Emater implanta rede para inovar ações no campo

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A nova proposta para fomentar o serviço de assistência técnica no meio rural no Estado de Goiás começa a ganhar resultados. A Rede de Inovação Rural criada pelo Governo de Goiás, por meio da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), tem conquistado parceiros para alcançar, além de recursos financeiros, investimentos em gestão do conhecimento.

A ideia é buscar parcerias em todos os setores da cadeia produtiva. Reuniões com prefeituras, produtores rurais, sindicatos, cooperativas, regionais da Emater e instituições públicas estão sendo realizadas desde o início do ano para apresentar as propostas e buscar parcerias que possam resultar em ações que estimulem o desenvolvimento no meio rural, seja através de investimentos, equipamentos, conhecimento ou financiamento.

Construir uma rede com vários elos da cadeia produtiva que seja capaz de atender pequenos produtores rurais que necessitam de assessoramento profissional para produzir melhor. O presidente da Emater, Pedro Arraes (foto), explica que este é o objetivo daRede de Inovação Rural. O projeto pretende acompanhar os avanços das iniciativas já em execução pela Emater nos municípios e conhecer as regiões, suas necessidades e contribuir para a melhoria da qualidade da família rural de Goiás.

O assessor especial da presidência da Emater, Joaquim de Carvalho Gomide, explica que o projeto da Rede de Inovação não pertence exclusivamente à entidade. “A busca por parcerias vem para confirmar que a proposta da Rede de Inovação é algo de todos os elos da cadeia produtiva. Por meio de parcerias com diversas entidades ligadas ao setor, podemos levar melhorias significativas ao produtor rural, visto que ele compreenderá, por meio do repasse de conhecimento, a importância de uma assistência técnica qualificada e contínua”, destacou.

Grande potencial, poucos investimentos
imgresSegundo Joaquim de Carvalho Gomide, os números comprovam as potencialidades do setor. De acordo com o assessor, a projeção é que no período de quatro anos, o PIB dos municípios goianos seria o dobro caso os investimentos no setor fossem adequadamente organizados e aplicados. “Na produção de leite, por exemplo, caso 70% das vacas em lactação produzirem nove litros de leite por dia, é possível dobrar o PIB do município em quatro anos”, salientou Gomide.

De acordo com o diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural da Emater, Antelmo Teixeira, o objetivo da Agência de Inovação Rural não é apresentar propostas focadas apenas na captação de recursos, mas sim propor projetos que visam a aplicação adequada e correta dessas verbas. “Nosso objetivo como instituição é buscar melhorias ao produtor”.

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Termo de Cooperação
Na semana passada, a diretoria da Emater recebeu a equipe da Agência de Fomento de Goiás (Goiás Fomento) para apresentar a nova proposta da Rede de Inovação Rural e buscar parceria para o projeto. “Com a Goiás Fomento, buscamos concretizar o projeto Rede de Inovação. Estamos propondo à Goiás Fomento a administração desses recursos, visto que o órgão oferece grande experiência e qualidade nesse sentido’, destacou Antelmo Teixeira.

Desta primeira reunião ficou definido que será assinado um termo de cooperação. “O termo de cooperação tem como objetivo nortear nossas propostas conjuntas. Vamos, por exemplo, destacar neste termo, o valor requerido para a concretização das propostas da Rede de Inovação”, explicou Antelmo.

Segundo o diretor, mais que investir em ferramentas e máquinas, é necessário aplicar recurso no conhecimento. “As linhas de financiamento investem na compra de equipamentos, maquinário e ferramentas, entretanto, investir no repasse contínuo e adequado do conhecimento tem sido pouco trabalhado. Nós vislumbramos que o recurso seja utilizado, de fato no repasse de informações e na gestão do conhecimento sobre a atividade”, enfatizou Teixeira.

O coordenador de Agronegócio da Goiás Fomento, Jorge Luiz Matheus, apresentou a linha de ação da entidade e destacou a importância da união entre as instituições. “Nós podemos alinhar, dentro do projeto, meios para financiar técnicos que prestarão assistência técnica aos produtores rurais”, explicou Jorge. Para o engenheiro-agrônomo da Goiás Fomento, Ricardo Carneiro de Araújo, a parceria é um sonho realizado. “Como recém-formado é motivador presenciar a união entre duas entidades que buscam o mesmo objetivo: fomentar a inovação, pesquisa e extensão no Estado”, explicou.

Sistema São Francisco e apresentado a produtores de Quirinópolis

Piloto
Em Quirinópolis, a Rede de Inovação Rural está desenvolvendo um projeto piloto e a metodologia aplicada está agradando os produtores da região. Em janeiro foi realizada uma reunião com 200 produtores no município para apresentação do projeto. Trata-se de uma produção consorciada de gado e grãos. “Temos visto, por meio desse piloto, que o projeto tem todos os motivos para ser um grande avanço para o setor”, salientou  Antelmo Teixeira.

No município, em parceria entre Emater, Embrapa e iniciativa privada, serão implantadas dez unidades piloto de Integração Lavoura Pecuária (iLP) com utilização do Sistema São Francisco, tutelado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A Emater atuará como instituição de validação da tecnologia e de suporte operacional, além de oferecer apoio aos produtores.

O Sistema São Francisco é uma forma de plantio que consiste na sobressemeadura de capim-mombaça em soja por meio de motossemeadora ou avião. A metodologia parte da necessidade cada vez maior de se produzir alimentos com preocupação ambiental. O iLP apresenta margem diversificada de produção e vantagens como a recuperação de pastos. O capim surge como alternativa para sobressemeadura de soja e os resíduos da lavoura de soja servem de alimento para o gado.

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