De mãos dadas pela educação

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Envolver os pais na pintura do muro onde os filhos deles estudam é uma forma mostrar para as crianças a importância da união das pessoas em prol de um objetivo

Em ação para estimular participação de pais de alunos, diretora de Cmei consegue unir a comunidade para pintar muros da escola e deixá-los bonitos e coloridos

Fabiola Rodrigues

O dia 19 de março, um sábado de sol, ficará marcado na lembrança dos estudantes do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Domiciano de Faria, localizado no Residencial Eli Forte, em Goiânia. Atendendo convite da diretora do Cmei, Leda de Jesus, os pais de alunos foram até a unidade educacional para ajudar os seus filhos a fazer pinturas. O motivo, além de embelezar a escola, é unir pais, professores e as crianças do Cmei, para todos sentirem que fazem parte do ambiente escolar.
O convite feito aos pais para o momento de pintura em uma manhã de sábado representa mais que um projeto, diz a diretora. Ela observa que a família de hoje fica muito ausente da vida estudantil dos filhos, talvez pela longa jornada de trabalho, o que prejudica o desenvolvimento das crianças nas atividades em sala de aula.
“Envolver os pais na pintura do muro onde os filhos deles estudam é uma forma mostrar para as crianças a importância da união das pessoas em prol de um objetivo. E, além disso, os alunos percebem a importância da família estar reunida. Falta isso na sociedade hoje”, diz a diretora.
A ideia de separar um dia para pintar os muros da escola começou através de um projeto existente na horta da escola. Os alunos plantaram mudinhas de árvores e cercaram elas com pneus e para demarcar o espaço das plantações, eles foram pintados de cores variadas. As pinturas das crianças vão além dos trabalhos realizados na horta. Os muros do Cmei Domiciniano de Faria localizado em Goiânia ganharam novas cores.
A vovó Sebastiana Ribeiro diz que o neto dela, de três anos, tem muita dificuldade para se entrosar, mas que ele ficou muito feliz em participar junto como os coleguinhas na pintura dos muros.

 Leda de Jesus, diretora do Cmei
Leda de Jesus, diretora do Cmei

“A vovó virou pintora, mas vale a pena. Ele estar aqui hoje para mim representa mais um passo para ele se desenvolver”, diz Sebastiana Ribeiro.
Rogério Brasilino tem uma filha de três anos. Quando ele recebeu o convite do Cmei não se hesitou em participar. Ele faz questão de estar ao lado da filha seja ensinando as tarefas ou brincando.
“Esse momento para mim é único. Tenho privilégio de estar ao lado da minha filha ajudando a pintar a escola em que ele estuda. Isso é gratificante”, diz o pai todo motivado.

“Pais precisam estar mais presentes”, diz diretora

Atividades que envolvem os pais no ambiente escolar servem para ajudar a criança a ter um bom desenvolvimento na vida estudantil ao longo da vida. A auxiliar de professora Aline Carvalho diz que todas as vezes que as crianças trazem os pais para apresentar ou ajudar em algum projeto elas ficam mais motivadas e felizes.
“É importante os pais irem com os filhos e participar dos projetos que foram convidados. A criança ao pintar o próprio muro de onde estuda faz com que ela sinta orgulho do trabalho. Ela sente alegria ao compartilhar essa responsabilidade com a comunidade escolar”, diz.
A diretora do Cmei faz um apelo para os educadores evolverem os pais nas atividades escolares dos filhos, mesmo que seja em um dia de sábado. Ela ressalta a importância desse ato, que integra os valores da família ou de pais e filhos com a comunidade escolar e a vizinhança em geral.
“Somos nós diretores que precisamos ter algumas atitudes de envolvimento entre pais e alunos. Nós temos uma comunidade de pais muito participativos. Conseguir a presença deles nas atividades foi um processo, mas vem dando certo”, diz a diretora.
A mãe Ana Carolina Ribeiro diz que faz o possível para comparecer nos convites feitos pela direção do Cmei. Mesmo com vários compromissos e trabalhos criou o habito de separar um tempo para estar com o filho na escola.
“É importante a integração dos pais com as crianças do Cmei. Sempre que possível eu e meu marido estamos acompanhando nosso filho. Passamos a fazer isso com frequência”, diz a mãe.

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