Ceasa investe mais de R$ 7 milhões em obras

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No auge dos seus 40 anos, a Ceasa enfrenta um de seus maiores desafios: ampliar sua infraestrutura para atender com qualidade e eficiência ao crescimento registrado nas últimas décadas pelos produtores e empresas atacadistas de hortifrutigranjeiro instaladas em seus domínios. Considerada a quarta maior companhia de abastecimento do Brasil, segundo dados da Conab, a Ceasa Goiás perde apenas para as gigantes concentradas na região Sudeste como a Ceagesp (SP), a Ceasa Minas e a do Rio de Janeiro.

A Reforma Administrativa realizada pelo governo estadual em 2015 tomou medidas que resgataram a confiança da iniciativa privada, que hoje caminha alinhada à administração em busca de melhorias, explica o diretor técnico e de Gestão da Ceasa Goiás, Orlando Kumagai, que se manteve à frente da única diretoria mantida pela reforma. A mudança na administração do órgão era uma demanda histórica cobrada pelos empresários do setor que defendiam o enxugamento da máquina administrativa para otimizar os recursos recebidos dos cofres públicos. “Hoje, com esse redimensionamento na gestão, conseguimos retomar a confiança dos nossos parceiros privados e juntos estamos revertendo, Estado e iniciativa privada, mais de R$ 7 milhões para obras de infraestrutura essenciais ao nosso crescimento sustentável”, explicou Kumagai.

Dimensão e representatividade 
Desde que foi inaugurada em 1975, a Ceasa não havia sofrido grandes interferências, mesmo tendo assumido ao longo dos anos tamanha representatividade no cenário nacional. Conforme explica o diretor Kumagai, a Ceasa é responsável por abastecer 200 municípios goianos, além de ser um importante entreposto comercial para clientes vindos do Maranhão, Mato Grosso, Pará, Distrito Federal, oeste Baiano e Tocantins, inclusive sendo responsável por boa parte do abastecimento de hortifrútis deste último. Mensalmente são comercializadas 80 mil toneladas de produtos, sendo 52% desse total composta por produtos cultivados em solo goiano.

Em média, 15 mil pessoas circulam diariamente pela Ceasa, entre trabalhadores e compradores. Em dias de maior fluxo são registrados até quatro mil veículos em seu estacionamento, sendo as terças-

feiras os dias de maior fluxo. Segundo Kumagai, a movimentação na Central se dá da seguinte forma: segunda e quinta é caracterizada pelo maior movimento de compradores do interior do Estado e de outros Estados; sendo a terça e a sexta de maior procura por consumidores e comerciantes da Região Metropolitana. “Hoje temos em torno de 150 empresas operando dentro da Ceasa. Considero excelente a parceria estabelecida e de fundamental importância para viabilizar todo esse investimento e trabalho realizado nesse momento. Sem essa parceria não alcançaríamos os resultados almejados”, reflete.

Investimentos
Quem frequenta a Ceasa já pode notar a movimentação em torno das obras que estão sendo realizadas, como a construção de três sanitários, com 80 metros quadrados cada, necessários para atender ao grande fluxo diário de pessoas. Uma nova via de acesso interligada a uma nova portaria está em fase de conclusão, bem como um novo estacionamento com 34 mil metros quadrados, que vai ampliar a capacidade de abrigar os veículos de passeio. “Chegamos a registrar até 1500 veículos de passeio em dias de maior movimento”, pontua Kumagai.

Para reforçar a segurança interna, está sendo implantado um sistema de monitoramento eletrônico que será interligado à rede de inteligência da Segurança Pública. Com isso, a administração da Central espera diminuir os custos com vigilância e conferir maior eficácia na segurança interna com o auxílio da Polícia Militar.

Questões socioambientais

A sustentabilidade da Central também é um desafio a ser vencido pela atual administração. Consideráveis passos vem sendo dados nesse sentido como a implantação de uma nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), que de forma natural e sem a emissão de gases, trata o esgoto produzido na unidade. Em fase de ajuste, quando alcançar os 90% de tratamento dos resíduos, o sistema poderá ser interligado a uma rede interna e contribuir com a higienização de vasos sanitários e dos pátios de comercialização. “Nossa meta é reutilizar a água tratada para limpar áreas comuns e abastecer os sanitários”, explica.

No próximo ano, a Central espera lançar um chamamento público para escolher uma entidade do terceiro setor para implantação da coleta seletiva internamente. Outro ponto é dar a destinação correta do resíduo sólido, que gira em torno de 35 toneladas dia. “90% dos resíduos sólidos gerados aqui são provenientes de frutas e verduras. Em nosso projeto contemplamos a implantação de um compostador que resultaria em adubo orgânico mineral”, detalha o diretor.

O Banco de Alimentos, programa social encampado pela Ceasa, vai ganhar reforço para o próximo ano. Um novo pavilhão de recebimento de alimentos e seleção está sendo construído com recursos dos governos federal e estadual, na ordem de R$ 1,379 milhão. Nele serão instaladas três câmaras de resfriamento necessárias para conservação das frutas e verduras doadas.

O Banco de Alimentos reúne doações de empresas e produtores de hortifrúti, servíveis para o consumo, mas que não despertam o interesse do comerciante. Por exemplo, tomates maduros não despertam interesse do comerciante, mas estão propícios para o consumo imediato. No mês de novembro foram coletadas 125 toneladas de alimentos, revertidos para entidades e famílias cadastradas.

Outro projeto social desenvolvido pela União dos Atacadistas e Produtores de Goiás (Uniap) trabalha com a inclusão digital de produtores e comerciantes. “São turmas de 60 pessoas que se dedicam em torno de 3 a 4 meses às aulas de informática. Temos a meta de contribuir com a formação de 300 pessoas por ano, com o oferecimento de cursos gratuitos”, finaliza.

(goiasagora)

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