Goiás avança no combate ao Aedes aegypti

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Leonardo Vilela apresenta resultados da ação Goiás contra o Aedes

No primeiro mês do ano, 106 municípios goianos se classificaram como de alto risco de infestação do mosquito transmissor de doenças como dengue, zika vírus e chikungunya, o que significa que mais de 4% dos domicílios apresentavam focos. Outros 138 municípios se enquadraram como de médio risco, ou seja, onde até 4% dos domicílios possuem criadores do mosquito.

Já em fevereiro, o quadro apresentado pelo secretário da Saúde, Leonardo Vilela foi transformado. Apenas 16 municípios figuraram no parâmetro de alto risco, outros 230 foram considerados de médio risco. “Com isso, registramos uma queda de 42,72% no número de municípios com criadores do Aedes. Boa parte daqueles que estavam classificados como de alto risco, migraram para um risco médio”, comemorou.

Dois municípios ainda não tinham iniciado a força-tarefa em janeiro e nenhum deles se enquadrou no perfil de baixo risco. “Em Goiás, assumimos o parâmetro de foco zero do mosquito para o baixo risco, portanto ainda não atingimos essa margem. Nossa meta é a erradicação do vetor”, reforça Leonardo Vilela. Os dados são dos dois primeiros meses da Operação Goiás contra o Aedes.

Janeiro e fevereiro
Os agentes de saúde, Bombeiros e voluntários que integram a força-tarefa de combate ao mosquito vistoriaram em janeiro 1,002 milhão de imóveis, onde foram encontrados 29.973. Já em fevereiro, a visita domiciliar abrangeu 1.589 milhão de casas, onde foram encontrados e eliminados os focos em 26.126 delas. Enquanto em janeiro eram apenas sete os municípios que apresentavam menos de 1% de foco, em fevereiro esse número ampliou para 67 cidades. “As visitas vão continuar até junho, quando esperamos ter avançado no controle do mosquito. Mas os resultados serão sentidos de agora em diante, ao evitarmos a proliferação de milhares de mosquitos transmissores com esse trabalho mais aproximado do cidadão”, avaliou Vilela.

Mapeamento da dengue
No período compreendido de 3 de janeiro a 20 de fevereiro, a Secretaria da Saúde notificou 32.647 casos de dengue em todo o Estado. Destes, 3.298 foram confirmados por meio de exames clínicos e laboratoriais. O número de notificações da doença, quando comparado ao mesmo período do ano passado foi superior. Em 2015, 29.739 pessoas tinham sido notificadas com a doença, e 88 mortes confirmadas. Este ano, 17 mortes são investigadas. Para consultar o boletim da dengue completo, clique aqui.

Em Goiás, circulam quatro sorotipos da dengue (tipos 1, 2, 3 e 4), com destaque para o tipo 3, que acarreta comprometimentos neurológicos. Sua concentração está no Entorno do Distrito Federal, mais precisamente em Santo Antônio do Descoberto, onde foram confirmados dois casos em 2015. “Nossa preocupação é que com vários tipos da doença em circulação a população fica susceptível a contrair a doença mais de uma vez, pois não está imune a todas as variações do vírus”, declara Vilela.

Entre os sintomas associados ao tipo 3 da dengue estão complicações neurológicas, desorientação, agitação, irritabilidade, e em casos mais graves, paralisia facial e nos membros inferiores.

Outras doenças
Enquanto em 2015 o Estado havia notificado 107 casos de zika vírus, com a confirmação de 14 deles, este ano, dos 197 casos notificados, 22 foram confirmados. Já os casos de microcefalia monitorados de novembro de 2015 a fevereiro de 2016, nenhum deles obteve confirmação de relação com o zika vírus. Ao todo foram notificados 99 casos, sendo que 79 estão sob investigação e seis confirmados por infecção congênita. “Inclusive, enviei um ofício ao Ministério da Saúde para que fosse feita a correção do dado divulgado por eles onde mencionam Goiás com seis casos de microcefalia por zika vírus. Aqui, os casos confirmados não apresentam relação com a zika”, declarou o secretário.

Com relação à chikungunya, dos 67 casos notificados este ano nenhum obteve a confirmação.

Investimento no diagnóstico
O secretário Leonardo Vilela anunciou que a partir deste mês de março, o Laboratório de Saúde Pública (Lacen – Goiás) vai iniciar os exames para diagnóstico de chikungunya e zika. A unidade já recebeu os insumos necessários do Ministério da Saúde para a realização de testes de PCR – biologia molecular.

Foi disponibilizada uma cota de 40 exames por mês para o diagnóstico de zika. Por enquanto, o Instituto Aldofo Lutz tem recebido todas as amostras de gestantes com sintomas de zika encaminhados pelo Estado. “As grávidas terão prioridade nesta cota”, reafirma Vilela. Com a implantação da nova técnica, o Lacen Goiás espera realizar semanalmente 30 exames de cada um (zika e chikungunya), com liberação de até 15 dias.

(Goiás Agora)

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