Gasta muito com funcionalismo

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O governador Marcelo Miranda gastou tempo precioso do primeiro ano deste seu novo governo tentando contornar greves de funcionários e outras artimanhas e armadilhas deixadas pelo governo Siqueira/Sandoval. Um dos fatores que não deixa gestores dormirem são os números da Saúde. O melhor exemplo vem de médicos e dentistas, que representam 3% do total de número de servidores da pasta, cujos salários e outros benefícios consomem mais de 20% do total de recursos. Enquanto isso, a população padece pela falta de atendimento.

Outro grande gasto do governo é com as polícias, cuja atuação tem deixado a desejar. Por causa de altos salários, os recursos para modernizar a Segurança Pública ficam restritos a projetos do Governo Federal. As delegacias no interior e na Capital estão em frangalhos, precisando de prédios adequados à nova realidade. O que mais se construiu nos últimos tempos foram cadeias, o que por si só não é suficiente para resolver os problemas de segurança. Uma das boas soluções foi o aluguel de veículos, que pelo menos mantém os poucos policiais militares circulando pelas cidades.

Dizem que o Estado vem tendo boa arrecadação e que a falta de recursos vem da frustração de receita com os repasses do Fundo de Participação dos Estados. Entretanto, postos de fiscalização da Receita Estadual estão às moscas em várias regiões. Mesmo assim, funcionários da área continuam recebendo seus incentivos e muitos benefícios. Especialistas apontam que a arrecadação estaria vindo apenas dos produtos e serviços que têm arrecadação antecipada obrigatória.

O governador Marcelo Miranda falou recentemente em redução da máquina e mais medidas para conter gastos. Uma das coisas que pode acontecer seria a fusão de pastas. Em outros estados, a fusão de pastas acabou criando elefantes brancos, que podem contribuir para o emperramento da estrutura, reduzindo os serviços à população. Aqui, como em outros estados a contratação de OSs para gerir a Saúde não é boa solução, já experimentamos mais de uma vez e não deu certo.

Fatos

Um dos fatos que o governador Marcelo Miranda tem que lidar é com a demissão ou troca de secretários que não estejam indo bem. Vários boatos nos corredores, incluindo Saúde, Fazenda e Administração.

De grego

O ex-secretário de Saúde e responsável pelo Itpac no Tocantins Nicolau Esteves teria proposto ao Governo do Tocantins a construção de um hospital-escola em Porto Nacional, com capacidade para 300 leitos. O Itpac bancaria a construção da unidade e o Estado tocaria o funcionamento. Se o Estado não consegue pagar salários e penduricalhos dos funcionários dos atuais hospitais públicos, como vai bancar um hospital deste porte? Eis a questão.

Motivação

O que motivou esta belíssima proposta do Dr. Nicolau foram as notas baixas do curso de Medicina do Itpac Porto Nacional, já que, em tese, apenas 10% dos alunos poderia estagiar e fazer Residência Médica fora da cidade.

Lembrança

Nicolau Esteves é aquele mesmo que propôs ao então governador Siqueira Campos (PSDB) a criação de uma área de reserva na região do Jalapão para criar animais selvagens africanos, tais como leões, rinocerontes, zebras, girafas e elefantes. O empreendimento compreenderia um resort para que os visitantes pudessem apreciar os animais no estilo Safari Africano. Esbarrou na legislação ambiental, tanto de países africanos, como do Brasil, e no que restava de bom senso daquele governo.

Dependência

Se for fazer uma reforma administrativa com alterações da Estrutura de Governo, Marcelo Miranda pode esbarrar falta de boa vontade dos deputados estaduais, ou contar com ela, já que eles têm cobrado redução da máquina.

Porém

Apesar do pedido de redução da máquina ser quase unânime na Assembleia, uma contradição persiste. O Palácio Araguaia continuaria a receber pedidos de nomeações solicitados por vários deputados.

Auxílio-moradia

O desembargador Alan Sebastião de Sena Conceição, de Goiás, tem feito sucesso nas redes sociais pelo exemplo que deu a respeito do auxílio-moradia para magistrados. Primeiro, ele diz  entender que o benefício seria apenas para juízes do interior que são deslocados de uma cidade para outra, por isso não se sente à vontade para usufruir. Segundo, fala que, por morar em frente ao Tribunal de Justiça, dispensa o uso do carro oficial com motorista, que serve apenas ao gabinete para serviços de expediente. Entrevista completa no Jornal O Popular.

Transparência

Recentemente o Ministério Público Federal publicou um ranking de transparência de órgãos governamentais, que diz respeito portais de transparência, que apesar de obrigatórios, quando existem não mostram tudo ou com a clareza que o contribuinte espera. Por incrível que pareça, análise feita por nossa equipe mostra que portais ligados ao Poder Judiciário ou da esfera jurídica são os menos transparentes, especialmente no que diz respeito aos gastos com servidores.(Site Agora-TO)

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