Iris, escravo, de novo

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Altair Tavares é comentaristas das Rádios 730 e Vinha FM

A eleição para prefeito de Goiânia em 2016 tem a candidatura de Iris Rezende, pelo PMDB, como definida? O partido tem outro nome para substituir o líder octogenário? Sem ele, o PMDB conseguiria o mesmo resultado que com a participação do ex-prefeito da capital? A resposta para a primeira pergunta é talvez, para as outras é: não.
Iris Rezende é escravo da candidatura a prefeito de Goiânia apesar de vários sinais oriundos de pessoas do círculo mais próximo dele indicarem que é melhor que o peemedebista não enfrente nova eleição ou administração – se vencer. Seria hora de cuidar bastante da saúde, dos negócios e da família. Para o partido, restaria o caminho da contribuição como um orientador ou conselheiro, como chegou a apregoar após o resultado eleitoral adverso de 2014.
Ocorre que, contra a vontade dos que não querem Iris no enfrentamento de uma nova eleição, estão as pesquisas eleitorais – feitas e não divulgadas. Nos bastidores, circulam números que vão de 33% a 37% para o peemedebista, na estimulada. Os números colocam o ex-prefeito na liderança, mas carregam duas armadilhas.
A primeira está no fato de que nenhum outro nome do PMDB de Goiânia aparece com a mínima chance, na eventualidade do nome de Iris Rezende ficar fora da disputa. Então, colocadas as opções, o nome dele é o único que pode representar uma possibilidade de disputa. Sem ele, nada, praticamente.
A outra armadilha está no fato de que o nome de Iris Rezende aparecer – mesmo que tanto tempo depois – com apenas esta margem de 33% a 37% é um indício de que o nome dele estaria sob ameaça, nesta disputa. Analistas de pesquisas eleitorais e marqueteiros consultados, recentemente, avaliam que o peemedebista tem um problema de índice no teto e não no piso. Ou seja, o alto grau de conhecimento põe Iris com uma pequena margem de crescimento. Assim, a grande dúvida é: com estes índices, ele está no teto ou no piso?
Fora das pesquisas, outro fato deve ser considerado: o consolidado fim da aliança entre o PMDB e o PT em Goiânia. “Pra mim é inconciliável”, disse o vice prefeito de Goiânia, Agenor Mariano (PMDB) sobre a situação política do partido dele com o partido do prefeito Paulo Garcia (PT). O vice é um dos mais enfáticos defensores do rompimento. Os peemedebistas não querem contar nem com o apoio político, nem com tempo de televisão, nem com estrutura partidária e nem com nenhuma referência ao governo do atual prefeito, disse o vice prefeito.
Mais do que nunca, o PMDB precisa da candidatura de Iris Rezende. Como sempre, o ex-prefeito está na condição de ter que atender à necessidade do partido para uma disputa eleitoral. Em síntese: Iris é escravo do PMDB; o partido escravo da decisão de seu principal líder.

Altair Tavares é blogueiro (www.altairtavares.com.br), comentarista das Rádios Vinha FM e 730 e editor do www.diariodegoias.com.br

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