Estado tem estoque suficiente de medicamentos contra dengue

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“O estoque de medicamentos usados para o tratamento da dengue é suficiente para atender a todos os 246 municípios goianos”.  A afirmação é do secretário Leonardo Vilela e reflete a importância que o governo estadual está dando ao movimento Goiás contra o Aedes. A intenção da Secretaria da Saúde (SES) é contribuir nas atividades de prevenção e combate ao mosquito e subsidiar os municípios na promoção do tratamento de pessoas que contraíram dengue e outras doenças transmitidas pelo vetor.

No total, estão sendo alocados pelo governo estadual R$ 10 milhões para compra de medicamentos para dengue, além de inseticidas e larvicidas em grande quantidade. De acordo com Vilela, a SES está em alerta máximo e à disposição dos gestores municipais para ajudar nas ações para eliminar o Aedes e as doenças transmitidas pelo mosquito”. Estamos preparados para enfrentar essa guerra”, frisa o secretário.

Leonardo Vilela ainda lembra que o mais importante nesse momento é não politizar a questão, entendendo que a atuação precisa ser suprapartidária, pensando exclusivamente em contribuir com o fortalecimento da Saúde Pública.

Segundo a gerência da Assistência Farmacêutica da SES, para atender as ações deliberadas pelo grupo condutor de dengue, e de acordo com o Plano de Contingência, o estoque dos medicamentos para o tratamento dos sintomas da dengue é suficiente, com mais de 285 mil unidades farmacêuticas prontas para serem distribuídas aos municípios. Os medicamentos são o Cloreto de Sódio (89.454 mil frascos), Dipirona (46 mil comprimidos), Paracetamol (10 mil comprimidos) e sais para reidratação (140 mil envelopes).

Também segundo a gerência, em 2015 foram distribuídos aos municípios 713 mil unidades farmacêuticas (frascos, comprimentos e sachês) dos medicamentos para o tratamento da dengue, com um investimento de R$ 433 mil na compra. A distribuição é realizada pela SES às regionais de saúde, que repassam aos municípios que apresentam classificação de risco médio/alta incidência de casos notificados de dengue, conforme definido no Plano de Contingência.

Compra de medicamentos
A SES abriu processo licitatório para a compra de medicamentos usados no tratamento da dengue, chikungunya e zika. Foram solicitados cerca de 3.936 milhões de unidades farmacêuticas dos quatro medicamentos, sendo que a grande maioria é a dipirona, com cerca de 2.4 milhões de unidades. Para serem adquiridos os medicamentos precisam passar por todas as etapas de licitação. “Vamos dar toda a prioridade para agilizar esse processo de compra”, finaliza Leonardo Vilela.

Equipamentos e inseticidas
Segundo o coordenador estadual de Vigilância e Controle Ambiental de Vetores, Marcello Rosa, foram adquiridas 800 bombas costais para serem enviadas aos municípios, sendo que 500 são manuais, usadas em pontos estratégicos e 300 motorizadas, para a utilização de bloqueio de transmissão (na fase adulta do mosquito). A previsão é que ainda este mês os equipamentos sejam entregues.

Em relação aos inseticidas, os estoques também estão cheios. “Temos o estoque para quatro meses, o dobro do que preconiza o Ministério da Saúde”, comenta Marcello. Só para ter um parâmetro, foram enviados em janeiro cerca de 200 quilos de larvicida (inseticida usado nas bombas costais), sendo que a média é de 100 kg a cada dois meses. Também segundo o coordenador, em algumas situações de emergência, a SES está disponibilizando Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os agentes que realizam o combate, mesmo essa sendo uma atribuição das secretarias municipais de saúde.

 

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