“A democracia está consolidada”, afirma Marconi sobre a Lava Jato

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Governador Marconi Perillo foi o anfitrião dos governadores do Centro-Oeste, DF, Norte e Nordeste durante encontro realizado em Goiânia

Governador participava da abertura do Fórum de Governadores do Brasil Central, ao ser questionado sobre condução coercitiva do ex-presidente Lula

O governador Marconi Perillo (PSDB) declarou acreditar que democracia no país está consolidada e as instituições brasileiras estão funcionando com mais vigor. A declaração foi dada durante entrevista coletiva, na última sexta-feira, dia 4, durante a abertura da reunião com governadores do Consórcio Brasil Central, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia.
As declarações de Perillo foram dadas após questionamento da imprensa sobre a 24ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Aletheia e deflagrada pela Polícia Federal (PF), que cumpriu mandados de condução coercitiva e de busca e apreensão na casa do ex-presidente Lula (PT), em São Bernardo do Campo e em outras cidades de São Paulo, do Rio de Janeiro e da Bahia. O ex-presidente foi levado de sua casa, pela PF, sob condução coercitiva para prestar depoimento.
“O que eu depreendo do que está acontecendo no Brasil já há algum tempo é que, em primeiro lugar, nossa democracia está consolidada. Segundo: as nossas instituições estão se afirmando no dia a dia, e estão cada vez mais fortes, mais robustas”, disse Marconi.
O governador disse ainda que o Brasil “já não é mais o mesmo” e que agora o país ressurge “desse processo cirúrgico que nasce nos dias de hoje”. Marconi evitou citar a Operação Lava Jato, mas afirmou que “o importante é que esse momento vivido no país, na minha opinião, é um momento muito rico”.
“Eu vejo com forte entusiasmo, com forte esperança o que está acontecendo no Brasil hoje envolvendo todos, sem exceção, que eventualmente tenham cometido algum tipo de deslize ou equívoco ilícito. E isso está servindo para as gerações do futuro e servirá muito para a gente transformar o Brasil em uma grande nação”, declarou.
Cobrando o combate à corrupção no país, o governador de Goiás enfatizou que os estados brasileiros se preocupam em cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e em manter com transparência a Lei de Acesso à Informação (LAI). Avaliou ainda que esse será um legado deixado para gerações futuras.


Governadores vão a Brasília pedir alongamento das dívidas dos estados

A sétima edição do Consórcio Brasil Central definiu como pauta principal para a reunião que teriam com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília, na tarde da sexta-feira, 4, a formalização do pedido de alongamento das dívidas dos estados que compõem o bloco de governadores.
Partiram de Goiânia à capital federal sete governadores e um vice-governador: Marconi Perillo (GO); Rodrigo Rollemberg (DF); Pedro Taques (MT); Reinaldo Azambuja (MS); Confúcio Moura (RO); Marcelo Miranda (TO), o vice-governador Carlos Brandão (MA); e José Melo (AM) – estes dois últimos como convidados do Consórcio Brasil Central. No encontro em Goiânia, participou também o presidente do BNDES, Luciano Coutinho.
“Na reunião com a presidente da República trataremos a pauta do alongamento das dívidas. Ela nos convidou para apresentar uma proposta”, explicou Marconi Perillo.
De acordo com o governador de Goiás, esse assunto começou a ser discutido em dezembro de 2015, após convite feito pelo governador Rodrigo Rollemberg aos governadores membros do Consórcio do Brasil Central como uma alternativa ao pagamento das dívidas dos estados brasileiros.
À época, foi instituído o fórum dos governadores, que se reuniram com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e receberam dele a garantia de alongamento dos débitos. “Hoje, a presidente vai formalizar essa tentativa de acordo com os governadores”, disse Perillo.

Reunião em Goiânia
Apesar da pauta definida para Brasília, a reunião dos governadores na capital goiana foi focada na discussão em torno do desenvolvimento regional dos estados que compõem o Consórcio do Brasil Central.
Nesta edição, além dos seis governadores que integram o consórcio, participaram também o governador do Amazonas, José Melo, que foi convidado a integrar o bloco, e o vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, que solicitou o ingresso no grupo.
Marconi Perillo ressaltou que a formação do bloco é uma tendência para o fortalecimento dos estados e justificou que a formatação do consórcio obedeceu um rigoroso critério profissional. “Nós delimitamos marcos regulatórios iniciais, bases legais, organizacionais, temos uma boa assessoria. Começamos agora a depositar os fundos para que o Consórcio se viabilize. Conseguimos também apoio das melhores consultorias do país em relação ao nosso plano estratégico”, explicou.
O governador de Goiás afirmou ainda que o Consórcio Brasil Central é hoje uma “positiva realidade para o país”. “Eu diria que o Consórcio do Brasil Central é algo extremamente consistente do ponto de vista de discussão e implementação de políticas públicas eficientes para reinserção dessas nossas economias no país agora na crise e no pós crise. Se nós nos prepararmos como estamos nos preparando, vamos sair mais rápido da crise e vamos ter condições de avançar muito mais do que outras regiões exatamente por conta do nosso nível de organização e de todo o planejamento que estamos fazendo”, ressaltou.
Marconi Perillo detalhou também que o bloco de governadores possui uma agenda anual e que a cada mês eles se reúnem nos estados. Quando necessário, são feitas reuniões extraordinárias em Brasília, com o governador Rodrigo Rollemberg. “No primeiro encontro, havia um sonho, um desejo de nos unir. Já temos nove meses desde o primeiro encontro, ou seja, nasceu o filho. De lá para cá, nós criamos uma estrutura muito robusta. Eu diria que começamos agora a fase da maturidade do consórcio”, disse.
Questionado sobre os resultados já alcançados, Marconi pontuou as ações concretas que resultaram do projeto entre estados nos nove meses de atividades. “Em relação, por exemplo, ao FCO nós já tivemos resultados positivos. Eu não tenho dúvida de que com a nossa persistência, nossa convicção em relação aos cronogramas, a seriedade com que estamos encarando o Consórcio, ele dará respostas muito positivas aos nossos estados”, garantiu.


José Eliton propõe integração dos estados na área de segurança

O vice-governador e secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária de Goiás, José Eliton,  apresentou ao Fórum de Governadores do Brasil Central uma proposta de integração dos serviços de inteligência de segurança pública dos vários estados participantes do consórcio para uma atuação mais eficaz das polícias na solução de crimes que afetam toda a sociedade.
José Eliton afirmou que em Goiás, a criação recente da Superintendência de Ações e Operações Integradas tem por objetivo congregar os serviços de inteligência das forças policiais numa central única de inteligência. “E a proposta que faço aqui é de integrarmos as inteligências dos estados que compõem o consórcio, com troca de informações e experiências, de maneira a efetivar a segurança em todos os seus aspectos nestes estados”, disse o secretário.
De acordo com José Eliton, crimes como os do chamado “cangaço novo” assombram e assolam diversos municípios do interior dos estados e são muitas vezes planejados em outras cidades e em outras unidades da federação.  “A agenda de segurança pública é uma agenda comum que preocupa todos os estados brasileiros e, a nossa proposta é no sentido de que cada estrutura de segurança constitua, na área de inteligência, uma gerência ou superintendência de integração e que depois as informações possam ser compartilhadas com todos os estados para criarmos uma estrutura mais eficiente”, acentuou o vice-governador e secretário de Segurança Pública.
A proposta de José Eliton será inserida no documento do fórum dos governadores que subsidiarão o plano estratégico de desenvolvimento para os estados do Brasil Central, que além dos estados do Centro-Oeste abrange, também, os estados de Tocantins e Rondônia. Para este encontro, em Goiânia, foram convidados, também, os estados do Amazonas e do Maranhão. Segundo José Eliton, a segurança pública é uma agenda comum que preocupa todos os estados e é preciso ter uma visão integrada também em relação ao tema da segurança, que exige uma atuação mais eficiente e ágil na solução dos crimes.
Durante o fórum, José Eliton comunicou que havia se reunido, na noite de quinta-feira, dia 3, com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, com quem tratou de questões específicas daq segurança no estado de Goiás, em especial dos recursos do fundo penitenciário. Explicou que o STF já havia decidido proibir a União de contingenciar recursos para o referido fundo, mas que a União ainda não havia cumprido essa determinação sob a argumentação de que ainda não teria sido notificada da decisão. “E o ministro Lewandowski assegurou que irá fazer a notificação à União, o que evidentemente auxiliará os estados da federação naquilo que diz respeito à política penitenciária”, afirmou.

José Eliton: integração levará a serviço mais eficaz
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