“Aparecida recebeu muitos recursos federais, Maguito poderia ter feito melhor”

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"A respeito das eleições nós estamos trabalhando diuturnamente em Aparecida, com objetivo de chegarmos ao consenso”

Às vésperas da reunião nacional do PSDB em Goiânia, marcada para o sábado, dia 27, um dos pré-candidatos tucanos à Prefeitura de Aparecida de Goiânia, o empresário e professor Alcides Ribeiro Filho, esteve na redação da Tribuna do Planalto. No encontro, Professor Alcides, como é conhecido, garantiu acreditar que haja um “consenso a qualquer momento” em torno do nome para a disputa municipal. Ele ainda fez duras críticas à gestão de Maguito Vilela (PMDB) e disse trabalhar para aglutinar a base governista na polarização contra a base muncipal.

Ronaldo Coelho e Daniela Martins

Professor, o PSDB de Aparecida está rachado e por causa disso não foram realizadas as prévias que estavam marcadas para o dia 21 deste mês. Como o partido vai resolver essa questão já que tem dois nomes no município, o do senhor e o do vice-prefeito Ozair José?
Não houve as prévias não foi nem por causa de racha no partido, foi devido ao nosso presidente (Alysson Cabral) ter solicitado a sua saída. Ele era a indicação do Delegado Waldir, que pediu a ele que se afastasse. E isso aconteceu, e o partido ficou sem o cabeça, sem o presidente. Nós nos reunimos por diversas vezes, mas somente agora, no dia 22, é que chegamos a um consenso e elegemos Iracema Borges.

Então vai haver prévias?
Não sabemos. Vamos nos reunir com o presidente estadual do partido para saber o que ele vai determinar. Se vai marcar nova prévia ou se vai haver uma outra avaliação, uma outra forma de se trabalhar.

Há possibilidade de consenso?
Olha, é interessante, o consenso sempre há. A vontade das partes de conversar, nós estamos conversando e acreditamos que pode haver esse consenso a qualquer momento.

Se não houver consenso quais critérios devem ser observados para a escolha do nome?
Isso é uma coisa a ser traçada pelo partido, a direção estadual do partido e a direção municipal. Aquilo que ficar estabelecido, caso não haja consenso, nós vamos seguir e respeitar.

Qual a posição do governador Marconi Perillo em relação à eleição em Aparecida?
Devido ao governador ter se ausentado da cidade por um bom tempo, o mês de fevereiro praticamente ele ficou fora, chegando somente no dia 21, nós não estivemos com ele ainda para pudesse se posicionar sobre qual seria a saída para este imbroglio em Aparecida. Mas nós vamos conversar com ele para saber o que ele nos indica, o que ele sinaliza para nós tomarmos as devidas providêncis.

O senhor sempre pregou a união da base do governador em torno de um nome no município para enfrentar um candidato apoiado pelo prefeito Maguito Vilela (PMDB). Mas, além dessa dificuldade na escolha do nome do PSDB, o PP tem o ex-vice-prefeito Tanner de Melo como pré-candidato e o PTB tem também o deputado Marlúcio Pereira como pré-candidato. A base marconista também rachou?
Não, não é que rachou. Nós estamos procurando primeiro resolver o problema interno do PSDB. Resolvendo o problema interno, nós vamos em busca dos demais partidos da base para conversar. Porque não tem como você conversar hoje com os demais partidos da base se você não tem uma solução interna. O primeiro passo é nós conversarmos e chegar a um consenso dentro do PSDB, feito isso nós vamos conversar

Caso seja escolhido pelo PSDB, o senhor acredita que pode unir a base e conseguir um vice entre os partidos aliados a Marconi Perillo no município?
O vice deverá sair mesmo dos partidos aliados. Não sabemos quem será, mas nosso objetivo primeiro é unificar nosso grupo e, em seguida, depois de feita essa unificação, fazer o trabalho junto dos aliados para que possamos chegar a um acordo, um denominador comum.

Qual será o discurso da oposição já que o prefeito Maguito Vilela está bem avaliado no município e mesmo não sendo candidato vai lançar um nome que terá discurso de continuidade?
A oposição tem um discurso excelente para fazer, porque o prefeito fez muita coisa na cidade com recursos federais, não fez com recursos municipais, é um dos gargalos que ele tem. Além do mais, temos muitas obras inacabadas na cidade, ele tem que explicar porque não concluiu essas obras. Nós temos muitos motivos, motivos de sobra pra fazermos um trabalho mostrando à população que ele fez um trabalho razoável, mas que poderia ter sido feito melhor.

Mudando um pouco de assunto, com respeito ao Atlético Esporte Clube, o senhor faz parte da diretoria de base e está empenhado para que o Atlético volte a jogar no Estádio Antônio Acciolly, como está este projeto?
Olha, esse projeto está andando. Hoje, inclusive, estão sendo colocadas as primeiras peças lá na reforma da antiga arquibancada. Fomos informados agora cedo que a empresa começou a colocar as peças lá. Eu acredito que agora, dentro de 30 dias, toda a estrutura antiga fica recuperada, nós iremos fazer então as ampliações que já estão acertadas e combinadas com a empresa parceira. Acredito que vamos inaugurar a primeira parte dia 2 de abril, é a nossa previsão, no aniversário do Atlético.

Alguma consideração a mais sobre as eleições?
A respeito das eleições nós estamos trabalhando diuturnamente em Aparecida, com objetivo de chegarmos ao consenso, consenso esse que é difícil, mas não é impossível. Sabemos que recentemente o deputado Marlúcio Pereira fez o lançamento da sua pré-candidatura, que até então falava-se, mas não havia nada de positivo nesse sentido. E também que o ex-vice-prefeito Tanner de Melo lançou sua candidatura. Resolvendo todo esse imbróglio do PSDB, nós vamos então começar a sentar de forma individualizada para que a gente possa trazer todos os partidos da base, fazendo uma chapa única da base governamental contra a base municipal. Então, essa é uma das nossas propostas.

Que avaliação o senhor faz da atual gestão?
Falando também em relação da atual situação, hoje o prefeito não é tão bem avaliado como se diz, não. Na realidade existem muitos gargalos. Nós temos grandes problemas na saúde, na segurança, que não é só responsabilidade do prefeito, que é responsabilidade da União, mas que ele poderia ter corrido atrás de parcerias para estruturar a Guarda Municipal, para fazermos a prevenção. Hoje temos assaltos a luz do dia, isso é falta de polícia na rua. Nós temos hoje 400 e poucos policiais da Guarda Civil que poderiam estar prestando esse serviço, desde que fossem devidamente preparados, treinados, mas essa Guarda está sucateada, e isso traz dificuldades para que as pessoaas possam trabalhar. E nós queremos, se Deus nos conceder a graça de chegar a Prefeitura, dar condições à população de ir e vir e essa condição é através da segurança bem calçada, bem responsável.

E a saúde, educação?
A saúde está em frangalhos, embora tenha construído muitas UBSs (Unidade Básica de Saúde), muitas UPAs (Unidade de Pronto Atendimento), mas não estão funcionando. Não adianta construir apenas o prédio público, tem que mobiliar e fazer com que ele funcione. Hoje faltam médicos na cidade, especialistas, uma série de coisas que nós precisamos tormar providência. Outro gargalo é a educação. Nós temos um déficit de vagas para crianças em Aparecida de 6.500 vagas e a prefeitura recebeu repasse para a construção de 35 Cmeis (Centros Municipais de Educação Infantil) e não construiu. Construiu apenas oito ou dez, que estão prontos e devidamente funcionando. Então é uma das coisas que você tem que cobrar, para ver se o prefeito toma as devidas providências e faz. Porque os recursos, segundo ele, Aparecida já recebeu.

Com relação ao comércio, Aparecida deixou de ser uma cidade dormitório?
Houve uma inversão desde os anos 2000 e isso não é mérito do atual governo, mas mérito dos governos que passaram por lá, como Ademir Menezes e José Macedo, cada um dentro da sua ótica e dentro da sua época. Hoje Aparecida é uma cidade que oferece muitos empregos, o comércio nosso não está ótimo, mas também não está tão ruim, está de razoável para bom. O recurso circula em Aparecida de forma natural.

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