Trabalhador deve usar 13º para quitar dividas

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Apesar de boa parte dos trabalhadores receber o 13º salário este mês, a expectativa no comércio não é boa, devido à recessão por que o País está passando

Fabiola Rodrigues

O natal está chegando e o consumidor fica cada hora mais apreensivo. No fim do ano todo mundo tem que gastar mais um pouquinho, já que tem presentes, lembrancinhas, roupas, sapatos e outros gastos que muitas vezes não estão inclusos no orçamento. Apesar de boa parte dos trabalhadores receber o 13º salário este mês, a expectativa não é boa no comércio. Para o consumidor o grande dilema é: usar o dinheiro extra para comprar aquele presentinho para um ente querido ou pagar dívidas contraídas durante o ano?
Se você está com essa dúvida, o Procon Goiás orienta o consumidor pagar suas dívidas. Devido à crise econômica, boa parte das famílias brasileiras passou por vários apertos financeiros durante o ano e provavelmente estará endividada. A 13º salário pode ajudar bastante na hora de quitar uma dívida.
Para melhor aproveitar o dinheiro extra, o gerente de Cálculo e Pesquisa do Procon Goiás, Gleidson Tomaz, dá algumas dicas. Como a maioria das empresas e bancos está aberta a negociações e oferecem, especialmente no fim do ano, descontos significativos sobre juros e correção monetária, é hora de aproveitar. No entanto, se as dívidas são muitas, é preciso priorizar.
“Se ele não consegue quitar totalmente, que dê preferência para as contas com maiores taxas de juros, como o cartão de crédito e cheque especial e sempre procure negociar. O consumidor não deve aceitar qualquer proposta que seja feita imediata”, orienta.
Interessados podem procurar o Núcleo de Renegociação de Dívidas do Procon, que funciona na sede do órgão, localizado na Rua 8, n 242, Centro, em Goiânia. Por meio desse serviço, é possível solicitar o cálculo da dívida para saber se o desconto concedido é real e verificar ainda se o parcelamento é viável e será cumprido rigorosamente. O índice de acordos intermédios pelo órgão de defesa do consumidor atinge cerca de 90% dos casos.
“Não pode atrasar nenhuma parcela, porque, sendo assim, o acordo é cancelado automaticamente e qualquer desconto vai por água abaixo, uma nova dívida é feita e o nome volta a ficar negativo”, alerta Gleidson.

Mesmo com muitas opções o consumidor pretende gastar menos e pechinchar mais na hora de fazer as compras natalinas.  Foto: Paulo José
Mesmo com muitas opções o consumidor pretende gastar menos e pechinchar mais na hora de fazer as compras natalinas

Fazer um novo empréstimo para pagar dívidas. Segundo o gerente de Cálculo, não é uma boa ideia. Somente em alguns casos, como: quando se trata de dívidas com elevadas taxas de juros com o cartão de crédito e cheque especial. Neste caso “vale a pena” trocar a dívida, por exemplo, por um empréstimo consignado com desconto no salário, com taxa média em torno de 2% ao mês.
“Aí sim poderia ter alguma vantagem, mas mesmo que se faça essa opção é preciso ter cuidado para nunca estender em grande quantidade de parcelas, porque a parcela pode não caber no bolso se for a longo prazo”, observa Gleidson.


 

Comércio tenta de toda forma aquecer vendas

José Carlos Palma, presidente do Sindilojas: em dezembro sempre há o aquecimento do comércio, mesmo com crise
José Carlos Palma, presidente do Sindilojas: em dezembro sempre há o aquecimento do comércio, mesmo com crise

Funcionários do estado de Goiás e prefeitura de Goiânia não recebem o pagamento do 13º salário no fim do ano, mas na data do aniversário. Porém, não será por esse motivo que o comércio em geral deixará de aumentar as vendas e esperar o consumidor. Segundo a Associação Goiana de Municípios (AGM), existe uma expectativa de compras pelo consumidor, porém não tão grande como nos anos anteriores, devido à crise econômica que o país vem passando ao longo desde ano. A entidade espera pelo consumidor, mas a expectativa de aumento das vendas é baixa.
Para os próximos meses, 52,6% das pessoas entrevistadas pela Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio) acreditam que o consumo de suas famílias e da população em geral será menor do que no segundo semestre do ano passado, revela pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF). Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), o endividamento com o cartão de crédito caiu de 66,2%, em outubro, para 65,8%, em novembro.
Sabendo das grandes dificuldades que o consumidor está enfrentando na atual conjuntura econômica, o Sindicato dos Lojistas de Goiânia (Sindilojas) está incentivando as promoções para aumentar as vendas. Ainda que gaste pouco, a ideia é incentivar a população a comprar presentes neste período de festas.
O presidente do Sindilojas, José Carlos Palma Ribeiro, disse que a intensa movimentação dos consumidores na última black friday trouxe animação para o comércio, que vem enfrentando períodos difíceis no decorrer de 2015. E ele espera que no mês de dezembro, principalmente nos 10 dias que antecedem o natal, as lojas fiquem bem movimentadas.

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