Mais policiais na rua não é gasto, é prevenção

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É certo que avanços tecnológicos aliados a uma boa gestão e incentivo aos agentes são ações importantes que podem apresentar resultados positivos no enfrentamento e mesmo na diminuição da criminalidade. O novo comandante geral da Polícia Militar, coronel Divino Alves de Oliveira, assumiu com uma tarefa hercúlea, que é fazer frente, diminuir, barrar a escalada da violência que assola Goiás.
Logo após assumir o comando, no dia seguinte, dia primeiro, terça-feira da semana passada, ele assinou portaria que determina o retorno, para a PM, de todos os policiais que atualmente exercem funções em outros órgãos da administração pública estadual e nos Poderes Legislativo e Judiciário. O documento revoga qualquer determinação anterior sobre atribuições administrativas dos policiais militares.
A medida era necessária. A população clamando por segurança não admitia-se mais policial militar em desvio de função. A presença de todos os policiais militares exercendo as funções próprias de policiamento ostensivo e preventivo é uma exigência de todos, especialmente da população que não tem condições de pagar por segurança particular e também da maioria dos comerciantes, que se tornaram reféns da criminalidade.
De acordo com o novo Comando Geral da PM, a medida deve trazer cerca de 400 homens para o efetivo na Grande Goiânia. Os policiais afetados com o ato têm 24 horas, após a ciência, para se apresentar às novas funções.
É um alento. Mas representa pouco, muito pouco, perante o déficit de policiais militares que Goiás tem. É preciso contratar mais policiais para fazer o policiamento ostensivo e preventivo, caso contrário veremos a criminalidade recrudescer mais. Mais vidas serão ceifadas, mais famílias irão chorar a perda de entes queridos.
O combate à criminalidade e a violência é imperativo. Um dos itens avaliados por grandes corporações, na hora de decidir onde investir, gerar empregos e se instalar, é o nível de criminalidade e violência. Por razões óbvias.
Para o economista Cláudio Haddad, do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), o crime se transformou num dos maiores problemas econômicos do Brasil atual, com várias explicações e consequências. Entre elas, o excesso de gastos com a segurança, tanto com recursos públicos como privados; a perda de vidas e de propriedades; a mudança de comportamento das pessoas, que deixam de fazer coisas que poderiam fazer se a criminalidade fosse mais baixa; e o aumento do risco de fazer negócios no País, seja entre investidores externos como internos.
Portanto, investir em segurança pública é investir em vidas, investir no desenvolvimento. Não é possível mais pensar que segurança pública é apenas gasto para prender criminoso. Acima de tudo, é prevenção.

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