Um estado mais enxuto

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Ao inaugurar, na semana passada, as novas instalações do Condomínio Solidariedade, o governador Marconi Perillo anunciou que fará um novo corte de cargos comissionados na máquina governamental e que objetiva profissionalizar cada vez mais a administração pública.
Na mesma entrevista, o governador não descarta a possibilidade de o governo enviar para a Assembleia Legislativa projetos que retiram licenças-prêmio, quinquênios e outros benefícios dos servidores. O objetivo é racionalizar gastos com pessoal, valorizando o suado dinheiro do contribuinte.
“Tudo o que for exagero em termos de pagamento de servidores, tudo o que contribuir para inchar a folha de pagamentos que for legal nós faremos. Eu não sei quais serão as medidas, mas eu, por exemplo, pretendo diminuir mais ainda o número de comissionados. Nós fizemos, no ano passado, um ajuste na administração enorme. Somente a reforma administrativa resultou em uma economia de R$ 500 milhões neste ano. Entre cargos comissionados e temporários, são 10 mil a menos. Então, todas as mudanças que forem necessárias para que a máquina do Estado esteja equilibrada, nós faremos”, declarou.
Demonstrando espírito de gestor de toda a sociedade, o governador frisou que não é possível mais o governo do Estado receber impostos de sete milhões de pessoas para usar esse dinheiro todo para praticamente uma coisa: pagar funcionários.
Acertadamente, Marconi Perillo observa que essa fórmula não dá certo em lugar nenhum, já que retira riqueza de todos e a destina a um grupo reduzido da sociedade. Ele lembrou que os servidores públicos estaduais, entre ativos e inativos, chegam a pouco mais de 160 mil enquanto a população goiana está na casa dos sete milhões de pessoas. Por isso – salientou – o governo do Estado tem que ter dinheiro para pagar os funcionários, mas não pode faltar dinheiro para fazer as outras coisas também, caso contrário “as cobranças crescem cada vez mais”.
Uma das saídas apontadas pelo governador, é diminuir benefícios considerados não razoáveis, já inexistentes em praticamente toda a administração pública. Lembrando que no ano passado o estado conseguiu reduzir cinco mil cargos comissionados, o governador disse que pretende cortar o que for possível. De imediato, devem ser extintos pelo menos 500 cargos comissionados, através de projeto de lei a ser enviado para a Assembleia Legislativa ainda este mês
Não deve haver dúvida: o caminho é reduzir gastos e profissionalizar a administração pública, já que, com o aumento da população, as demandas crescem na mesma proporção. Consequentemente, as cobranças são maiores.
Não é possível mais ao estado gastar muito com o funcionalismo em comparação com a iniciativa privada e prestar um serviço de péssima qualidade, na maioria das vezes. O dinheiro do povo precisa ser bem aplicado para produzir resultados satisfatórios. Só assim, se estará fazendo justiça fiscal, justiça social. Só assim os governantes terão legitimidade para exigir de cada cidadão sua contribuição com impostos.

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