Em uma semana, Goiás tem 1736 casos de dengue

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Goiânia, Anápolis e Luziânia lideram notificações de casos de dengue até o momento no Estado de Goiás

Apesar de ser 28,50% menor do que a quantidade de casos registrada no mesmo período do ano anterior, órgãos de saúde estão em alerta e devem manter total vigilância no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença

Manoel Messias

Em tempos de chuvas intermitentes como o que vivemos, os casos de dengue tendem a aumentar significativamente, porque a água, como todos sabem, é o habitat do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti. Apesar disso, a primeira semana epidemiológica, compreendida de 3 a 9 de janeiro, registrou queda no número de casos da doença em Goiás. Foram ao todo 1.736 casos contra 2.428 casos registrados na primeira semana epidemiológica de 2015. Os dados são do Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde e representam uma queda de 28,50% no número de casos, na referida comparação.
Apesar da diminuição, nada a comemorar. Primeiro porque visto isoladamente trata-se de um número elevado de casos para uma única semana. Além do mais, para o coordenador estadual de Controle de Dengue, Murilo do Carmo Silva, essa redução não pode ser considerada relevante, pois o intervalo é compreendido pelo período das festas de final de ano, recesso e também de ocorrência da limpeza de banco de dados, exclusão de duplicidades, entre outros motivos. Portanto, a redução já era esperada.
A Secretaria da Saúde informa que a redução no número de casos não implica na redução das ações de controle da doença. Em alguns municípios, a existência de focos permanentes do mosquito tem feito com que se reproduza a manutenção do ciclo da doença.
“É imprescindível a realização das visitas domiciliares para identificação, eliminação e/ou tratamento dos criadouros; a mobilização dos vários setores da sociedade para colaboração nas medidas de controle, e a vigilância contínua para identificação e notificação precoces dos casos suspeitos”, ressalta o coordenador.
Em Goiás, as cidades com maior incidência de dengue são Goiânia, com 204 casos, Anápolis (188), Luziânia (140), Rio Verde (117), Valparaíso (103), Aparecida de Goiânia (78) e Senador Canedo (64). No combate ao Aedes aegypti, Goiás realiza uma força-tarefa implementada desde o decreto de emergência sanitária, que passou a vigorar no Estado em dezembro do ano passado, devido à epidemia de dengue, transmissão do zika vírus e da chikungunya. A ação de Goiás é um trabalho inédito no Brasil e alia forças entre a Secretaria Estadual de Saúde, o Corpo de Bombeiros e as prefeituras municipais.


Visitas a mais de 3 milhões de imóveis

Trabalhadores já visitaram 186.800 imóveis em Goiás em busca de focos do mosquito transmissor da dengue
Trabalhadores já visitaram 186.800 imóveis em Goiás em busca de focos do mosquito transmissor da dengue

A meta da força-tarefa é visitar todos os mais de três milhões de imóveis no Estado até o final deste mês. As vistorias acontecerão em três ciclos até junho, com duas atividades no município por ciclo. Todas as visitas nos municípios são realizadas por agentes de Saúde, de combate a endemias, Corpo de Bombeiros, profissionais de saúde e voluntários. Até o momento, foram visitados 110 municípios.
Nas ações, são realizados trabalho de limpeza, remoção de focos do Aedes e de educação em Saúde. Foram visitados 186.800 imóveis. Destes, 47.120 estavam fechados, com 494 recusas de pessoas que não receberam as equipes em suas residências.
Além das ações, foi implementado para aprimorar o trabalho, o Centro de Operações da CBM no Conecta SUSZilda Arns Neumann, que mostra por meio de mapas em tempo real todo o trabalho realizado pela força-tarefa em Goiás. Segundo o coronel Múcio Ferreira dos Santos, comandante da operação, Goiás é o único Estado do País a realizar o trabalho de monitoramento em tempo real. Os mapas mostram todos os imóveis vistoriados, com os sem foco marcados na cor verde e com foco do Aedes em vermelho.

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