Mobilização contra o Aedes

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Além de ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, o governo estadual está prestando auxílio às pessoas doentes

Força-tarefa vai convocar 10 mil agentes de saúde de combate a endemias dos municípios, toda a equipe da Secretaria da Saúde e mais de três mil bombeiros militares e policiais militares

Manoel Messias

Por determinação do governador Marconi Perlo, que criou via decreto o Comitê Executivo Estadual de Combate ao Aedes aegypti, até o dia 31 de janeiro devem ser visitados 3,120 milhões de imóveis nos 246 municípios goianos para identificação e eliminação dos focos do Aedes. A determinação, que já havia sido anuncia dia 15 de dezembro, foi reforçada pelo governador na primeira reunião do Comitê, realizada na terça-feira, dia 22, presidida por Marconi Perillo. O objetivo da reunião foi estabelecer ações de combate ao mosquito, que transmite doenças como a dengue, chikungunya, zika e febre amarela.
Para desempenhar a missão, serão convocados 10 mil agentes de saúde de combate a endemias dos municípios; toda a equipe da Secretaria da Saúde; mais de três mil bombeiros militares e também policiais militares. O governo estadual tem solicitado, ainda, apoio ao Exército.
“Estamos todos engajados nessa força-tarefa, e muito convictos de que alcançaremos esse objetivo”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Leonardo Vilela.
Ele lembrou que o governo estadual já tem desenvolvido uma série de ações de combate ao mosquito e de auxílio às pessoas doentes.
“Estamos distribuindo bombas costais para pulverização nos municípios; cadeiras reclináveis para reidratação nos casos de dengue; aumentamos o repasse de recursos para os hemogramas. Já identificamos os hospitais estaduais para serem referência nos casos de microcefalia, de zika, de Síndrome de Guillain-Barré”, explicou.
Leonardo ressaltou que o governador cobrou ação contundente de todas as secretarias do governo e deixou bem claro que o combate ao mosquito Aedes não é uma função só da Secretaria Estadual de Saúde, mas do governo estadual como um todo e também da sociedade, dos municípios e do governo federal.
“Dessa forma, ele determinou que cada pasta tenha a sua função nessa força-tarefa. A da educação, por exemplo, colocará os professores para ensinar como evitar o mosquito da dengue, fazer manejo ambiental das escolas, cobrar que cada aluno faça a destruição dos focos do mosquito no seu domicílio, no seu bairro;  e que relate isso por meio de uma redação. A Secretaria de Cidadania, que é a jurisdicionada à Saneago, vai fazer um trabalho de aumentar ainda mais a coleta e o tratamento de esgoto; o trabalho de ligar com água potável todos os domicílios para evitar reservatórios destampados. Todos estamos engajados nessa luta”, reiterou.
Segundo Vilela, o Comitê deve se reunir novamente no início de janeiro para avaliar ações e no início de fevereiro para fazer um balanço das visitas aos imóveis do Estado.

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