Veja as dicas do Procon para sair do vermelho

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Para quem usa o cartão de crédito e não estiver conseguindo pagar o valor total da fatura, é muito importante pagar pelo menos o valor mínimo da fatura, caso contrário a conta pode virar uma bola de neve

De acordo com o Procon Goiás, muitos consumidores não têm controle dos gastos e acabam comprando além do essencial, atraídos principalmente por promoções, queimas de estoque, saldões

Fabiola Rodrigues

Ficar endividado é algo que tem tirado o sono de muita gente. Segundo o Procon Goiás, após realizar uma pesquisa o Procon Goiás contatou que houve aumento de 21% no número de pessoas que buscou ajuda para negociar dívidas, em 2015 em comparação com 2014. Passou de 6.100 para 7.400 a quantidade de consumidores que tentou negociar ou renegociar dívidas acumuladas.
Segundo a superintendente em exercício do Procon, Rosane Nunes, a população está mais endividada e não é só a crise econômica que desestabilizou o bolso do consumidor. O consumidor também tem se comportado mal. Muitos não têm controle dos gastos e acabam comprando além do essencial, atraídos principalmente por promoções, queimas de estoque, saldões.
Para evitar que o consumidor fique no vermelho e começar o ano tentando reorganizar o bolso, a superintendente dá algumas dicas, como fazer planilha com o orçamento doméstico mensal e saber exatamente o valor da renda familiar para saber quanto poderá gastar. Essa simples atitude básica evita que o consumidor acumule dívidas e que gaste além da renda. Outra dica é só comprar em promoção caso tenha real necessidade do produto.
“Adequar o estilo de vida de acordo com os ganhos precisa ser um hábito. O cartão de crédito também deve ser usado com muita cautela, já que é um dos vilões na hora da compra. Existem cartões que chegam a cobrar juros de 10% ao mês. Deixar o cartão de crédito em casa e levar o dinheiro necessário na hora de comprar é o mais recomendável”, recomenda a superintendente.
Para quem usa o cartão de crédito e não estiver conseguindo pagar o valor total da fatura, é muito importante pagar pelo menos o valor mínimo da fatura, já que ficar sem pagar o boleto mensal vai gerar muito mais juros e a conta vai ficar maior. Em alguns casos, vale a pena trocar a dívida do cartão de crédito por um financiamento, se o valor do juros for menor do que o cobrado no cartão. Assim a conta vai ser paga com juros menores. É importante também, na hora de fazer a simulação de um financiamento para pagar a dívida, incluir as parcelas no orçamento, caso contrário será outra conta que não será paga.
Quanto ao cheque especial, a superintendente orienta a evitar usar ao máximo. As taxas de juros dessa modalidade são muito altas e é importante lembrar que, quando o salário for depositado no próximo mês, ele primeiramente cobrirá a dívida no cheque especial, também conhecido como “limite” da conta corrente.
Para sair do endividamento um dos primeiros passos é a pessoa reconhecer a dívida, segundo superintendente do Procon. Ela explica que muitas pessoas estão devendo e não reconhecem, ficam esperando que no próximo mês as contas fiquem estáveis. A orientação para o consumidor é verificar se está superendividado, para, depois, começar a negociar as dívidas mais altas.
A superintendente alerta que na hora de receber uma proposta do credor para negociar as dívidas é importante não aceitá-la de imediato, buscar informações para saber se a proposta realmente está de acordo ou se os valores não estão abusivos. No ano passado entre os meses de janeiro e fevereiro o Procon realizou mais de 24 mil cálculos no núcleo de renegociação para os clientes e 91% dos cálculos foram utilizados para quitar dívidas.
“Sair do vermelho e tentar controlar as dívidas está sendo um desafio grande para muitas pessoas, mas é possível renegociar e ter um ano financeiramente mais estável”, comenta a superintendente.


Material escolar está mais caro 10%, indica pesquisa

Para baratear a compra, opção é levar marcas menos famosas
Para baratear a compra, opção é levar marcas menos famosas

Este ano o material escolar teve aumento de 10%, de acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae). O material escolar que vem de fora do país teve aumento de 25% por causa da variação do dólar. Com isso, os pais terão de andar mais para tentar achar preços melhores na compra do material escolar de seus filhos.
“Pagar mais barato por um produto sempre é o desejo do consumidor, e para isso saber pesquisar preços e tentar controlar os gastos faz toda diferença, para não se endividarem”, comenta Rosane.
Segundo Rosane Nunes, o Procon está acompanhando a variação dos preços do material escolar através de pesquisas realizadas em papelarias e verificando onde tem o menor preço. O valor do material não é tabelado, podendo sofrer muitas variações.
Foi constatado pelo Procon que os itens das marcas mais conhecidas de material escolar chegam a ser até 200% mais caras. Outra constatação feita pelo Procon é de que os materiais infantis simplesmente por serem coloridos, ou terem um personagem conhecido para ser mais atrativos, podem custar até 70% mais caro.
“No centro de Goiânia foi realizada uma pesquisa recente em pelo menos sete papelarias, e a diferença de alguns itens do material escolar, chegou a ser de mais de 100%. Por isso na hora que os pais forem fazer a compra do material escolar é muito importante pesquisarem no mínimo em três papelarias”, afirmou superintendente.
Cabe aos pais fazerem a verificação de preços e também ficar de olho no prazo de validade dos produtos. Rosane orienta para os pais tomarem cuidado com os materiais escolares importados, pois eles não têm nota fiscal e nem garantia, nesse caso, ao adquiri-los não pode ser feito a troca.
“Outra dica para os pais é fazer as compras dos materiais escolares de forma coletiva, juntar alguns pais para comprar em maior quantidade, podendo, assim, ter algum desconto. E também fazer as compras fracionadas, comprar um pouco de material na papelaria onde o preço estiver melhor”, orienta a superintendente.

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