PMDB de Anápolis lança pré-candidato a prefeito

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Vereador Eli Rosa, que aceitou o desafio de se candidatar, é cumprimentado pelo deputado Daniel Vilela, presidente do PMDB

Pré-candidatura no município segue orientação do partido de lançar nomes para prefeito no maior número possível de cidades este ano

A determinação do diretório regional do PMDB em lançar o maior número de candidatos nos 246 municípios goianos tem estimulado o surgimento de novas pré-candidaturas. O vereador Eli Rosa anunciou na quinta-feira, dia 25, em Anápolis, durante a realização da terceira etapa de reuniões regionais de trabalho do partido, que vai colocar seu nome na disputa pela prefeitura do município.
As reuniões de trabalho contaram com representantes de 10 cidades da Região Central do Estado para identificar as necessidades de cada município para as eleições de outubro. “Em um município do porte de Anápolis o PMDB precisa dar o exemplo e ter candidatura própria. Temos bons projetos para a cidade”, declarou Eli Rosa, vereador por três mandatos consecutivos.
Embora o PMDB integre a base do prefeito João Gomes (PT), a postulação contou com o respaldo do diretório municipal. “O Eli é um vereador atuante, empresário bem sucedido e está fezendo um belo trabalho de fortalecimento do PMDB em Anápolis”, ressaltou Daniel Vilela, presidente do diretório regional. “É importante para o PMDB ter candidato em um município tão relevante como Anápolis, onde o partido foi nos últimos 15 anos alvo de uma maciça campanha de desestruturação e agora volta a ganhar musculatura”, completou.

Daniel e o deputado estadual Paulo Cézar Martins, secretário-geral do PMDB, discutiram em reuniões individuais com as comitivas o cenário político e lançamento de candidaturas a prefeito nos seguintes municípios: Abadiânia, Campo Limpo, Ouro Verde, Orizona, Silvânia, Vianópolis, Gameleira, Corumbá, Cocalzinho, Pirenópolis e Anápolis.


 

Polícia investiga pagamento de propina a ex-presidente da Valec

O Ministério Público Federal  (MPF/GO) e a  Polícia Federal em Goiás (PF/GO) deflagrama na manhã de sexta-feira, dia 26, a operação conjunta “O Recebedor”, com o cumprimento de 44 mandados de busca e apreensão e sete mandados de condução coercitiva em Goiás e em mais seis estados.
Cerca de 180 policiais federais participaram da operação, que é um desdobramento de fatos apurados na Operação Lava Jato e decorre de acordo de leniência e colaboração premiada que a empresa Camargo Corrêa fechou com o MPF/GO.
Em razão do acordo, a Camargo Corrêa se comprometer a restituir aos cofres públicos R$ 700 milhões, dos quais R$75 milhões destinados a ressarcir os danos acusados à Valec, entregou provas documentais e testemunhais contra as demais empreiteiras integrantes do esquema, bem como contra o ex-presidente da Valec, José Francisco das Neves.
As diligências tiveram o objetivo de recolher provas de pagamentos de propina a ex-diretores da Valec, por empreiteiras contratadas para construir as ferrovias Norte-Sul e Integração Leste-Oeste, da prática de cartel e lavagem de dinheiro, revelados pela Camargo Corrêa.
Os investigadores buscaram, ainda, fortalecer o acervo probatório de investigações criminais encerradas ou em curso na PF/GO, assim como procedimentos investigatórios em curso no âmbito do MPF/GO, que tratam da prática de sobrepreço, superfaturamento, crimes contra a Lei de Licitações, a exemplo de formação de cartel, corrupção passiva, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro, praticados pela empresa estatal Valec – Engenharia, Construção e Ferrovias em razão das obras da Ferrovia Norte-Sul, havendo ainda indícios da prática dos mesmos crimes com relação à Ferrovia de Integração Leste-Oeste, durante o período em que foi presidida por José Francisco das Neves, o “Juquinha”.
O trabalho investigativo até então realizado apontou prejuízos aos cofres públicos estipulados em R$ 631.544.676,51, considerando-se somente os trechos executados na construção da Ferrovia Norte-Sul, em Goiás
O método utilizado para o recebimento de propina consistia na realização, pelas empreiteiras executoras das obras, de pagamentos a um escritório de advocacia e para mais duas empresas sediadas em Goiás e indicadas por “Juquinha”, sendo que os pagamentos não se referiam a serviços efetivamente realizados, utilizando-se contratos de fachada para dar aparência de legalidade aos pagamentos feitos pelas empreiteiras em benefício de “Juquinha”.
A Camargo Corrêa admitiu haver pago mais de R$ 800.000,00 em propina para Juquinha.
O nome da operação é uma referência à defesa apresentada por José Francisco das Neves no Caso Trem Pagador, na qual seus advogados alegaram que “se o trem era pagador, Juquinha não foi o recebedor”.

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