Após enchentes, Saúde alerta população para riscos da leptospirose

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Sintomas da doença podem levam até 30 dias para aparecer. Cartilhas e hipoclorito foram distribuídos para os moradores para evitar contágio

Com a intensificação das chuvas em Goiânia, alguns bairros localizados às margens do ribeirão Anicuns sofreram com alagamentos no mês de janeiro, acarretando em surtos de leptospirose no município. Com isso, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) elaborou várias ações de orientação e atendimento para as pessoas residentes nos bairros atingidos. Já foram identificados quatro casos com suspeita da doença, sendo três já confirmados e um em investigação.

Após as inundações, foram feitas vistorias nas áreas atingidas e visitas as famílias, quando cartilhas foram entregues aos moradores, orientando-os quanto à doença e as medidas a serem tomadas. Além disso, foi distribuído hipoclorito para desinfetar os alimentos contaminados com a lama. Também foram definidas estratégias para atender os casos nas unidades de saúde e 273 cidadãos dos bairros atingidos foram vacinados contra tétano, 200 contra influenza e 196 contra febre amarela.

O gerente de doenças transmissíveis da SMS, Leandro Nascimento, explica que, para identificar a doença, deve-se analisar o surgimento de sintomas como febre alta súbita, dor de cabeça e muscular intensa, e o vínculo destes com as situações vividas ultimamente pelo paciente, como enchentes. “Detectada a leptospirose, o médico inicia o tratamento o mais rápido possível, e nos casos graves é orientada imediatamente a internação. Hoje, todos os profissionais dos Cais com unidade de urgência de Goiânia estão cientes e preparados para receber esses pacientes”, garante.

Orientações

A leptospirose é uma doença causada por uma bactéria presente na urina de roedores, que penetra no corpo pela pele ou mucosas, principalmente por arranhões ou pequenos ferimentos. Após enchentes e alagamentos, a urina dos ratos presente nos esgotos e bueiros se mistura à enxurrada e à lama, podendo infectar qualquer pessoa que entre em contato com esses resíduos. Os sintomas variam desde febre alta, dor de cabeça e no corpo, até quadros mais graves, podendo ocorrer ‘amarelão’, insuficiência renal e sangramentos, principalmente pulmonar, e o período entre a exposição do vírus e a manifestação dos sintomas é de um a 30 dias.

A SMS recomenda aos moradores tomarem medidas de controle de roedores, como: manter alimentos guardados em recipientes bem fechados e a prova de roedores em locais elevados do solo e afastados da água; manter a cozinha limpa; acondicionar o lixo em sacos plásticos em locais elevados do solo, colocando-os para fora pouco antes da coleta de lixo passar; retirar sobras de alimentos ou ração de animais domésticos; manter os terrenos baldios limpos e capinados; evitar acúmulo de objetivos nos quintais; fechar buracos em telhas, paredes e rodapés; além de manter as caixas d’água, ralos e vasos sanitários fechados com tampas pesadas.

Em caso de enchentes é recomendado evitar o contato com a água ou lama e, após as águas baixarem, retirar a lama e desinfetar o local usando luvas e botas de borracha para evitar o contato com a pele; lavar pisos, paredes e bancadas com água sanitária na proporção de duas xícaras de chá do produto para um balde de 20 litros de água, deixando agir por 15 minutos; além de tomar cuidado com alimentos que tiveram contato com a água de enchente. No caso de encontrar animais peçonhentos em casa, o morador pode entrar em contato com o Centro de Controle de Zoonoses da SMS pelos números (62) 3524-3131, 3524-3129 ou 3524-3130, ou com o Corpo de Bombeiros pelo 193.

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