Uma chance para a educação

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O Relatório de Monitoramento Global Educação para Todos, divulgado no ano passado pela Unesco, aponta avanços positivos da educação no Brasil, como ter conseguido atingir as metas de “educação primária universal” e “habilidade de jovens e adultos”, mas ainda precisa avançar para melhorar a qualidade do ensino e diminuir os índices de analfabetismo. Treze milhões de brasileiros não sabem ler nem escrever, o que faz do Brasil o oitavo país com maior número de analfabetos.
O grande problema do país é a qualidade da educação, especialmente em relação ao aprendizado. O aluno está na sala de aula, mas não aprende. “É uma exclusão intraescolar” – na definição de Maria Rebeca Otero, coordenadora de educação da Unesco no Brasil. Nada menos que 22% dos alunos saem da escola sem capacidades elementares de leitura e 39% não têm conhecimentos básicos de matemática.
É consenso entre educadores e gestores públicos que, como está, a educação pública não pode continuar. Nesse cenário, devemos avaliar e apoiar as iniciativas que buscam melhorar a qualidade do ensino no Brasil.
O Brasil tem um modelo anacrônico de administração escolar pública que precisa ser superado. Entra ano e sai ano e estamos reproduzindo um sistema educacional em que professores fingem que ensinam e alunos, quase sempre, fingem que aprendem, mas quando passados por um teste real, nenhum dos dois mostram que estão preparados. O aluno não tem conhecimento exigido para o grau de ensino que conclui e os professor não demonstra habilidades capazes de transmitir o conhecimento adequadamente.
Numa situação dessa, o poder público precisa agir. E a transferência para as Organizações Sociais (Oss) de parte da administração das escolas pode ser uma alternativa na busca da melhoria pela qualidade no ensino.
Uma pesquisa da Unesco, citada pela secretária Estadual de Educação, Raquel Teixeira, que mede o desempenho de um mesmo professor na rede municipal, estadual e privada, indica que na rede particular está o melhor professor, na municipal, digamos que menos e na estadual desempenha com menor vigor. E o que faz a diferença, segundo a secretária, é presença do dono na escola particular. O acompanhamento garante a qualidade. Esse é um dos pontos-chaves que será executado com as OSs na escola pública.

Manoel Messias – Editor Executivo

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