Maguito: 14 partidos e nenhum candidato

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Altair Tavares, rádio 730AM

Em recente reunião, 14 partidos declararam apoio à base do prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela. São eles: PEN, PRP, PSDC, PHS, PC do B, PDT, PSC, Rede, PRTB, Solidariedade, PT, PMB, PSL e PSB. O grupo, nem o prefeito, escolheu qual será o candidato (ou a candidata) para a sucessão de Vilela. Nenhum dos nomes citados, até agora, tem expressão eleitoral suficiente ou é falta de um candidato natural?
A lista dos que se apresentaram como pré-candidatos a prefeito de Aparecida de Goiânia, dentro do grupo de Maguito Vilela, é bem extensa. Talvez, esse seja um município onde mais interessados apareceram até agora. Do PMDB, são pré-candidatos: Secretários Mário Vilela (Infraestrutura), Euler de Morais (Governo), Jório Rios (Administração) e Valéria Petterssen (Projetos e Captação de Recursos). Vereadores Gustavo Mendanha (Presidente da Câmara) e Edilson Ferreira (Líder do Governo). Da base, consideram-se candidatos, também, Adriano Montovani (PT) e Veter Martins (SDD).
Assim, a base de Maguito tem oito pré-candidatos, mas nenhum deles desponta razoalmente sobre os outros para que a escolha seja feita, por exemplo, por pesquisa. Então, o prefeito tem muitos candidatos, mas não tem nenhum? Em síntese, é isso mesmo.
A avaliação da administração do prefeito de Aparecida é o principal trunfo para que uma das candidaturas possa deslanchar. Mas, a partir de quando? O tempo escasseia a cada dia que passa. Mesmo que não queira, é a vontade de Maguito que deve prevalecer na escolha. Apesar de ele dizer que não quer e que espera que os partidos cheguem a algum acordo ou que o eleitor , consultado previamente, possa manifestar uma escolha, também.
O eleitor de Aparecida de Goiânia tende a dar muito crédito à indicação de Maguito Vilela para a definição do voto, pois o prefeito tem uma administração bem avaliada. No entanto, até a chegada do processo eleitoral, terá que trabalhar muito para melhorar ainda mais avaliação positiva do jeito Vilela de administrar.
A situação é semelhante ao processo vivenciado por Vanderlan Cardoso (PSB), que fez sucessor duas vezes em Senador Canedo. O mesmo aconteceu com Iris Rezende (PMDB) na eleição de Paulo Garcia (PT), em Goiânia. O mesmo pode ser considerado de Luís Inácio Lula da Silva (PT) na escolha e eleição de Dilma Roussef (PT). Os gestores bem sucedidos ganham crédito para indicar seus sucessores para os eleitores, não é novidade. E a questão é muito delicada para não frustrar o eleitor.

Altair Tavares é comentarista das Rádios 730 e Vinha FM, editor do Diário de Goiás e publica o blog www.altairtavares.com.br

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