 21, para tratar do assunto. Mas à Tribuna do Planalto ele deixou bem claro sua posição antes do encontro na sede do partido. “Não vamos perder a esperança de ter o PMDB junto conosco, que é o principal parceiro da presidente Dilma. O PMDB é o nosso aliado preferencial, tanto em Goiás quanto no Brasil”.

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