Reação de Kátia Abreu contra Serra bomba nas redes e expõe aproximação de modebas e tucanos

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A ministra da Agricultura Kátia Abreu confirmou nesta quinta-feira, 10, que jogou um copo de vinho no rosto do senador José Serra (PSDB-SP) durante um jantar na casa do senador Eunício de Oliveira (PMDB-CE) na noite de quarta-feira, 9. Durante toda a quinta-feira o assunto repercutiu nas redes sociais, onde a própria Kátia manifestou sua indignação com a atitude de Serra que teria dito que ela é “muito namoradeira” ao abordá-la numa roda onde conversava com outros convidados. Serra disse ter pedido desculpas à ministra e relatou em várias entrevistas que pretendia “fazer um elogio”.
Kátia Abreu contou que estava conversando numa roda quando José Serra chegou dizendo a frase: “Kátia, dizem por aí que você é muito namoradeira”. Além do vinho, Serra ouviu de Kátia  que ele é “um homem deselegante, descortês, arrogante, prepotente” e que “nunca chegará a ser presidente”. Ela também disse: “E de mais a mais, nunca traí ninguém na minha vida”.
O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) tentou alertar Serra, lembrando que Kátia Abreu casou-se recentemente, tentando amenizar a situação. O mesmo tentou o cicerone da noite, o senador Eunicio Oliveira, mas o clima pesou. Alguns minutos depois, Serra pediu desculpas e os dois se cumprimentaram, sendo o suficiente apenas para cessar as discussões durante o jantar.
A ministra também disse a Serra que é casada e que nunca deu “liberdade ou ousadia” para ele tecer comentários deste tipo. Ela disse ainda ter reagido à altura de “uma mulher que preza sua honra”. Ela frisou que “toda mulher sabe o que alguém quer dizer quando a chama de namoradeira”, observou. Kátia também relata que Serra é visto como inconveniente por outros colegas de Senado por suas brincadeiras de mau gosto.
Beija-mão e aproximações
O fato acabou expondo a aproximação de parte do PMDB com o PSDB e outras lideranças do Senado, como Fernando Collor, que também estava na festa. Além disso, o vice-presidente da República, Michel Temer, também se fez presente e foi cortejado, no que o jornal o Globo chamou de “Beija-mão a Temer”. Collor, por exemplo, disse ter relatado momentos do final de sua gestão, como quando sentiu que perdeu o “controle do governo”.
Outros nomes como Ronaldo Caiado (DEM-GO), Aécio Neves (PSDB-MG) e Garibaldi Júnior (PMDB-RN) marcaram presença no jantar de Eunício, além do ex-ministro Moreira Franco, agora presidente da Fundação Ulysses Guimarães.
Temer posicionou-se num canto da piscina, onde teria se formado uma fila para cumprimenta-lo, já que assumiria na quinta a Presidência devido à viagem da presidente Dilma. As duas conversas mais demoradas do vice foram com Collor e com a ministra Kátia Abreu. Ela contou numa roda de senadores que Temer estava surpreso com o apelo dramático de Dilma a ele: “logo ela que é durona e não mostra fraqueza”. Kátia também observou que “Há um processo paulista, do empresariado e da mídia impulsionando o comportamento de distanciamento dele da presidente”.(Do Site Agora-TO)

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