PSDB vai realizar prévias nos maiores municípios de Goiás

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Afrêni Gonçalves, presidente do PSDB: Gestão de Marconi será fundamental para a vitória. Fotos Aquivo

A meta do partido é ambiciosa para este ano já que os tucanos trabalham para conquistar, junto com as siglas aliadas, 200 das 246 prefeituras goianas

Ronaldo Coelho

Presidente estadual do PSDB, Afrêni Gonçalves afirmou na semana passada que o partido vai priorizar, nas eleições deste ano, as cidades que têm mais de 100 mil eleitores e onde existem principalmente campanha através da propaganda política no rádio e na televisão. Casos, por exemplo, de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Rio Verde, Catalão, Itumbiara, Jataí, Luziânia e Porangatu.

O partido, diz Afrêni, vai realizar prévias nesses municípios. Goiânia, é claro, é o principal alvo, onde pelo menos quatro nomes se colocam como pré-candidatos para concorrer ao cargo de prefeito da Capital. São eles: os deputados federais Giuseppe Vecci, Fábio Sousa e Delegado Waldir, e o vereador e presidente da Câmara Municipal, Anselmo Pereira.

Os filiados em Goiânia que estejam com a situação regular junto ao partido poderão votar nas prévias marcadas para o dia 29 de janeiro. “Em torno de 9 mil filiados do PSDB vão participar da eleição,” afirma Afrêni.

A intenção do PSDB é escolher o candidato ainda em janeiro para que ele possa trabalhar em busca de alianças e apoios, além de começar a rivalizar com os adversários que já estão há mais tempo na mídia. No caso do PSDB, os pré-candidatos em Goiânia ocupam cargos legislativos e podem se lançar na disputa com mais antecedência.

O diretório estadual do PSDB se reuniu recentemente, em Goiânia, para definir regras em relação às prévias que o partido pretende realizar onde houver mais de um candidato a prefeito. “Todos os membros do diretório estiveram presentes para a reunião que aprovou a resolução que regulamenta as previas para as próximas eleições municipais em todo o Estado de Goiás, onde o partido estiver com mais de um candidato, não somente em Goiânia, mas em todos os municípios goianos”, enfatizou Afreni Gonçalves.

Tucanos de Goiânia e Aparecida de Goiânia já se manifestaram pela realização de prévias. No caso de Aparecida, dois nomes disputam a indicação do partido: o vice-prefeito Ozair José e o Professor Alcides Ribeiro Filho.

Meta
A meta do PSDB, segundo Afrêni Gonçalves, é ambiciosa já que o partido trabalha para conquistar, junto com os aliados, 200 das 246 prefeituras goianas. “Vamos atuar para conquistar uma ampla maioria das prefeituras. Vamos vencer com candidatos do PSDB e de 17 partidos aliados”, assegura.

Para Afrêni, a gestão do governador Marconi Perillo será fundamental para a vitória da base aliada na maioria dos municípios já que estão sendo construídas obras em todas as cidades goianas. “A liderança política e o volume de obras do governo Marconi representam a diferença, nestas eleições municipais, em favor do PSDB e dos partidos aliados”, frisa.

O presidente do PSDB de Goiás é de opinião que a campanha eleitoral deste ano será diferente das anteriores, pois o tempo será menor (45 dias) e não haverá doações de empresas aos candidatos. “Chegou a hora de acabar com o abuso financeiro nas campanhas eleitorais. Parece que o Brasil começa a mudar.”

Vecci é pré-candidato a prefeito de Goiânia pelo PSDB
Vecci é pré-candidato a prefeito de Goiânia pelo PSDB

Iniciativa aproxima o candidato da militância, destaca Vecci

Durante reunião com os integrantes da zonal 147 do PSDB goianiense na manhã de quinta-feira, dia 7, o deputado federal Giuseppe Vecci, um dos pré-candidatos à Prefeitura de Goiânia pelo partido, destacou que as prévias vão aproximar a militância do nome que será escolhido. O tucano pediu apoio dos membros e se colocou à disposição para ouvir demandas e ampliar o debate sobre as necessidades de Goiânia.

“Não acredito que a realização de prévias seja ruim para o partido. É claro que um consenso seria o melhor caminho, mas as prévias vão ajudar o candidato a se aproximar da militância, da base, de quem conhece de perto os problemas urgentes da população”, disse. Vecci contou sua história no partido como um dos fundadores do PSDB goiano e de sua atuação nos governos de Henrique Santillo e de Marconi Perillo.

O deputado afirmou também que mora em Goiânia há 44 anos e conviveu com as transformações da cidade. “Participei como cidadão, como gestor, e como empresário dos principais acontecimentos da capital. Não fiz nada sozinho, mas quero que saibam que ajudei a montar o Jardim Curitiba I, II, III e IV; que me orgulho de ter ajudado a criar programas sociais que mudaram o estado de Goiás, como o Banco do Povo, Vapt Vupt, Renda Cidadã, dentre outros”, citou.

Caso seja escolhido na disputa, Vecci reiterou o compromisso de ouvir as demandas da militância para que seja formatado um conjunto de propostas que estejam sintonizados com os anseios da população. “Na casa, na empresa da gente temos que ter zelo e compromisso com o nosso espaço, o cuidado com o bem comum. Goiânia hoje carece de zelo, de cuidado. Temos que voltar a ter orgulho da cidade que vivemos”.

Integrantes do partido elogiaram a iniciativa de Vecci por entenderem que é preciso dialogar e enriquecer as discussões com lideranças que atuam diretamente nos bairros. A zonal 147, que compreende a Região Noroeste de Goiânia, possui aproximadamente 125 membros e engloba mais de 100 bairros.

P4-PesquisaEmpresas já estão obrigadas a registrar pesquisas eleitorais este ano

Desde de 1º de janeiro , entidades ou empresas que realizarem pesquisas de opinião pública sobre as eleições ou sobre os possíveis candidatos, para conhecimento público, ficam obrigadas a registrar cada pesquisa no Juízo Eleitoral ao qual compete fazer o registro dos candidatos, com os dados previstos em lei e nas resoluções expedidas pelo TSE.

O registro da pesquisa deve ser feito com antecedência mínima de cinco dias de sua divulgação. Os responsáveis por divulgar pesquisa sem o prévio registro das informações obrigatórias ficam sujeitos a multa, que varia de R$ 53.205,00 a R$ 106.410,00. São esses alguns dos dispositivos da resolução do TSE que trata do assunto.

Ao registrar a pesquisa, a entidade ou empresa deve, entre outros dados, informar: nome do contratante da pesquisa e seu número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ); valor e origem dos recursos despendidos no trabalho; metodologia e período de realização da pesquisa; plano amostral e ponderação quanto a sexo, idade, grau de instrução, nível econômico do entrevistado e área física de realização do trabalho a ser executado, nível de confiança e margem de erro, com a indicação da fonte pública dos dados utilizados.

As empresas também devem fornecer informações sobre: o sistema interno de controle e verificação, conferência e fiscalização da coleta de dados e do trabalho de campo; questionário completo aplicado ou a ser aplicado; quem pagou pela realização do trabalho e seu número de inscrição no CPF ou no CNPJ; cópia da respectiva nota fiscal; nome do estatístico responsável pela pesquisa e o número de seu registro no Conselho Regional de Estatística competente; e indicação do município abrangido pela pesquisa, bem como dos cargos aos quais se refere. Na hipótese de a pesquisa envolver mais de um município, a entidade ou a empresa deverá realizar um registro para cada município abrangido.

Além disso, segundo a norma vigente, durante a campanha eleitoral, é proibido realizar enquetes relativas ao processo eleitoral. Considera-se enquete ou sondagem a pesquisa de opinião pública que não obedece às disposições legais e às determinações previstas na resolução do TSE.

Divulgação
Deverão ser obrigatoriamente informados, na divulgação dos resultados da pesquisa, atuais ou não: o período da coleta de dados; a margem de erro; o nível de confiança; o número de entrevistas; o nome da entidade ou da empresa que a realizou e, se for o caso, de quem a contratou; e o número de registro da pesquisa.

A divulgação de levantamento de intenção de voto feito no dia das eleições somente poderá ocorrer após o término da votação no respectivo estado.

Impugnações
Pela resolução, o Ministério Público Eleitoral (MPE), os candidatos, os partidos políticos e as coligações podem impugnar o registro e a divulgação de pesquisas eleitorais no Juízo Eleitoral competente, quando não cumprirem as exigências da lei e da resolução do TSE.

A partir de requerimento ao juiz eleitoral, o MPE, os candidatos, os partidos e as coligações poderão ter acesso ao sistema interno de controle, à verificação e à fiscalização de coleta de dados das entidades e das empresas que divulgarem pesquisas de opinião relativas aos candidatos e às eleições.

Fraude
Divulgar pesquisa fraudulenta constitui crime, punível com detenção de seis meses a um ano e multa de R$ 53.205,00 a R$ 106.410,00. A resolução trata ainda de outras práticas irregulares, estipulando as respectivas sanções.

Publicação
De acordo com a resolução, o veículo de comunicação social arcará com as consequências da publicação de pesquisa não registrada, mesmo que esteja reproduzindo matéria divulgada em outro órgão de imprensa.

Candidatos
A partir do dia 18 de agosto de 2016, os nomes de todos aqueles que solicitaram registro de candidatura deverão constar das pesquisas realizadas, mediante a apresentação da relação de candidatos ao entrevistado.

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