Inclusão faz bem à educação

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Educanda Carla Vitória (à esquerda) participa das ações pedagógicas. foto: divulgação

Projeto da Rede Municipal de Educação favorece a qualidade de ensino ao garantir a inclusão

Luiz Fernando Nunes Hidalgo

Mobiliário adaptado tem garantido melhores condições de aprendizagem para educandos com necessidades especiais. Na Escola Municipal Deputado Jamel Cecílio a educanda Kettlin Loiceiro de Souza Godoi, 8 anos, recebeu cadeira e carteira compatíveis com suas necessidades. A iniciativa da Secretaria Municipal de Educação e Esporte (SME) de Goiânia visa garantir o acesso e a permanência de educandos portadores de necessidades especiais nas instituições educacionais.
Depois que teve acesso ao equipamento, a educanda melhorou em rendimento escolar e está mais motivada.
“Achei muito confortável tanto a carteira quanto a cadeira. Agora me sinto melhor e mais descansada. O pessoal veio aqui e regulou direitinho para mim”, ressaltou.
Lanuz Loiceiro Godoi, mãe da aluna, reconheceu que com essa intervenção o processo de inclusão ficou mais evidente.
“Com a chegada desse equipamento percebi que minha filha ficou mais feliz. Isto tudo ajuda no processo de inclusão, porque é importante para formação dela. Ela se sente mais segura e confiante para relacionar-se com as pessoas”, afirmou.
“Hoje se sabe, se formos citar um exemplo, que o ato de aprender requer do educando postura física adequada que favoreça sua respiração. Com o mobiliário adaptado, esta condição é ampliada e o educando se sente mais seguro na sala de aula”, afirma Euder Arrais Barretos, gerente de Inclusão, Diversidade e Cidadania.

Especificidades
Os aspectos mais importantes a serem observados na identificação dos educandos com necessidades especiais são dificuldades na respiração, problemas no momento da alimentação, desconforto na cadeira e carteira tradicional, altura e largura do equipamento, assim como posição da cabeça.
“As carteiras e cadeiras tradicionais não possibilitam aos educandos com necessidades especiais uma aprendizagem significativa. Com esse equipamento é diferente, porque a criança tem melhores condições para desempenhar o que é proposto pelos professores”, ressaltou Denise de Souza, professora do Centro Municipal de Apoio a Inclusão (Cmai) Maria Thomé Neto.


Incentivo à permanência na escola

O processo de inclusão passa pela formação de uma nova mentalidade das novas gerações, exigido participação de toda a sociedade.
“Enquanto mãe e educadora, vejo que o processo de inclusão vem contribuir positivamente para todos nós. A criança aprende a não ter preconceito e sua convivência com as diferenças dos outros colegas só a faz crescer. É aí que a mobília adaptada colabora com esta realidade porque ela facilita o acesso e permanência, na escola, de educandos portadores de necessidades”, pondera a diretora da Escola Municipal Prof. Moacir Monclear Brandão, Patrícia Caetano.
“Hoje com a carteira e cadeira nova é bem melhor porque é mais confortável. Acho bom vir para a escola. Faço tarefas, gosto de pintar e brincar com as massinhas. Aqui na escola também jogo bola e brinco de boneca com meus colegas, que são muito legais”, ressalta Carla Vitória Carvalho, 12 anos.
A professora Ana Lúcia Catúlio de Jesus considera fundamental o acesso a este material.
“Eu vejo este equipamento, da mobília adaptada, como uma contribuição importante para os educandos portadores de necessidades especiais. A Carla começou a frequentar mais a escola e a participar de forma mais efetiva das atividades. Para mim todo este processo de inclusão é um avanço importantíssimo para toda sociedade”, afirma.
O acesso ao equipamento colabora também com a autoestima dos educandos, a formação pedagógica e a integração com os demais colegas. É o caso do educando Luiz Felipe de Sousa Lima.
“Eu gostei muito da carteira e da cadeira porque deu certo. Hoje escrevo e desenho melhor. Gosto muito de desenhar caminhão, porque decidi que quando crescer vou ser motorista de caminhão ou de ônibus”, comenta.
“Com o uso da mesa e cadeira adaptadas houve melhora emocional por parte do Luiz. Isso influenciou no crescimento da sua aprendizagem. Outro fator que colaborou muito com o bem-estar dele na sala de aula foi a colaboração dos colegas, que o ajudam quando ele precisa”, destaca a professora da Escola Municipal Manuel José de Oliveira, Flávia Almeida.


 

“Cada criança é um ser de direito”

Desde 2010 a Secretaria Municipal de Educação e Esporte desenvolve projeto que inclui educandos com necessidades especiais (NEE). A proposta visa dar acesso e a ampliação da permanência dos educandos na instituição educacional.
Medidas foram encaminhadas pela SME para colaborar na consolidação dos direitos dos educandos com necessidades especiais. Cerca de 200 peças de mobiliário adaptado foram adquiridas pela secretaria com o objetivo de atender a demanda da rede municipal de educação.
Neste ano, 37 educandos receberam carteiras e cadeiras adaptáveis da SME. Com esta ação, as instituições educacionais têm melhores condições de receber os educandos com estas necessidades.
“Vale lembrar que cada caso de uma criança com necessidade tem sua especificidade. Dentro desse contexto, o projeto do mobiliário possibilita o reconhecimento, por parte da escola, de que a criança é um ser de direito”, concluiu Euder Arrais Barretos.

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