Marconi destaca ousadia de Goiás

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Governador Marconi Perillo, acompanhado da cônsul-geral do Brasil na Nova Zelândia, Katia MacKenzie, e do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Pedro Alves de Oliveira, durante reunião de trabalho na Câmara de Comércio de Auckland

O governador se apresentou como um desbravador muito interessado em despertar a atenção dos investidores, empresários e técnicos da Austrália e da Nova Zelândia pelo mercado goiano

O último dia da agenda do governador Marconi Perillo na missão à Oceania, na sexta-feira, dia 19, foi recheado de constatações de que a vida, a economia e a cultura dos australianos e neozelandeses passaram a perceber melhor o Brasil e, especificamente, o Estado de Goiás. Marconi fez uma apresentação de Goiás e suas potencialidades na Câmara de Comércio de Auckland e convidou a conselheira de Comércio Internacional, Smitha Shahbhag, a visitar Goiás. Ela disse que incluirá Goiás na próxima missão internacional da Câmara de Comércio de Aukland.
Nessa palestra, Marconi estava acompanhado da cônsul-geral do Brasil na Nova Zelândia, Katia MacKenzie, do presidente da Fieg, Pedro Alves de Oliveira, e outros empresários goianos. Ele esteve também no Ministério das Relações Exteriores e Comércio da Nova Zelândia, sendo recebido pelo diretor comercial, Malcom Milla, onde apresentou as potencialidades de Goiás e ouviu informações sobre a economia e a educação locaos e os interesses comerciais dos neozelandeses.
Também ficou claro nos contatos de sexta-feira que os dois países estão assustados com a desaceleração da economia da China, com quem mantêm uma estreita ligação econômica e país que disputa a liderança de mercados no mundo com os Estados Unidos. Seja no meio econômico ou acadêmico, as atenções começam a se voltar para alternativas de diversificação que tirem a região da condição de dependência dos chineses.
Na Câmara de Comércio de Aukland, Marconi e comitiva perceberam a vontade de negociar, mas também a falta de projetos concretos, de negócios novos entre este país e os interessados brasileiros. A Câmara neozelandesa tem departamento de comércio com a América latina, mas quase nenhum dado sobre evolução dos interesses mútuos. O governador se apresentou como um desbravador dessa distância e muito interessado em despertar a atenção dos investidores, empresários e técnicos que cumprem essa demanda regional por abertura de novas relações fora da Ásia.
Essência
Segundo Marconi, a ousadia de mostrar Goiás em países que pouco trabalham com o Brasil é a essência de sua missão comercial. “Perseguimos com muita obsessão a diversificação das relações comerciais que já ampliamos de menos de 50 para mais de 150 países nos últimos 16 anos”.
Recebido para conhecer os detalhes do único curso de língua portuguesa que sobrevive na região oceânica, Marconi discutiu com os professores da universidade Victoria Institute for link with America Latina (VILLA) sobre o momento geopolítico complexo da América Latina, em especial Brasil, Argentina e Venezuela. Para ele, as fases da ditadura, redemocratização e desestatização vividas por latinoamericanos são componentes de uma considerável evolução dos países e suas instituições.
Ele lembrou que a fase de desestatização iniciada por Fernando Henrique, no Brasil, afastou a possibilidade de que grupos se apropriassem do mecanismo estatal, o que poderia ter resultado em retrocesso durante o período do presidente Lula. O governador pensa que atualmente o Governo Federal brasileiro adota discurso contra, mas uma prática liberal, cedendo espaço para que a iniciativa privada participe da gestão do governo, como é o caso das concessões de rodovias e aeroportos, por exemplo. “É claro que estamos ainda um passo atrás em relação ao desenvolvimento sustentável. Países como Chile, Peru, Colômbia, e agora até a Argentina com Maurício Macri, se abrem para um novo caminho de crescimento baseado em resultados para o país e não para seus grupos de poder”, disse.

Momento promissor
Marconi caracterizou os movimentos populistas que criticam o neoliberalismo como responsáveis pela exclusão de países em acordos de livre comércio, por exemplo. Ele citou o “mau exemplo” da Venezuela como sinal de recrudescimento com ares totalitários e viés antidemocrático. “No Brasil, felizmente, as instituições estão consolidadas e têm conseguido sustentar os avanços e manter as perspectivas de um país mais voltado para resultados do que para aparelhamento partidário”. O governador classificou o momento do Brasil como promissor no sentido de que esteja havendo uma depuração política e jurídica que preconizam um futuro mais limpo e transparente.

Privatização do ensino
Marconi também debateu o conceito de privatização da gestão do ensino. Encontrou muitos ouvintes, considerando que a oferta de serviços educacionais representa parte importante da economia neozelandesa. Explicou sua preocupação com a qualidade da educação que reclama uma profissionalização da gestão escolar, observando que “isso não tem nada a ver com privatização”. “Não estamos transferindo gestão conceitual ou curricular, mas enfrentando o desastroso resultado da gestão administrativa a que as escolas estão sujeitas, seja por conta de legislação, inexperiência e demora na consecução dos resultados”, observou.
Disse também que, depois de conhecer países que têm na educação parte importante do PIB, ficou mais convicto de que a gestão educacional tem de ser melhor gerida. Ele voltou a defender as OSs na educação em Goiás. Em entrevista, o governador comentou os resultados que viu na Nova Zelândia, considerado país campeão mundial em transparência governamental e fez um balanço positivo da missão comercial à Austrália e à Nova Zelândia.


Governador destaca convicção em implantar OSs na Educação no Estado

Em balanço da missão de 10 dias na Oceania, o governador Marconi Perillo destacou estar mais convicto quanto à implantação das Organizações Sociais (OSs) na gestão das escolas públicas estaduais do Estado. Marconi, que participou de mais de 30 reuniões na Austrália e Nova Zelândia, ainda frisou que a transparência é a forma mais eficaz de combater a corrupção no País e que as missões comerciais são importantes instrumentos para a internacionalização da economia goiana.  As avaliações foram realizadas hoje, direto da cidade de Auckland (maior centro financeiro da Nova Zelândia), horas antes de embarcar de volta para o Brasil. Veja os principais trechos.

OS Nas Escolas – Mais convicção
Estamos começando uma nova experiência na área do ensino básico em Goiás, chamando algumas Organizações Sociais (OS) para nos ajudarem na gestão das escolas. Estou convencido de que, ao iniciar essa experiência, vamos possibilitar a Goiás e ao Brasil, no futuro, terem condições de competirem, do ponto de vista do ensino, com instituições como as que nós vimos aqui. Vamos continuar insistindo em mudanças significativas que coloquem Goiás entre os melhores Estados do Brasil e do mundo nessa área. Eu fui a um grande centro de tecnologia e a três grandes universidades da Austrália e Nova Zelândia. Estou certo que é possível ter um bom intercâmbio e uma boa relação com estudantes e outros países, garantindo um ensino de excelente qualidade e, com isso, atraindo as pessoas para nosso Estado.P 5 FOTO 2FIEG VISITA MARCONI PERILLO-FOTO PAULO JOSE 282 (103)

Transparência – Única Forma de Acabar com a Corrupção
Nossa obsessão é de sermos o primeiro lugar em transparência. Esses países nos ensinam muito. Há muito tempo eles aprenderam que através da transparência é possível acabar com a corrupção. No mais recente ranking da Transparência Pública da Controladoria Geral da União (CGU), Goiás ficou em 1° lugar. Estamos trabalhando para que em outros rankings bons Goiás também esteja também entre os primeiros lugares. Só vamos acabar com a corrupção quando efetivamente todos os atos e governantes do País trabalharem com a máxima transparência e obedecendo os princípios que regem a administração pública.

 Viagem ao Exterior – É preciso ter ousadia
Eu julgo que estou numa missão cansativa. Afinal, esses países são muito distantes do Brasil. Mas foi uma missão com muitos e bons resultados. Goiás não chegou aonde chegou estes últimos 16 anos se não fosse a agressividade de seus empresários e as muitas promoções que fizemos do Estado. Pouca gente no mundo sabe onde fica Goiás. As pessoas conhecem quando muito Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Brasília (DF). É preciso que estas missões continuem para apresentar nosso Estado e nossas potencialidades. O resultado é excepcional. Todos esses países (Austrália e Nova Zelândia) colocaram o Estado de Goiás em seu radar. A partir de agora, em múltiplas ações eles terão oportunidade e interesse em celebrar parcerias e acordos bilaterais. Foram cerca de 30 eventos em pouquíssimos dias que valeram a pena.

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