PMDB busca união visando 2016

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Crise interna

Ex-governador Iris Rezende e deputado federal Daniel Vilela abrem diálogo no partido que terá convenção estadual em fevereiro

Ronaldo Coelho

Depois de muito desentendimento, troca de acusações e racha, o PMDB de Goiás busca um norte para realizar sua convenção e eleger o diretório e a executiva, coisa que não conseguiu fazer em outubro do ano passado.

O partido ficou dividido entre dois grupos, um ligado ao ex-governador Iris Rezende e outro liderado pelo deputado federal Daniel Vilela, filho do prefeito de Aparecida, Maguito Vilela, fato que acabou caracterizado como disputa pelo comando da sigla entre iristas e maguitistas.

A convenção não foi realizada e o partido passou a ser comandado pelo diretório nacional uma vez que o então presidente regional, o ex-deputado estadual Samuel Belchior, não aceitou estender seu mandato. Coisa inédita já que o PMDB de Goiás, apesar das disputas internas, sempre chegou ao consenso em momentos como este.

O comando do partido foi entregue a uma comissão provisória comandada pelo deputado federal Pedro Chaves. A convenção para renovação do diretório está marcada para o dia 5 de fevereiro.

Entendimento
Enquanto Pedro Chaves se ocupa na formação de pelo menos 50 diretórios no interior e na renovação de comissões provisórias, em Goiânia os caciques do partido inciaram o entendimento visando a convenção de fevereiro.

O ex-governador Iris Rezende e o deputado federal Daniel Vilela iniciaram diálogo sobre o futuro do PMDB durante encontro reservado, realizado no último dia de 2015, no apartamento do ex-governador. O objetivo foi o de “aparar arestas” entre ambos.

Iris Rezende tem deixado transparecer que prefere Iris Araújo ou Nailton Oliveira na presidência do PMDB de Goiás, mas no encontro não antecipou sua posição em relação à proposta feita pelos deputados federais e estaduais do partido para que assuma a presidência da executiva do PMDB na convenção do mês que vem. De acordo com a proposta, que objetiva a unificação do partido no Estado, Daniel Vilela ocuparia a vice-presidência.

Os principais nomes do PMDB, incluíndo os deputados federais e estaduais, o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, o vice-prefeito de Goiânia, Agenor Mariano, e os membros da comissão provisória estadual terão encontro com Iris Rezende, nesta segunda-feira, dia 11, para tomar conhecimento da decisão do ex-governador.

Nos bastidores corre que Iris não estaria satisfeito em ter na sua vice o deputado Daniel Vilela. Isto porque ele pode se candidatar à prefeitura de Goiânia e, se eleito, terá que renunciar à presidência do PMDB, abrindo espaço para que parlamentar ocupe o cargo em definitivo.

Durante o ano passado, os grupos iristas e maguitistas promoveram ásperos debates internos no PMDB, o que configura uma divisão no partido, fato que, na opinião dos peemedebistas, pode provocar prejuízos eleitorais à legenda no pleito municipal deste ano.

“Chegou a hora de o PMDB ter juízo e buscar a sua unidade. Já perdemos cinco eleições sucessivas para o governo de Goiás e ainda não aprendemos com a lição. As bases peemedebistas desejam a unidade, por isso propusemos que Iris assuma a presidência e Daniel a vice-presidência”, disse José Nelto, líder da bancada estadual do PMDB.

O prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, defende a proposta de unidade do PMDB, com Iris Rezende e Daniel Vilela na executiva estadual. “Será o somatório da experiência com a juventude. O PMDB não pode seguir dividido, rachado, pois, caso isso ocorra, sofrerá novas derrotas eleitorais em Goiás.”

O deputado federal Pedro Chaves, presidente da comissão provisória estadual do PMDB, espera que Iris Rezende aceite a proposta feita pelos parlamentares. “Queremos a pacificação do PMDB. O objetivo é chegar à convenção de fevereiro com o partido unido. Afinal, temos eleições municipais este ano e os companheiros do interior esperam da cúpula partidária bom senso, responsabilidade e equilíbrio na condução dos destinos do partido.”

Apesar das tentativas, Iris Rezende e Daniel Vilela chegaram,até agora, à conclusão de que o PMDB precisa caminhar unido naseleições municipais de 2016 para se fortalecer paraaseleições de 2018, mas parecem longe dos consenso sobre quem deve comandar o partido.

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