Falta de resultados no Ideb motivou implantação de OSs

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Próxima etapa do processo de transferência da gestão de unidades para as OSs é a publicação do chamamento das organizações sociais interessadas em participar do processo

Documento publicado no Diário Oficial do Estado autoriza a Secretaria de Educação, Cultura e Esporte de Goiás (Seduce) a adotar todas as providências cabíveis para a formalização da parceria que transfere a gestão de escolas para as OSs

Manoel Messias

Maior eficiência e economia são as principais justificativas do Governo estadual para transferir a gestão administrativa de parte das escolas para as Organizações Sociais (OSs). É o que está escrito em documento do governador Marconi Perillo, publicado no Diário Oficial do Estado de Goiás da última terça-feira, 8, que autorizou a Secretaria de Educação, Cultura e Esporte de Goiás (Seduce) a adotar todas as providências cabíveis para a formalização da parceria que transfere a gestão de escolas da rede estadual para as OSs.
O Governo de Goiás explica que a decisão foi tomada com base em resultados de um estudo técnico que comprovou que o aumento dos gastos com alunos e professores não tiveram efeito direto nas notas das escolas no Ideb (índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Esse, foi, aliás, um dos principais pontos que motivaram a implantação do modelo de gestão compartilhada na rede estadual de ensino.
Outro ponto significativo da transferência da gestão para as organizações sociais é que a Seduce terá, a partir de agora, com o início do processo de implantação das OSs, todas as condições necessárias para focar sua atenção na formulação e elaboração das políticas públicas educacionais, além de exercer o papel de reguladora, fiscalizadora, indutora e fomentadora da atuação do setor privado durante a prestação desses serviços.
O despacho 596/2015, assinado pelo governador Marconi Perillo, foi publicado nas páginas 8 e 9 da seção Atos do Poder Executivo, na edição do Diário Oficial do Estado de Goiás da última terça-feira, 8. De acordo com o documento, o projeto piloto do novo modelo de gestão das escolas começará por 23 unidades da Subsecretaria Regional de Anápolis (Macrorregião IV), que compreende também os municípios de Abadiânia, Alexânia, Campo Limpo de Goiás, Cocalzinho de Goiás, Corumbá de Goiás, Goianápolis, Nerópolis, Ouro Verde, Petrolina de Goiás, Pirenópolis e Terezópolis. Ao todo a Subsecretaria possui 73 escolas e atende hoje 38.875 alunos do Ensino Fundamental e Médio.
A iniciativa do Governo estadual busca reproduzir, no interior das escolas públicas estaduais, o mesmo cenário encontrado na rede privada, que se destacam por possuir ambientes com infraestrutura moderna, inovações didáticas, tecnológicas e de gestão, além de professores altamente qualificados para sua função.
“Nossa intenção é proporcionar aos alunos bens e serviços equiparáveis ao setor privado de ensino de forma a alcançar a excelência no aprendizado”, destaca o governador.
Na área de Recursos Humanos, o novo modelo não representará grandes mudanças na rotina dos professores efetivos, já que garante a toda unidade escolar um percentual mínimo desses profissionais, mantendo todos os benefícios e conquistas do quadro estatutário. Outra questão a ser destacada é que, logo de início, a transferência de gestão garantirá uma economia de 10% nas despesas de custeio dos estudantes.
Hoje o gasto mensal para manter um aluno na rede estadual é de R$ 388,90, mas com a mudança esse valor cairá para R$ 350. Esse é o teto. Já o custo mínimo (piso) foi fixado em R$ 250. Essa economia pode ser justificada pela maior eficiência econômica e administrativa adotada pelo setor privado de ensino. O próximo passo no processo de transferência de gestão é o chamamento para inscrições das organizações sociais interessadas, o que deve ocorrer em breve.

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