Mulheres de luta recebem homenagens

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Familiares de educadoras homenageadas e atletas são recebidas com aplausos: valorização do trabalho feminino

Professoras que dão nome às instituições educacionais e atletas goianas são homenageadas durante as comemorações do Dia da Mulher na SME

Daniela Rezende

Maria Nosídia Palmeiras das Neves, Iacy-Alba Rocha Ferreira Lima, Edna de Roure, Nara do Carmo Rezende Amorim, Odília Mendes de Brito, Silene de Andrade, Alzira de Oliveira Alves, Amélia Fernandes Martins, Benedita Luíza da Silva de Miranda, Dalísia Doles, Darly Anete Carneiro e Silva e Marília Carneiro de Azevedo Dias. Nomes e sobrenomes diferentes, mas que têm muito em comum.
Todas essas mulheres dão nome às escolas ou centros municipais de Educação Infantil (CMEI) de Goiânia. Professoras e apaixonadas pela profissão, realizaram seus trabalhos com excelência e seriedade. No dia 8 de março, Dia da Mulher, a Secretaria Municipal de Educação e Esporte (SME), homenageou essas educadoras, em sua sede, no Setor Leste Universitário.
Familiares das professoras, profissionais da Educação e atletas, que também foram homenageadas, prestigiaram o evento, que contou com exposição dos retratos das educadoras e competidoras, desenhados pela artista Ana Luíza de Freitas Duarte. O objetivo da ação foi valorizar o trabalho desenvolvido em Goiânia pelas mulheres retratadas, além de conhecer suas histórias.
Na ocasião, familiares, diretores e competidoras receberam de forma simbólica, das mãos de Helikênia Brum, superintende pedagógica e de esporte da SME, os retratos das homenageadas.
“É com grande alegria que comemoramos o Dia da Mulher, reconhecendo o trabalho dessas mulheres guerreiras. Parabéns pelo esforço, ousadia e garra das que fizeram e ainda fazem história”, destacou a superintendente.
Luzimar de Jesus Santos, diretora da Escola Municipal Professora Silene de Andrade falou da importância em reconhecer essas mulheres.
“É necessário resgatar a história dessas educadoras, que tiveram um papel importante frente a sociedade. A professora Silene, por exemplo, foi professora, trouxe o balé para Goiânia, foi vereadora e lutava pela comunidade do Conjunto Aruanã. Nós, professoras, somos responsáveis pela formação dos cidadãos”, afirmou.

Mãe de Nara do Carmo, que dá nome à instituição da rede, recebeu emocionada retrato de sua filha
Mãe de Nara do Carmo, que dá nome à instituição da rede, recebeu emocionada retrato de sua filha

Maria Terezinha Gentil Rezende, mãe de Nara do Carmo Rezende Amorim, ficou muito emocionada com as homenagens prestadas a sua filha e às outras professoras.
“A Nara, se estivessem viva, estaria muito grata pelo reconhecimento do seu trabalho. Pela sua força de vontade, calma e amor pelas funções que ocupou, ela fez a diferença por onde passou, tanto na sala de aula, como nos serviços prestados à SME”, destacou.
Para a professora e artista Ana Luíza de Freitas Duarte, da Gerência de Eventos Esportivos e Educacionais, é uma honra fazer um trabalho como esse.
“Há mais de um mês fazendo pesquisa e retratando essas mulheres, descobrimos que entre as educadoras, já falecidas, quase não há registro na própria instituição da história de vida delas. Estamos fazendo um resgate dessas pessoas que de alguma forma superaram limites e sofreram preconceitos, tanto na Educação, como no Esporte”, ressaltou.


No esporte, desafios e preconceitos superados

Experientes, animadas, persistentes, determinadas. Esses e outros adjetivos são tecidos a essas atletas goianas por onde passam. Ainda em atividade esportiva, a ciclista Janildes Fernandes, a nadadora Zulma Ayres, a karateca Juliana Braga, a jogadora de basquete Wagnér Costa e a corredora Rosemeire de Oliveira Sousa ocuparam seus espaços na sociedade e também foram homenageadas pela SME.
Para a karateca campeã mundial e homenageada Juliana Braga, foi difícil ocupar os espaços enquanto mulher.
“Comecei no esporte na década de 80 e participei do primeiro Campeonato Brasileiro de Karatê em que mulheres participaram, em 1987, na cidade de Santos. É com orgulho que consegui tudo às custas de muita luta, enfrentei gravidez, casamento e outras dificuldades e o esporte fez quem eu sou hoje”, contou a atleta.
A professora e atleta da Seleção Brasileira Máster de Basquete, Wagnér Costa, 66 anos, diz ser apaixonada pelo esporte e não consegue largar o que faz. “Eu vivo me desafiando, sei que ainda posso muito mais no basquete. No momento, me recupero de uma lesão na panturrilha, mas não paro. O esporte é terapia, qualidade de vida e ajuda na formação do caráter das crianças”, explicou a atleta, que não tem ideia de quantos alunos passaram por suas aulas.

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