Lúcio Flávio é eleito com 56,27% dos votos

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Advogado Lúcio Flávio de Paiva comemora a vitória para a presidência da OAB-GO. Foto: Paulo José/Tribuna

Eleição do novo presidente da Ordem quebra o ciclo de um grupo que comandou a entidade por três décadas

O advogado Lúcio Flávio de Paiva, da chapa OAB que Queremos, foi eleito nesta sexta-feira, dia 27, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) secção Goiás com expressivos 56,27% votos válidos (9.623 sufrágios). Em segundo lugar ficou o atual presidente Enil Henrique (22,15%) e em terceiro, o advogado Flávio Buonaduce (21,57%). O resultado foi proclamado por volta das 18h30 pela Comissão Eleitoral encerrando uma campanha marcada por agressões ao candidato vitorioso, que não entrou nas provocações e manteve o perfil propositivo da postulação do começo ao fim.
“A primeira sensação que tenho é de alívio por uma coisa, e não é pela vitória exatamente, é porque todos nós, no dia de hoje, libertamos a advocacia de Goiás de 30 anos de dominação. Agora eu posso dizer a vocês que a OAB que Queremos está devolvendo a OAB-GO aos advogados. Uma OAB de todos e não de poucos. Faço aqui o compromisso de levar para a Ordem aquilo que propomos na nossa campanha: honestidade, transparência, alegria, moralidade. Vamos juntos reerguer a OAB-GO, vamos resgatar o que temos de mais importante em nossas vidas: a nossa profissão”, discursou o presidente eleito para cerca de 2 mil advogados que se acotovelaram no comitê de campanha numa festa que prometia varar a madrugada.
Com a eleição de Lúcio Flávio, os ventos da mudança chegam à Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO). A vitória da OAB que Queremos encerra um ciclo de um grupo de poucos que se perpetuou no poder por quase três décadas. Mas a advocacia goiana escolheu a alternância de poder, e esse é um dos pilares democráticos que a OAB que Queremos defende. A advocacia goiana escolheu a OAB que Queremos para colocar a Ordem de volta às mãos dela mesma. A vitória de hoje foi uma reconquista da advocacia goiana, que escolheu esta chapa porque enxergou com sabedoria o que ela é na essência, a união de advogados em nome do coletivo. E assim, com a vitória de hoje, o bem maior da Ordem voltará a ser valorizado: os advogados e advogadas.
A vitória da OAB que Queremos não significa apenas a mudança de nomes que vão participar da gestão da Ordem no próximo triênio. Mais importante do que isso, é a mudança do modo de agir, dos princípios que vão nortear a nova administração da OAB-GO, transparência, respeito, interiorização e defesa verdadeira das prerrogativas. Uma gestão democrática e republicana. Sem amarras em interesses políticos pessoais. Assim, uma gestão que faça a OAB-GO resgatar seu papel histórico de defesa da constituição, da cidadania. Que resgate a altivez que a Ordem precisa para ter voz ativa e poder defender os interesses dos advogados e da sociedade.
O trabalho está apenas no início. A partir de janeiro do ano que vem, será a hora de colocar a OAB-GO em ordem. Os homens e mulheres que estarão na gestão da instituição ainda precisarão do apoio, da vigilância e da participação de toda a advocacia goiana. Porque, ressaltando mais uma vez, a Ordem não é desse grupo que agora chega ao poder, ela é de todos os advogados. O compromisso da OAB que Queremos é de abrir as portas da Ordem para os seus donos. Primeiro, abrindo as contas, esclarecendo como verdadeiramente andam as finanças da OAB-GO. Há o prenúncio de receber a Ordem com dívidas e uma administração engessada em antigas e acomodadas formas de lidar com o dinheiro de seus donos, que pagam uma das maiores anuidades do País, mas não recebem de volta benefícios de maneira proporcional. Será preciso equilibrar com serenidade e honestidade todas essas questões, com coragem e verdade.
Que os ventos de mudança não parem de soprar. Porque assim como a advocacia goiana escolheu mudar o que já lhe incomodava, o País e o Brasil também têm questões que já estão datadas e que precisam mais do que nunca de enfrentamento, de mudança. Chegou-se ao limite e a sociedade clama pela lisura no comportamento das pessoas com o que é público. Esse é o ideal dos homens e mulheres que compõem a OAB que Queremos. Foram meses de campanha, de entrega na luta por um ideal, justamente para isso, para conseguir implantar aqui, na nossa casa primeiro, na Ordem goiana, o início de uma nova era, que defenda os interesses coletivos acima de tudo. Temos a certeza que o País vai mudar para melhor com pequenas ações que defendam grandes ideais. É isso o que faremos e todos queremos para Goiás, para o Brasil. E é isso que o que queremos para a OAB-GO.

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